quarta-feira, 18 de julho de 2018

O doce-amargo de jogar a toalha antes da eleição governamental


A desistência do ex-secretário de Saúde, Ricardo Murad (PRP), em disputar o governo do Maranhão, nas eleições de outubro, continua sendo alvo de avaliações políticas diversas, já que o ex-parlamentar foi um dos primeiros a anunciar, publicamente, e por meio de nota, que participaria ativamente da corrida sucessória ao Palácio dos Leões.

Faltando um pouco mais de três meses para as eleições gerais, eis que Murad anunciou, na última terça-feira, 17, sua retirada, considerada estratégica, do pleito majoritário, deixando o terreno livre para sua cunhada, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), que disputará pela quinta vez a corrida sucessória governamental, numa briga intestinal contra seu principal adversário político, o atual governador Flávio Dino (PCdoB).

Em princípio, quando Murad resolveu anunciar sua disposição em disputar o governo estadual, reunindo de forma "fantástica" sua intenção majoritária, numa platéia formada por jornalistas ávidos por novidades políticas, ninguém imaginava que o ensaio seria momentâneo e melancólico.

Acreditava-se que Murad seria o canal crítico e áspero contra as atitudes comunistas de governar de Flávio Dino, numa espécie de pavimentação com rolo compressor para sua cunhada candidatável.

No entanto, Murad decepcionou a todos aqueles que ainda acreditavam em ser o diferencial da campanha majoritária no estado, limitando-se apenas a disputar uma das 18 vagas da bancada federal do Maranhão, talvez até por imposição do grupo Sarney.

Percebe-se que a dinâmica da política venceu mais uma vez.

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