O Brasil atingiu, em fevereiro de 2026, a marca de 81 milhões de pessoas inadimplentes, número recorde no país. O dado foi confirmado pelo especialista em educação financeira do Serasa, Guilherme Mendes, durante entrevista ao programa Café com Notícias, da TV Assembleia Maranhão, apresentado por Elda Borges.
No Maranhão, o cenário é ainda mais preocupante. Segundo o especialista, cerca de 50% da população do estado está com dívidas em atraso, o que significa que um em cada dois maranhenses possui restrições no CPF.
Guilherme Mendes explicou que a inadimplência ocorre quando a dívida ultrapassa o vencimento e o nome do consumidor é incluído nos órgãos de proteção ao crédito.
“Atrasos pontuais não caracterizam negativação, mas, após o registro formal, o cidadão passa a enfrentar restrições para obter crédito e realizar financiamentos”, explicou.
Uma alternativa para quem busca reorganizar a vida financeira é a 35ª edição do Feirão Serasa Limpa Nome, que está em andamento e oferece descontos que podem chegar a 99% do valor da dívida. O Feirão Serasa Limpa Nome segue até o dia 1º de abril, com a expectativa de que milhares de consumidores regularizem sua situação financeira e retomem o acesso ao crédito.
De acordo com o especialista, o pagamento via Pix garante a retirada imediata da negativação. “No caso de boleto, a regularização ocorre após a compensação bancária, em até cinco dias. Também é possível parcelar os débitos em até 60 vezes, com limpeza do nome após o pagamento da primeira parcela”, disse.
Ranking do endividamento
O cartão de crédito lidera o ranking das principais causas de endividamento, seguido por empréstimos em financeiras e financiamentos. Contas básicas, como água, energia elétrica e internet, também figuram entre os débitos mais frequentes, com impacto direto na rotina das famílias quando há corte de serviços.
A negociação pode ser feita pelo site oficial do Serasa, pelo aplicativo da empresa ou presencialmente nas agências dos Correios, mediante apresentação de documento com CPF. As condições são definidas pelo sistema e não há possibilidade de alterar os valores ofertados no atendimento presencial.
Durante a entrevista, o especialista também alertou que dívidas com mais de cinco anos deixam de negativar o nome, mas continuam existindo e podem ser cobradas pelos credores. A recomendação é priorizar a quitação dos débitos que ainda estão impactando o CPF.
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