quarta-feira, 15 de junho de 2016

As qualidades de um vice

O suplente de senador Pinto Itamaraty também vem sendo sondado pelo PSDB para ser vice da deputada Eliziane Gama
Do blog de Daniel Matos

A figura do vice guarda importância estratégica para qualquer projeto político majoritário. Nos tempos atuais, marcados por permanente atualização de discursos e de práticas eleitorais e de gestão, quem pretende compor uma chapa deve estar antenado a essa nova dinâmica, sob pena de tornar-se um fardo e inviabilizar um projeto de poder.

Em São Luís, despontam como principais pré-candidatos à sucessão municipal a deputada federal Eliziane Gama (PPS), o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) e o deputado estadual Wellington do Curso (PP). Os três, apesar de já experimentados na política, exibem aparência e conteúdo que remetem ao novo, à modernidade e ao vigor necessário para administrar uma metrópole com mais de 1 milhão de habitantes.

Seria mais lógico e produtivo, então, associar suas imagens joviais a postulantes a vice com iguais características, sob pena de causar uma distorção na chapa, marcada por incoerência de ideias, falta de sinergia, descompasso no manejo dos canais de interação com a população, dentre outras incongruências.

Sendo assim, a experiência, por si só, não é o bastante. Mais do que longa estrada, quem pretende ser o primeiro na linha sucessória precisa entender o contexto de agora e desprender-se do passado, uma vez que a velocidade das mudanças obriga a lançar olhos atentos ao que está adiante.

Um candidato a vice não pode, em hipótese alguma, passar a imagem de ultrapassado. Para tornar-se importante para a chapa, precisa agregar confiança e respeito junto ao eleitorado.

As virtudes de um vice passam, obrigatoriamente, pela capacidade de acompanhar a evolução ora em andamento e de conectar-se às transformações. Sem esse perfil, não é possível somar. Pelo contrário, corre-se o risco de condenar a chapa ao fracasso.

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