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segunda-feira, 15 de junho de 2026

Candidatos ao Enem 2026 devem pagar taxa de inscrição até quarta-feira


O prazo para os candidatos ao Exame Nacional do ensino Médio (Enem) de 2026 pagarem a taxa de inscrição termina nesta quarta-feira (17).

O valor é de R$ 85, e a Guia de Recolhimento da União (GRU Cobrança) para pagamento da taxa de inscrição está disponível na Página do Participante no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). É preciso usar a senha do portal de serviços digitais do governo federal, o Gov.br.

O pagamento pode ser feito em qualquer banco, casa lotérica ou aplicativos bancários, por pix, cartão de crédito, débito em conta-corrente ou poupança.

Devolução

O Inep avisa que o valor referente à taxa de inscrição não será devolvido, exceto em caso de cancelamento desta edição do Enem, assim como o pagamento em caso de duplicidade.

O edital do exame esclarece que é proibido transferir o valor referente ao pagamento da taxa de inscrição do Enem para outro participante.

A inscrição será confirmada somente após o processamento da taxa pelo Banco do Brasil. 

Isentos 

O participante concluinte do ensino médio em escola da rede pública em 2026 é isento da taxa de inscrição e, por isso, não será gerada guia para pagamento.

O mesmo vale para os participantes do programa Pé-de-Meia do Ministério da Educação (MEC) que terminam o ensino médio em 2026.

Também não pagam taxa de inscrição os participantes do Enem 2026 que usarão os resultados das provas para solicitar o certificado de conclusão do ensino médio e que estão inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).

Enem

O Exame Nacional do Ensino Médio avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica e é considerado a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (Prouni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados das provas para selecionar os estudantes.

Desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão dessa etapa de ensino para os candidatos com 18 anos de idade e que também alcancem a pontuação mínima em cada área do conhecimento nas provas e na redação.

Os resultados individuais do exame também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que tenham convênio com o Inep. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.

Com informações da Agência Brasil

Justiça federal condena município de Amarante do Maranhão a reformar escola indígena


O município de Amarante do Maranhão foi condenado a reformar e garantir condições adequadas de funcionamento da escola indígena da Aldeia Cigana. A decisão da Justiça Federal atende a pedido formulado pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA), em Ação Civil Pública que posteriormente teve atuação do Ministério Público Federal (MPF).

A Justiça Federal determinou que a Prefeitura de Amarante do Maranhão reforme a escola, comprovando o cumprimento das obrigações por meio da apresentação de documentos, como contratos, notas fiscais, relatórios de vistoria e fotografias em até 90 dias.

Devido ao descumprimento reiterado de decisões judiciais, o prefeito Vanderly Miranda foi condenado ao pagamento de duas multas pessoais. A primeira, no valor de R$ 12,9 mil, foi aplicada por ato atentatório à dignidade da justiça. 

A segunda é resultado do acúmulo de multas diárias, que chegaram ao total de R$ 510 mil, pelo atraso no cumprimento da liminar. Além disso, o juiz determinou o envio do caso ao MPF para apuração de eventual crime de responsabilidade por parte do gestor municipal.

 ATUAÇÃO CONJUNTA

A atuação conjunta do MPMA e do MPF buscou assegurar o direito fundamental à educação da comunidade afetada. O processo teve início após investigações da Promotoria de Justiça de Amarante do Maranhão, em 2017, apontarem deficiências críticas na infraestrutura da unidade, como telhado danificado, buracos no piso, paredes sujas, carteiras quebradas ou insuficientes e interrupções no fornecimento da merenda escolar. Em decorrência dos problemas, a escola não tinha condições de funcionar em dias de chuva.

Diante da ACP proposta pelo MPMA, a Justiça Estadual deferiu pedido de tutela de urgência, determinando que o Município realizasse procedimento licitatório para reforma da unidade escolar. Citada, a gestão municipal não apresentou contestação e se limitou a entrar com recurso contra a decisão.

Na sequência, o processo foi remetido à Justiça Federal, que firmou sua competência, manteve a decisão liminar e admitiu o ingresso do MPF na ação. O município foi intimado novamente a comprovar o cumprimento das obrigações, mas não respondeu.

Em sua manifestação, o MPF destacou a existência de inquérito civil no âmbito federal sobre os mesmos fatos, com registros de vistoria anterior indicando condições precárias da unidade escolar e ausência de comprovação de melhorias substanciais.

Posteriormente, diante da ausência de cumprimento da decisão judicial, foi realizada a intimação pessoal do prefeito, registrando a longa duração do processo e a ausência de providências efetivas por parte do município. No entanto, não houve manifestação do gestor municipal.

Na sentença, a Justiça Federal destacou que a educação é um direito fundamental e que o poder público tem a obrigação de garantir condições adequadas de ensino às comunidades indígenas. 

O juiz ressaltou, ainda, que a falta de recursos não pode ser usada como justificativa para deixar de assegurar direitos básicos, especialmente quando estão em jogo a dignidade e o desenvolvimento de crianças e adolescentes.

IBGE abre inscrições em seleção para 8,2 mil vagas de nível médio


As inscrições para o processo seletivo simplificado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foram abertas na sexta-feira (12) para contratação temporária de pessoal para as atividades do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola.

Ao todo, são oferecidas 8.238 vagas para pessoas com nível médio, distribuídas em cinco funções:
 

Agente censitário administrativo1.110 vagas
Agente censitário de informática1.089 vagas
Agente operacional regional948 vagas
Agente censitário regional948 vagas
Agente censitário supervisor4.143 vagas

Os contratos temporários dos aprovados terão duração de até 12 meses, podendo ser prorrogados conforme a necessidade da operação censitária.

O certame terá as seguintes modalidades de concorrência de vagas: ampla concorrência, pessoas com deficiência, pretos ou pardos, indígenas e quilombolas.

O procedimento de confirmação complementar à autodeclaração de pessoas pretas ou pardas será realizado de forma telepresencial e aplicado exclusivamente aos candidatos que, no ato da inscrição, se declararem desta forma e forem aprovados na prova objetiva.

Inscrições

As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo site do Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC), responsável pela organização do certame. O prazo se encerra às 23h59 de 1º de julho de 2026.

No ato de inscrição, o candidato deverá escolher o município onde deseja realizar a prova objetiva, conforme a previsão de vagas ofertadas e detalhadas no edital do processo seletivo.

Taxa de inscrição

O valor da taxa de inscrição é de R$ 53. O edital especifica que podem pedir a isenção da taxa os doadores de medula óssea com atestado ou laudo emitido por médico de entidade reconhecida pelo Ministério da Saúde, que comprove a doação; e também os inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico), que sejam membros de família de baixa renda. Neste caso, não é necessário o envio de documentação.

Remuneração dos convocados

As remunerações dos aprovados convocados variam de R$ 2.128 a R$ 4.008, conforme a função exercida.

Os contratados também terão direito a benefícios como auxílio-alimentação de R$ 1.192, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, férias proporcionais e décimo terceiro salário proporcional.

Provas

A prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório, será composta por 60 questões de múltipla escolha com cinco alternativas cada e uma resposta correta, distribuídas pelas disciplinas por função.

Para ser aprovado, o candidato precisa ter acertado, no mínimo, 18 pontos no total da prova objetiva; e ter alcançado, no mínimo, um ponto em cada disciplina.

De acordo com o edital, a data prevista da prova objetiva é 27 de setembro, com duração de quatro horas.

A previsão de publicação do resultado final do processo seletivo simplificado é 18 de dezembro.

Com informações da Agência Brasil

Cardiopatias congênitas em debate no ‘Mais Saúde’


As cardiopatias congênitas, alterações estruturais ou funcionais do coração que se desenvolvem ainda durante a gestação, afetam aproximadamente uma em cada 100 crianças nascidas vivas. 

O tema foi abordado pelo cirurgião cardíaco Vinícius Nina, durante entrevista ao programa ‘Mais Saúde’, exibido pela TV Assembleia, neste domingo (14) destacando a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento especializado para aumentar as chances de tratamento e cura.

Segundo o médico, as alterações cardíacas podem surgir a partir da oitava semana de gestação e, por isso, o acompanhamento pré-natal é essencial para identificar possíveis problemas ainda durante a vida intrauterina.

“Qualquer criança que nasce com alteração na estrutura ou na função do coração é considerada portadora de cardiopatia congênita. Hoje, o pré-natal permite identificar muitas dessas alterações ainda durante a gestação, possibilitando o planejamento do tratamento logo após o nascimento”, explicou.

Vinícius Nina ressaltou que exames como o ultrassom morfológico e o ecocardiograma fetal são fundamentais para detectar precocemente as malformações cardíacas. Em alguns casos, a criança pode necessitar de intervenção cirúrgica logo nos primeiros dias de vida.

O especialista também esclareceu a diferença entre as cardiopatias congênitas e as doenças cardíacas adquiridas ao longo da vida. Enquanto as primeiras estão presentes desde o nascimento, as demais podem surgir devido a fatores como hábitos de vida inadequados, predisposição genética e envelhecimento.

Conscientização e diagnóstico

O médico destacou ainda a importância do Dia Nacional de Conscientização da Cardiopatia Congênita, celebrado em 12 de junho. A data foi escolhida estrategicamente para coincidir com o Dia dos Namorados, utilizando o simbolismo do coração para ampliar a conscientização da população sobre a doença.

“É uma campanha que busca sensibilizar profissionais de saúde, pais e futuros pais sobre a importância do pré-natal e do diagnóstico precoce. Existe um apelo emocional muito forte e isso ajuda a levar informação para mais pessoas”, observou.

Professor do curso de Medicina da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e integrante do Hospital Universitário da instituição, Vinícius Nina participou recentemente de um projeto inovador de telemonitoramento cirúrgico em parceria com a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

A iniciativa permite que equipes médicas de diferentes regiões do país realizem procedimentos de forma colaborativa, utilizando transmissão em tempo real de áudio e vídeo dentro das salas cirúrgicas.

“Nós operamos cerca de 50 crianças dentro desse projeto. A tecnologia permite que equipes experientes acompanhem e orientem procedimentos realizados em locais mais remotos, como se todos estivessem na mesma sala de cirurgia”, explicou.

De acordo com o cirurgião, o modelo já vem sendo adotado em estados como Amazonas, Minas Gerais e Paraíba, ampliando o acesso de crianças a tratamentos especializados.

Atendimento humanizado

Além dos desafios clínicos, o diagnóstico de uma cardiopatia congênita também exige acolhimento emocional das famílias. Para isso, o atendimento é realizado por equipes multidisciplinares formadas por médicos, psicólogos, assistentes sociais, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais.

“Tudo o que envolve o coração gera muita ansiedade. Muitas vezes a criança precisa passar por mais de uma cirurgia e isso traz angústia para os pais. Por isso, buscamos esclarecer todas as dúvidas quantas vezes forem necessárias, sempre de forma humanizada”, destacou.

domingo, 14 de junho de 2026

Vinícius Júnior admite atuação ruim do Brasil: "Precisamos melhorar"

 

BRASIL- Autor do gol do Brasil na estreia da Copa do Mundo, o atacante Vinícius Júnior reconheceu que a seleção canarinho não teve boa atuação no empate por 1 a 1 com Marrocos. Em entrevista coletiva no MetLife Stadium, em Nova Jersey, depois do confronto deste sábado (13), o camisa 7 disse que sair perdendo atrapalhou os planos da equipe.

"Sem dúvidas, tem o peso da estreia. É sempre o jogo mais difícil, em que você tem que se adaptar o mais rápido possível. Tomamos o gol cedo, isso muda a nossa forma de jogar. Para ganhar a Copa, vamos ter que sofrer, que virar jogos. E temos que estar preparados para isso", afirmou o atacante, eleito pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) o melhor em campo.

Dominado, o Brasil viu Marrocos sair na frente aos 20 minutos, em um golaço por cobertura do atacante Ismael Saibari. A seleção africana controlava o jogo, mas em jogada individual pela esquerda, após receber passe do volante Bruno Guimarães, Vinícius Júnior deixou tudo igual dez minutos depois.

"A gente não está feliz com nossa partida. Marrocos é uma excelente equipe, que joga junto há muito tempo. Precisamos melhorar para ganhar os próximos jogos", resumiu o camisa 7 brasileiro.

Questionado sobre as opções do elenco para atuar ao lado dele na sequência da competição, Vinícius Júnior evitou polemizar.

"Acho que a gente tem que se adaptar com os jogadores que temos aqui. Isso vai fazer toda diferença. Cada um tem sua característica. A experiência conta muito e tem o gás da galera jovem. Vamos precisar dos 26 jogadores", finalizou o atacante.

A seleção canarinho volta a campo na próxima terça-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), para enfrentar o Haiti no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, pela segunda rodada do Grupo C, que é todo disputado nos Estados Unidos - México e Canadá são os demais anfitriões.

Ancelotti garante que empate na estreia da Copa não abala confiança


O técnico Carlo Ancelotti foi sucinto na entrevista coletiva que concedeu no MetLife Stadium, em Nova Jersey, após o empate da seleção brasileira com Marrocos, por 1 a 1, na estreia da Copa do Mundo. Apesar da cara fechada e de respostas mais curtas que o usual, o italiano garantiu que a confiança do elenco segue inabalada.

"O primeiro tempo foi difícil. A equipe estava ansiosa, com muitas bolas perdidas. Fizemos um segundo tempo muito melhor. O resultado não é mau. A Copa não se ganha no primeiro jogo", comentou o treinador.

"A confiança é total. No futebol, nem tudo sai perfeitamente. A estreia, por muitas razões, pode não sair como se quer. O objetivo é classificarmos, passarmos da fase de grupos e melhorarmos com o tempo", acrescentou.

Durante a entrevista, Ancelotti foi questionado sobre as escolhas de Ibañez (que é zagueiro de ofício) para a lateral direita e Igor Thiago para o comando do ataque no time titular. Ele também teve de responder sobre a opção por manter o atacante Endrick no banco. O treinador optou por não entrar em detalhes.

"Não estou aqui para falar individualmente de jogadores. Falei que a escalação inicial não é a que termina o jogo. E quem entrou fez um bom jogo", avaliou o italiano.

O próximo compromisso do Brasil será na sexta-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), contra o Haiti, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, pela segunda rodada do Grupo C, que tem jogos nos Estados Unidos e ainda conta com a Escócia. Segundo Ancelotti, há possibilidade de a formação titular ser diferente da que encarou Marrocos.

"[A escalação] Pode mudar, dependendo das características do rival", resumiu.

O técnico aguarda, ao longo da semana, a presença de Neymar aos treinos. O atacante se recupera de uma lesão na panturrilha direita e ainda não foi a campo desde a convocação para a Copa.

Com informações da Agência Brasil

Brasil sofre com Marrocos e estreia na Copa do Mundo apenas com um melancólico empate


A caminhada em busca do hexa da Copa do Mundo iniciou dramática para o Brasil. Neste sábado (13), a seleção verde e amarela empatou por 1 a 1 com Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Essa foi a partida de abertura do Grupo C, que ainda tem Haiti e Escócia. As duas seleções ainda se enfrentam na rodada.

A expectativa era de um confronto difícil. Se a equipe brasileira ocupa o sexto lugar do ranking da Federação Internacional de Futebol (Fifa), a marroquina aparece logo atrás e vem de uma semifinal no último Mundial, no Catar.

A seleção de Carlo Ancelotti foi dominada na maior parte da etapa inicial e sofreu o gol, em contra-ataque veloz dos africanos. O time brasileiro não se encontrava em campo e errava muito. Vinícius Júnior, porém se destacava. Parecia mais à vontade no jogo e em jogada individual empatou com um belo gol.

O Brasil até teve maior presença ofensiva nos 45 minutos finais, mas sem eficiência suficiente. Mudanças no time no segundo tempo melhoraram a saída de bola e deram mais volume de jogo para a Seleção, mas não o suficiente para virar o jogo. Em um confronto que prometia ser muito equilibrado, a lógica prevaleceu.

Fim do mistério

Ancelotti fez mistério ao longo da semana e evitou dar pistas da escalação nos 15 minutos diários aos quais a imprensa tinha acesso nos treinos. As maiores dúvidas foram sanadas cerca de uma hora e meia antes de a bola rolar, com a divulgação dos titulares. A opção foi por Ibañez no lugar de Wesley, cortado por lesão, e de Igor Thiago no comando do ataque.

Primeiro tempo no lucro

A partida iniciou com Marrocos no controle das ações. A seleção africana ocupou o campo de ataque e pressionou a saída de bola, aproveitando o nervosismo do Brasil, que encontrava dificuldades para trocar passes e cometia erros em sequência. Em 15 minutos, os Leões do Atlas (como é conhecido o time marroquino) já tinham seis chutes, ainda que nenhum de grande perigo, e mais de 55% de posse.

Quando os brasileiros pareciam se encontrar no jogo, veio o gol marroquino. Aos 20 minutos, Bilal El Khannous desarmou Lucas Paquetá, que não conseguiu dominar o passe forte de Ibañez, e deu início ao contra-ataque. O também meia Brahim Diaz recebeu pelo meio e lançou Ismael Saibari. O atacante superou a dupla de zaga na velocidade e tocou por cobertura, na saída de Alisson.

O gol deixou o Brasil ainda mais tenso em campo, sem conseguir ajustar a marcação, frágil e lenta. Marrocos aproveitou e sufocou o time de Ancelotti na defesa. Para complicar, Ibañez e Casemiro receberam cartões amarelos e ficaram pendurados, sob risco de expulsão.

Parecia que somente a qualidade individual recolocaria a seleção brasileira no jogo. E ela veio com Vinícius Júnior. Aos 31, o camisa 7 recebeu do volante Bruno Guimarães na área pela esquerda, driblou o meia Neil El Aynaoui e bateu forte e cruzado para deixar tudo igual. Um belo gol em Nova Jersey.

Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group C - Brazil v Morocco - New York/New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. - June 13, 2026 Morocco's Achraf Hakimi embraces Brazil's Vinicius Junior after the match REUTERS/Dylan Martinez
Melhor do Brasil no jogo, Vinícius Júnior buscou empate com golaço. Empate refletiu o equilíbrio dos dois times. Foto: REUTERS/Dylan Martinez/Proibida reprodução

Mais calmos, os brasileiros conseguiram equilibrar o jogo e trocar mais passes. Marrocos não abdicou do ataque, mas a partida perdeu intensidade. A melhor chance antes do intervalo foi um voleio de Lucas Paquetá, dentro da área pela direita, após cruzamento de Douglas Santos pela esquerda, que o goleiro Yassine Bono defendeu.

Brasil melhora

Para o segundo tempo, Ancelotti trocou os amarelados Ibañez e Casemiro para entradas de Danilo e Fabinho. Mais ligado, o Brasil voltou do intervalo se lançando a frente, conseguindo diminuir o espaço de Marrocos. Aos seis minutos, na sequência de uma cobrança de lateral rápida pela esquerda, Igor Thiago recebeu na área e chutou forte, em cima de Bono, que espalmou no susto. Foi o único lance de perigo do camisa 25 na partida.

Atrás de mais mobilidade no setor ofensivo, o técnico italiano fez outras duas mudanças, tirando Igor Thiago, que errou praticamente tudo no jogo, e Lucas Paquetá. No lugar deles, entraram Matheus Cunha e Luiz Henrique. Por fim, Bruno Guimarães deu lugar a Danilo Santos.

Com as alterações, o Brasil tomou conta do campo marroquino, mas sem conseguir acertar o último passe, ou seja, concluir com efetividade. Rafinha, outro que acertou pouco na partida, ainda teve a chance da redenção na reta final do jogo. Recebeu de Vinícius Júnior na grande área, com espaço, mas não acertou em cheio o chute, que parou nas mãos de Bono.

Nos instantes finais, os Leões do Atlas ainda obrigaram Alisson a duas grandes defesas. Primeiro, em chute de El Aynaoui de fora da área. Depois, antecipando-se ao atacante Ayoube Amaimouni no rebote na pequena área, salvando a seleção canarinho da derrota.

O próximo compromisso será na sexta-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), contra o Haiti, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia. No mesmo dia, mas às 19h, Marrocos pega a Escócia no Gillette Stadium, em Boston.

Com informações da Agência Brasil

sábado, 13 de junho de 2026

Brasil estreia na Copa do Mundo após ciclo de preparação tumultuado


Chegou a hora. Neste sábado (13), a partir de 19h (horário de Brasília), a seleção brasileira inicia a caminhada em busca do hexa da Copa do Mundo. 

O primeiro desafio é contra Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, no duelo que abre o Grupo C, todo ele concentrado nos Estados Unidos e que ainda reúne Escócia e Haiti.

O Brasil defende uma invencibilidade de respeito em estreias. A última derrota em um primeiro jogo de Copa foi em 1934, na Itália, para a Espanha, por 3 a 1, no Estádio Luigi Ferraris, em Gênova. De lá para cá, foram 17 vitórias e três empates. No Mundial passado, no Catar, a seleção verde e amarela venceu a Sérvia por 2 a 0 no Estádio Lusail, com dois gols do atacante Richarlison.

O adversário de agora, porém, é dos mais complicados que o Brasil já teve em uma primeira rodada. A seleção marroquina, semifinalista do Mundial do Catar, está em sétimo no ranking da Federação Internacional de Futebol (Fifa), somente uma posição atrás da própria equipe brasileira.

Além disso, no último embate, os Leões do Atlas (apelido do time africano) levaram a melhor e ganharam por 2 a 1, no Ibn Batouta Stadium, em Tanger (Marrocos). O atacante Sofiane Boufal e o meia Abdelhamid Sabiri marcaram para os donos da casa, enquanto o volante Casemiro fez o gol brasileiro no confronto, realizado em 25 de março de 2023.

Ciclo tumultuado

Aquele foi, também, o jogo que abriu um dos ciclos de Copa do Mundo mais tumultuados que a seleção brasileira já passou. O técnico daquele amistoso — e de outros dois que ocorreram em junho do mesmo ano — foi Ramon Menezes, que dirigia o sub-20 do Brasil.

Na expectativa, desde então, pela chegada de Carlo Ancelotti para o meio de 2024, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) escolheu Fernando Diniz, que acabara de ser campeão da Libertadores pelo Fluminense, para dirigir a seleção verde e amarela até que o italiano estivesse liberado contratualmente pelo Real Madrid (Espanha). Seria uma espécie de "interino".

O treinador, porém, durou apenas seis jogos. A sequência de três derrotas seguidas nas eliminatórias para a Copa e a renovação de Ancelotti por mais uma temporada com o Real Madrid levaram a CBF a demitir Diniz e ir atrás de Dorival Júnior, então campeão da Copa do Brasil pelo São Paulo em 2023. A ideia é que fosse o técnico definitivo para 2026.

O trabalho de Dorival à frente da Amarelinha, no entanto, também foi curto. Contratado em janeiro de 2024, ele foi demitido em março do ano seguinte, após a goleada por 4 a 1 sofrida para a Argentina, fora de casa, pelas eliminatórias, no Monumental, em Buenos Aires.

Eis que Carlo Ancelotti recuperou força na CBF após temporada ruim do Real Madrid e acabou confirmado como técnico do Brasil em 26 de maio de 2025. Quem anunciou a contratação do italiano foi Ednaldo Rodrigues. Quem o recebeu na chegada ao país, porém, foi outro presidente: Samir Xaud, que assumiu após afastamento de Ednaldo do cargo — o segundo em seis meses — e muita confusão nos bastidores eleitorais da entidade.

Com Ancelotti, o Brasil concluiu a já tumultuada campanha nas eliminatórias com a classificação à Copa, ainda que na quinta posição (entre dez seleções), a pior campanha da história da seleção brasileira. Contratado de última hora, o italiano teve o vínculo renovado até o Mundial de 2030.

Dúvidas na escalação

Da equipe que perdeu para Marrocos em 2023, sete jogadores foram convocados por Ancelotti para a Copa: os goleiros Weverton e Ederson, os zagueiros Ibañez e Bremer; Casemiro, o meia Lucas Paquetá e o atacante Vinícius Júnior.

Nomes como o zagueiro Eder Militão e o atacante Rodrygo, com os quais o italiano contava para o Mundial e se contundiram, também fizeram parte daquele grupo.

A expectativa é de que pelo menos Casemiro, Lucas Paquetá e Vinícius Júnior comecem jogando neste sábado. Ibañez, apesar de zagueiro, é opção para a lateral direita e disputa posição com Danilo depois do corte de Wesley, contundido.

A titularidade nos dois lados da defesa, aliás, é a grande dúvida na escalação. Na esquerda, a briga é entre Alex Sandro e Douglas Santos. Nos 15 minutos diários em que permitia à imprensa acompanhar as atividades no Centro de Treinamento (CT) Columbia Park, em Morristown, Ancelotti não dava pistas sobre as escolhas.

Uma provável escalação do Brasil para a estreia na Copa do Mundo: Alisson; Danilo (Ibañez), Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro (Douglas Santos); Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Raphinha, Matheus Cunha e Vinícius Júnior.

Leões do Atlas em alta

Do lado marroquino, a seleção tem seis jogadores que estiveram em campo na vitória de 2023: o goleiro Yassine Bono, os laterais Achraf Hakimi e Noussair Mazraoui, o volante Sofyan Amrabat e os meias Azzedine Ounahi e Bilal El Khannouss. Seriam oito originalmente, mas o zagueiro Nayef Aguerd e o atacante Abde Ezzalzouli foram cortados por lesão.

O técnico também mudou de lá para cá. Comandante na histórica campanha semifinalista no Catar, Walid Regragui deixou o cargo em março deste ano, dois meses após a polêmica final da Copa Africana de Nações.

Na ocasião, Marrocos, dono da casa, perdeu em campo para Senegal, mas foi reconhecido como campeão depois de recorrer à confederação do continente alegando "abandono de campo" do time senegalês com a marcação de um pênalti favorável aos Leões do Atlas - que acabou desperdiçado.

O novo treinador, Mohamed Ouahbi, fez história pelo país em 2025, levando Marrocos a um inédito título mundial sub-20 no Chile, superando a Argentina na final, mostrando que o país seguirá dando trabalho às potências do futebol nos próximos anos. O ponta Gessime Yassine, do Strasbourg (França), fez parte daquela campanha e está entre os convocados para a Copa.

Mas a grande esperança de brilho dos Leões do Atlas é um conhecido de Vinícius Júnior e Ancelotti. O atacante Brahim Díaz defende o Real Madrid, é nascido na Espanha e representou as seleções de base do país europeu até 2024, quando escolheu a bandeira da terra natal de seu pai. Em 26 jogos pela equipe marroquina, já balançou as redes 14 vezes.

Ouahbi deve mandar a campo a seleção de Marrocos com: Bono; Hakimi, Chadi Riad, Issa Diop e Mazraoui; Ayyoub Bouaddi, Neil El Aynaoui e Ounahi; Brahim Díaz, Ismael Saibari e El Khannouss.

Com informações da Agência Brasil

Ancelotti destaca bola parada e garante Brasil competitivo na Copa


O técnico Carlo Ancelotti passou a semana sem dar pistas de quem vai a campo neste sábado (13), às 19h (horário de Brasília), contra Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey (Estados Unidos). Não foi diferente nesta sexta-feira (12). O italiano, porém, admitiu que a bola parada será uma arma importante do Brasil para a estreia na Copa do Mundo.

"Há uma estatística de que 30% dos gols saem de bola parada. Este é um aspecto importante no futebol moderno. Temos bons cobradores de escanteios e bons cabeceadores. Podemos aproveitar", disse o treinador, em entrevista coletiva realizada no palco da partida de sábado, válida pelo Grupo C, que ainda tem Haiti e Escócia.

A última temporada europeia deixou evidente a importância do fundamento. O Arsenal fez 69 gols na campanha do título do Campeonato Inglês, sendo que 28 deles, ou seja, cerca de 40% do total, surgiram em lances de bola parada, principalmente em cobranças de escanteio: foram 18 gols dessa maneira.

O zagueiro Gabriel Magalhães, titular do Arsenal e do Brasil, anotou três gols e deu outras quatro assistências na temporada inglesa, sempre aproveitando escanteios ou faltas na área. Portanto, sete gols do Arsenal surgiram com participação direta dele. Além disso, alcançou uma média de 0,8 finalização por jogo – quase uma por partida – mesmo atuando no setor defensivo.

Sem confirmar a escalação titular de sábado, Ancelotti garantiu um Brasil competitivo para enfrentar o Marrocos. O técnico italiano afirmou que será necessário um "jogo completo" se quiser superar o time africano, semifinalista da última Copa do Mundo, no Catar.

"Marrocos é uma equipe muito bem organizada, de qualidade. Não podemos deixar nada passar defensivamente, ofensivamente ou em transição. Precisamos da bola parada forte, porque temos qualidade aí. Não há equipe pequena no futebol moderno", ponderou o comandante, que não prometeu título, mas assegurou que a seleção brasileira pode enfrentar qualquer adversário do Mundial.

"Estamos convencidos que podemos competir contra todos. Nosso sentimento atual é positivo. Estamos confiantes para a Copa do Mundo", afirmou.

Na coletiva, Ancelotti também foi questionado sobre Neymar. O atacante é o único dos 26 convocados por Ancelotti que não treinou com o grupo, tanto no Brasil como nos Estados Unidos. O jogador segue tratando uma lesão grau dois na panturrilha direita.

"Neymar está trabalhando muito forte para se recuperar o mais rápido possível. A expectativa é que possa voltar ao grupo na semana que vem. Ele tem uma qualidade técnica indiscutível, experiência e o exemplo que apresenta ao grupo", resumiu o técnico. 

Ele espera contar com o camisa 10 no segundo jogo do Grupo C, diante do Haiti, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, na próxima sexta-feira (19), às 21h30.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Entenda os próximos passos do projeto para reduzir a maioridade penal


A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (10), a Proposta de Emenda à Constituição que propõe a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Foram registrados 44 votos favoráveis e 18 contrários à matéria.

No entanto, a medida ainda passará por um longo processo, até que possa de fato se tornar lei. O projeto não segue de forma imediata para votação em plenário da Casa. 

O próximo passo é a criação de uma Comissão Especial temporária por ato da Mesa Diretora da Câmara, que analisará o mérito da proposta. Nessa comissão, os parlamentares poderão realizar audiências públicas, sugerir modificações adicionais ao texto e votar o relatório final.

Caso seja aprovado pela Comissão Especial, o texto será encaminhado para deliberação no Plenário da Câmara dos Deputados. Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição, a aprovação exige o apoio mínimo de três quintos dos deputados (308 dos 513 parlamentares), em dois turnos de votação. Se aprovada nessas etapas, a matéria segue para o Senado Federal, onde passará por rito semelhante.

Histórico

Apresentada originalmente em maio de 2015 pelo então deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE) e outros parlamentares, a PEC 32/2015 visava estabelecer a "plena maioridade civil e penal aos 16 anos de idade". Desde a sua apresentação, a proposta permaneceu sob análise na CCJ para a verificação de sua constitucionalidade.

A PEC teve, pelo menos, três relatores diferentes nestes 11 anos e chegou a ser arquivada pela mesa diretora em 2019. O debate do texto foi intensificado nos últimos meses. No final de maio, o relator atual da proposta na comissão, deputado Coronel Assis (PL-MT), concluiu a leitura de seu parecer favorável à admissibilidade jurídica da matéria. A votação final na CCJ ocorreu após a rejeição de requerimentos de adiamento apresentados por parlamentares da oposição.

Mudanças no texto

Embora o projeto original propusesse uma maioridade plena (civil e penal), o relator apresentou um substitutivo que preserva as regras cíveis atuais.

Com isso, os direitos políticos e a maioridade civil dos jovens não são afetados. O alistamento eleitoral e o exercício do voto continuam facultativos aos 16 anos e obrigatórios somente a partir dos 18 anos de idade.

Durante a tramitação na CCJ, deputados favoráveis ao projeto argumentaram que a medida atende a demandas sociais por segurança pública e responsabilização penal. Por outro lado, parlamentares contrários sustentaram que a redução da maioridade penal viola direitos fundamentais previstos na Constituição e defenderam o foco em políticas públicas educacionais.

Com informações da Agência Brasil

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