segunda-feira, 17 de abril de 2017

Até o finado Castelo recebeu R$ 200 mil de propina da Odebrecht em obras no Itaqui

Até o falecido ex-deputado federal João Castelo (PSDB) teria se envolvido em propinagem junto a Odebrecht
Reportagem do site UOL Brasil revela que as obras de expansão do porto do Itaqui, maior terminal da região norte do país, localizado em São Luís, foram alvos de um esquema de combinação de preços entre as empreiteiras Odebrecht, Andrade Gutierrez e Serverg, além de envolverem o pagamento de caixa 2. Quem detalhou os crimes foi o delator Raymundo Santos Filho, ex-executivo da Odebrecht, que atuava nas regiões Nordeste e Centro-Oeste.

De acordo com o delator, as empreiteiras combinaram os preços das obras de reformas de dois berços de atracação do porto e da construção de um terceiro berço, com início em 2006. As obras  somaram um montante de mais de R$ 180 milhões.

As duas empreiteiras, juntas, procuraram a Serveng para combinar os preços das três obras, mas a empresa negou, porque queria ficar com a construção do terceiro berço. Com isso, Odebrecht e Andrade ficaram com a expansão de dois berços que já existiam.
Vista aérea do Porto do Itaqui, em São Luís, gerenciado pelo governo do estado do Maranhão alvo também da Odebrecht
CAIXA 2

O delator informou que, em 2008, o então deputado federal e presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), João Castelo (PSDB), que morreu em dezembro de 2016, pediu dinheiro ao consórcio da Odebrecht e Andrade para financiar sua campanha para prefeitura de São Luís, eleição à qual venceu posteriormente. 

A gestão de Castelo a frente da Emap se deu na gestão do saudoso governador Jackson Lago (PDT). O valor repassado a Castelo foi de R$ 200 mil, em julho de 2008, “em dinheiro vivo”, nas palavras do delator. Os recursos foram providenciados pela Andrade.

O pagamento a João Castelo era uma contrapartida ao ex-deputado por ter atuado em Brasília em favor do destravamento de pagamentos das obras, que estavam atrasados pelo governo federal.

A assessoria da Andrade Gutierrez afirmou, por meio de assessoria, que não iria se pronunciar sobre as acusações. Serverg e Gardênia Castelo não retornaram ao contato da reportagem.

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