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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Pesquisa em xeque


Deputado César Pires não confia na pesquisa do DataM
Estado Maior

O líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado César Pires (DEM), criticou duramente, em discurso, a pesquisa divulgada pela oposição apontando a preferência do eleitorado de São Luís em relação à corrida ao Governo do Estado e ao Senado.

A pesquisa, feita pelo instituto DataM, contém "aberrações nunca vistas" e está sob suspeita porque foi feita por empresa patrocinada pelo vice-prefeito Roberto Rocha (PSB), pré-candidato ao Senado e de quem o dono do instituto é seu funcionário numa emissora de rádio.

Para o deputado, soou como uma aberração o fato de, em menos de 15 dias, o pré-candeidato Flávio Dino (PCdoB) ter crescido na pesquisa de 28% para 38%, ao passo que o secretário de Infraestrutura, Luís Fernando Silva (PMDB), caiu de 22% para 9,4%. E a deputada Eliziane Gama caiu de 21% para 17%.

"Curiosamente, a pesquisa é contratada e paga pela empresa do candidato Roberto Rocha. O comandante do instituto é empregado do senhor Roberto Rocha e faz um programa de rádio no escritório do contratante, e isto está declarado no próprio blog na internet do contratado", assinalou.

E acrescentou: "Uma consulta feita à Delegacia Regional do Trabalho (DRT) constata que a empresa não tem sequer um funcionário registrado, e os preços cobrados por esta empresa de pesquisa são subfaturados. Isso pode ser constatado consultando os registros de outras empresas de pesquisas pelo Brasil afora. Informado pelo próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE)"

E comparando os números os números da pesquisa encomendada pela oposição com os números da pesquisa anterior, César Pires frisou que não viu nada que justificasse em 15 dias o estranho desempenho atribuído aos pré-candidatos.

"Os registros foram feitos no TSE. Esta pesquisa diz que estão caindo o Luís Fernando (PMDB) e a Eliziane Gama (PPS). Cabe discutir cientificidade e o amparo jurídico. Eu quero buscar o véu da Verônica que até hoje está escondido para se tentar entender onde estão os eleitores ouvidos na pesquisa, para poder se encontrar algo que explique estes indicadores", afirmou César Pires.

Sua intenção é buscar explicações por via judicial, a exemplo do que fez o PMDB.

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