segunda-feira, 12 de outubro de 2026

TSE não encontra fake news em canal do ‘Exército do Lula’ que Kassio mandou derrubar


Por Cleber Lourenço/ICL Notícias

 A área técnica do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não encontrou novas publicações que reproduzissem as supostas notícias falsas usadas pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para pedir a derrubada do canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado André Janones (Avante-MG). O relatório, juntado aos autos na manhã desta segunda-feira (12), reforça os questionamentos sobre a falta de elementos concretos para justificar a suspensão integral do canal, determinada pelo presidente da Corte, ministro Nunes Marques.

A conclusão consta de um documento de 21 páginas elaborado pela Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE, que examinou publicações realizadas entre 2 e 11 de outubro. A equipe não identificou a reprodução das afirmações investigadas, embora tenha constatado a existência de uma estrutura organizada de mobilização política.

“Quanto à circulação de conteúdos idênticos ou substancialmente equivalentes, não foram localizadas, entre as publicações do canal no período de 2 a 11 de outubro de 2026, reproduções das afirmações examinadas nos autos”, afirma o relatório.

O documento foi juntado ao processo às 9h48 desta segunda-feira, depois que Nunes Marques determinou, à 1h10 da madrugada, o encaminhamento dos autos à assessoria técnica. A consulta que fundamentou a análise havia sido realizada no domingo (11).

O resultado chama atenção porque a suspensão do canal foi determinada antes da apresentação dessa avaliação especializada. A medida, posteriormente revertida pelo corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, atingiu uma estrutura de comunicação política que reunia aproximadamente 3,3 milhões de seguidores.

Pedido de Flávio não demonstrou necessidade de derrubar todo o canal

A reclamação administrativa apresentada pela campanha de Flávio em 10 de outubro pediu que o WhatsApp suspendesse o “Exército do Lula” em até duas horas. A solicitação também pretendia impedir Janones de administrar ou criar outros canais até a homologação do resultado do segundo turno das eleições.

Para justificar a medida, os advogados do candidato reuniram registros de publicações anteriores, principalmente de setembro, e citaram decisões da Justiça Eleitoral que haviam determinado a remoção de conteúdos específicos.

Entre os episódios mencionados estavam afirmações sobre Nossa Senhora Aparecida, supostas ligações de Flávio com milícias e propostas envolvendo aposentadorias, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o Bolsa Família.

A existência dessas decisões, porém, não demonstra automaticamente que todo o canal devesse ser suspenso. O pedido da campanha não apresentou comprovação de que a totalidade das atividades do “Exército do Lula” fosse irregular nem demonstrou concretamente por que a retirada das publicações questionadas seria insuficiente para impedir eventuais violações.

Essa é a principal fragilidade da solicitação: a campanha utilizou episódios específicos para pedir uma restrição geral, capaz de impedir a circulação de qualquer conteúdo pelo canal, inclusive publicações sem relação com as acusações investigadas.

A própria petição reconhecia que parte das mensagens questionadas havia sido apagada antes da apresentação do pedido. Ainda assim, a defesa de Flávio sustentou que a suspensão integral seria necessária para evitar a continuidade da disseminação de desinformação.

O relatório posterior do TSE não confirmou essa continuidade em relação às afirmações examinadas nos autos durante o período analisado.

Área técnica identificou mobilização, não reincidência das acusações

O documento assinado por Frederico Franco Alvim, assessor especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE, identificou orientações centralizadas para mobilizar seguidores, compartilhar publicações e impulsionar conteúdos em outras plataformas.

A assessoria registrou, por exemplo, mensagens que orientavam participantes a curtir e compartilhar vídeos antes mesmo de assisti-los, com o objetivo declarado de ampliar seu alcance nas redes sociais.

Também constatou o crescimento acelerado do canal, que passou de cerca de 55 mil para 3,3 milhões de seguidores em aproximadamente seis dias.

Esses elementos, segundo a equipe técnica, indicam capacidade de propagação acelerada de conteúdos. Não comprovam, entretanto, que as publicações investigadas continuassem sendo reproduzidas.

O próprio relatório distingue a estrutura de mobilização da divulgação das afirmações questionadas. Ao tratar da atuação coordenada, registra que, no período examinado, não foi verificada a difusão das acusações que haviam motivado o procedimento.

A assessoria também reconheceu limitações na apuração. A consulta foi feita com base em conteúdos públicos disponíveis em 11 de outubro e não incluiu a transcrição integral de todos os vídeos e áudios. Além disso, parte das mensagens originais de setembro havia sido apagada.

Isso significa que a análise não elimina a possibilidade de irregularidades anteriores, mas tampouco oferece confirmação de novas reproduções das afirmações investigadas nos dias que antecederam a suspensão.

Suspensão atingiu milhões de seguidores a duas semanas da eleição

A dimensão da medida determinada por Nunes Marques é um dos pontos centrais da controvérsia. Em vez de atingir apenas publicações específicas, a suspensão impediu o funcionamento de um canal inteiro, utilizado para mobilizar eleitores e divulgar conteúdos favoráveis à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O pedido da campanha de Flávio ia além: pretendia impedir que Janones criasse ou administrasse novos canais até a homologação do resultado eleitoral.

A restrição foi determinada em plena campanha do segundo turno, marcado para 25 de outubro, quando a comunicação digital se tornou uma das principais frentes da disputa presidencial.

A decisão acabou revertida pelo corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, mas o relatório técnico acrescenta um elemento à discussão sobre a proporcionalidade da medida: a própria estrutura especializada do TSE, acionada para examinar o caso, não identificou a repetição das afirmações investigadas no período analisado.

A questão não é se a Justiça Eleitoral pode determinar a retirada de conteúdos comprovadamente irregulares. É se decisões sobre publicações específicas, somadas à existência de uma rede organizada de mobilização política, seriam suficientes para justificar a suspensão preventiva de toda uma estrutura de comunicação eleitoral.

Até aqui, os documentos examinados não demonstram de maneira concreta por que uma medida dessa amplitude seria indispensável.

TSE manda Meta esclarecer restrições a postagens da campanha de Lula


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu prazo de 48 horas para a Meta, controladora do Facebook, Instagram e Whatsapp, prestar esclarecimentos sobre a acusação de promover "seletividade algorítmica" contra as postagens da campanha do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na decisão, proferida neste sábado (10), o ministro Marco Aurélio Bellizze também solicitou que a Meta informe se houve restrições na distribuição de conteúdo postado no perfil de Lula, exclusões de recomendação e restrições de bloqueios geográficos.

"Os fatos narrados ocorrem em ambiente que somente a representada controla: os sistemas de distribuição de conteúdos na rede, os registros de moderação, a plataforma de anúncios e os sinais de autenticidade de contas", afirmou o ministro.

Por meio de nota, a Meta reconheceu “problemas técnicos” e disse que as alegações da campanha são “falsas” e “não encontram respaldo nos fatos”, .

“Muitos dos problemas técnicos mencionados não afetaram exclusivamente o Brasil ou contas específicas nas nossas plataformas. Cumprimos com as normas eleitorais e estamos comprometidos com a isonomia do uso das nossas plataformas por todos”, informou a plataforma.

Denúncia

Em nota à imprensa, o PT informou que as acusações apresentam "interferência" da Meta no processo eleitoral e demonstram o controle que as empresas transnacionais têm sobre a infraestrutura de comunicação.  

"Quando esse controle é usado para influenciar a tomada de decisões das pessoas, manipular a percepção pública de comunidades inteiras ou tenta determinar o resultado de processos eleitorais, o conceito de cidadania e a própria democracia são colocados em xeque", afirmou o partido.

A campanha de Lula cita cinco episódios da suposta interferência da Meta nas eleições, como impedimento de impulsionar conteúdos no Instagram e interrupção no número registrado de visualizações.

A campanha do petista promete acionar a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) devido a “fortes suspeitas de tentativa de interferência no processo eleitoral brasileiro em benefício da candidatura de Flávio Bolsonaro”.

Perfis falsos 

Na decisão, Belizze também determinou que a Meta informe se tomou providências para apurar a ocorrência de 255 perfis falsos, gerados por inteligência artificial.

De acordo com a campanha de Lula, os perfis alcançaram cerca de 58 milhões de visualizações e geraram ataques ao presidente e à primeira-dama Janja Lula da Silva.

Da Agência Brasil

Brasileiros se mobilizam no exterior para impedir que extrema direita volte ao poder


Jamil Chade/ICL Notícias

De maneira espontânea, inédita e sem qualquer envolvimento de partidos políticos, brasileiros em todo o mundo se mobilizam para tentar impedir que a extrema direita chegue no poder no país.

Em diversas capitais no exterior, grupos de imigrantes estão se organizando para viabilizar a viagem de eleitores que, no primeiro turno, não foram às urnas. A operação ganhou até nome: “voto solidário”.

Pela primeiras vez, quase 1 milhão de brasileiros estão aptos a votar no exterior. No dia 4 de outubro, Luiz Inácio Lula da Silva venceu no exterior, com 53% dos votos. Mas a taxa de abstenção foi grande. 62% deles não apareceram nas sessões eleitorais no primeiro turno. Seis de cada dez eleitores.

Nos EUA, a taxa de abstenção foi de 71%, contra 70% na Espanha e 68% na Itália.

Parte do problema é a distância dos consulados em relação ao local de moradia de vários grupos da comunidade brasileira. Ainda que as urnas tenham sido espalhadas por mais de 160 cidades em 102 países, a realidade é que, para muitos eleitores, chegar até as capitais ou grandes cidades de seus países envolveu gastar dinheiro e realizar viagens.

Um brasileiro morador de Toulouse, por exemplo, precisa viajar 590 quilômetros para poder votar em Paris.

Outro desafio é o de convencer uma parcela dos brasileiros de que não havia um risco de serem deportados caso se apresentem aos consulados. A desinformação sobre os direitos de cada um ainda se mostrou um obstáculo. Muitos brasileiros consideram que, por estarem de forma irregular num país estrangeiro, não teriam o direito de votar.

Assim, nos dias seguintes ao primeiro turno, mobilizações na Espanha, Itália, Portugal, França, Suíça, EUA e em dezenas de países surgiram para mudar essa realidade.

A ideia é simples: oferecer carona e hospedagem para atrair os eleitores progressistas e que não compareceram às urnas.

Pela legislação eleitoral do Brasil, candidatos não podem organizar comboios ou qualquer caravana para eleitores. Mas nada impede que pessoas se organizem neste sentido. Além disso, diplomatas ouvidos pelo ICL Notícias apontam que, no exterior, a legislação brasileira não se aplica.

Um site ainda foi criado www.votolafora.com.br para ajudar a mobilizar a comunidade de imigrantes. Nele, os brasileiros podem pedir carona ou local para ficar, e encontrar quem possa estar oferecendo um espaço.

A mobilização, de fato, já começou. Em Zurique, grupos de artistas estabeleceram canais de comunicação para atrair eleitores de cidades que não tenham o consulado brasileiro. O mesmo tem sido realizado em Paris, Roma e Berlim.

Uma das maiores operações tem ocorrido na Espanha. Mariana Rosa Rodriguez, carioca de 40 anos e que vive em Málaga, é uma das organizadoras da mobilização.

No primeiro turno, ela conta que dez brasileiras saíram de sua região no Sul da Espanha e fizeram a longa viagem até Madri. “Quando veio a depressão dos resultados do primeiro turno, começamos a falar o que podemos fazer aqui, na nossa comunidade”, contou.

Um número que intrigava a brasileira era o de eleitores no país. Dos 40 mil brasileiros inscritos na Espanha, apenas onze mil apareceram para votar.

A operação que Mariana e outras mulheres brasileiras organizaram já começou a dar resultado. Hoje, elas são quase 40 que sairão de Málaga para Madri, no dia 25 de outubro.

Caronas e vaquinhas passaram a ser planejadas. Uma eleitora de Cadiz, por exemplo, foi beneficiada pela operação e o objetivo é de chegar a mais gente nas próximas duas semanas.

“É verdade que nunca houve uma virada do primeiro para o segundo turno. Mas também é verdade que nunca a diferença foi tão pequena”, disse Mariana. “Estamos esperançosas e motivadas. Estamos fazendo a nossa parte”, completou.

Ato pela reeleição de Lula leva milhares à Avenida Paulista

 

Uma manifestação pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ocupou neste domingo (11) a maior parte da Avenida Paulista, em São Paulo, e contou com a participação do candidato. 

O ato, chamado de Marcha Pela Democracia, foi organizado independentemente por movimentos sociais e por fandoms, comunidades de admiradores de artistas pop, como Lady Gaga, BTS, Beyoncé e Taylor Swift. 

Também participaram da convocação torcidas organizadas de times de futebol, como as do Palmeiras e Corinthians, a Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo e movimentos estudantis. 

Semana decisiva

Antes do início do ato, em entrevista à imprensa, Lula disse que a semana que começa será decisiva para a eleição presidencial. Ele destacou a votação no Senado do fim da escala 6x1, agendada para a próxima quarta-feira (14).

“[Nesta semana,] Vai se provar como é que o partido do meu adversário [o PL] vai votar: se ele vai querer manter os trabalhadores trabalhando seis dias e descansando um, ou se ele vai votar para o trabalhador ter os dois dias de descanso”, disse.

Lula foi questionado sobre a tentativa da oposição de transferir a data da votação no Senado para depois do segundo turno das eleições, em 25 de outubro. O presidente disse que isso seria uma tentativa de enganar o povo.  

“Já está marcada a data da votação, portanto, a única coisa que a oposição pode fazer é a seguinte: demonstrar se vão ter coragem de votar contra ou a favor”. 

 

11.10.2026 -  Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante ato ”Lula em São Paulo, O Brasil Pronto Pra Mais” na Avenida Paulista, em São Paulo - SP. 
Foto: Ricardo Stuckert
Candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva durante ato na Avenida Paulista, em São Paulo. Foto: Ricardo Stuckert/Lula Oficial

Tesouraço

Lula voltou a questionar o corte de gastos anunciado pelo seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL), e chamado de "tesouraço". O candidato afirmou que a medida de Flávio poderia recair sobre os mais pobres. 

“O tesouraço dele possivelmente seria o mesmo tesouraço do [presidente da Argentina, Javier] Milei, ou seja, cortar direito do povo pobre, cortar direito do aposentado, cortar direito daqueles que precisam ganhar um pouco mais, e levar o povo outra vez para a situação de miséria neste país. Isso a gente não permite de forma alguma que volte a acontecer no Brasil”.

Lula lembrou ainda que, nesta semana, deverá avançar no Congresso Nacional a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública, que criará o Ministério da Segurança Pública. 

O petista defendeu que, com a PEC, o governo federal poderá passar a atuar mais diretamente na questão do combate à criminalidade. 

“A gente poderá dizer ao povo brasileiro o seguinte: para o povo trabalhador, para a comunidade, para o território, proteção; para os bandidos, prisão, porque o governo vai fazer uma intervenção na segurança pública, coisa que a Constituição não permite até agora”. 

Discurso

Em cima de um carro de som posicionado em frente ao Museu de Arte de São Paulo (MASP), Lula criticou a administração anterior, do ex-presidente Jair Bolsonaro, principalmente na gestão da pandemia de covid-19. 

“Vocês sabem o que a família bolsonarista fez neste país. Vocês sabem o que é um presidente rir de pessoas que estavam morrendo asfixiadas por falta de oxigênio. Vocês viram quantas pessoas foram enterradas em saco preto, sem poder se despedir da sua família, porque tivemos um presidente irresponsável que duvidou da ciência, que não acreditou na medicina, que receitou remédio que não prestava para nada”. 

O candidato defendeu realizações de sua gestão na educação e prometeu uma revolução nas áreas da tecnologia e da segurança no país. 

“Quando nós chegamos na presidência, em 2003, o Brasil tinha apenas 4,8 milhões de pessoas com diploma universitário no mercado de trabalho. Hoje, o Brasil já tem 26 milhões, e nós queremos 50 milhões, 100 milhões”, disse.

Abstenção

Lula destacou também a alta abstenção dos eleitores no primeiro turno das eleições, que chegou a 21,08%. O candidato pediu empenho da população acima dos 70 anos para comparecer às urnas e participar da escolha do próximo governo.

“Se essa pessoa não quer votar por ela, ela tem filho, filha, neto, bisneto e tem a pátria dela para cuidar. E não pode permitir que os bandidos voltem a governar este país”, acrescentou.

Outros atos

Apoiadores da candidatura do PT realizaram atos em outros estados neste domingo (11). Em Alagoas, um ato ocupou a Praça Sete Coqueiros, na orla de Maceió. No Rio de Janeiro, houve manifestações na orla de Copacabana e no bairro litorâneo de Icaraí, em Niterói, na região metropolitana. 

Os atos pediram também o fim da escala de trabalho 6x1, que tramita no Senado. Em Belo Horizonte, a Caminhada Rosa uniu a defesa de direitos das mulheres e campanha pela candidatura do PT.

À tarde, apoiadores de Lula se reuniram na Praça Universitária, em Goiânia. Em Salvador, houve manifestações pró-reeleição de Lula na orla e no Pelourinho. Atos em feiras e ruas também marcaram o domingo em Brasília.

Com informações da Agência Brasil

Decisões de Kassio contra Lula e a favor de Flávio Bolsonaro incomodam ala do TSE e geram críticas


Por Luísa Martins e Caio Spechoto 

(Folhapress) – A decisão do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, de censurar o canal “Exército do Lula” no WhatsApp se juntou a outras tomadas na campanha eleitoral alvo de críticas dentro e fora da corte.

Ministros de uma ala do TSE diziam extraoficialmente neste domingo (11) haver indícios de engajamento de Kassio na campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Especialistas em direito eleitoral consultados pela reportagem também questionaram a postura do magistrado.

A decisão de Kassio ignorou o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, que já analisava o caso e havia, no dia anterior, dado prazo para as candidaturas se posicionarem. Horas depois, Cueva emitiu nova decisão e restabeleceu o canal de Lula.

Em junho, Kassio foi alvo de críticas por outra ordem de censura, quando proibiu a divulgação de uma pesquisa Atlas/Bloomberg que apontava queda de Flávio depois do caso “Dark Horse”, que expôs relação do presidenciável com o banqueiro do Master, Daniel Vorcaro, pedindo dinheiro para financiar o filme sobre seu pai, Jair Bolsonaro.

Além da decisão sobre o canal, três magistrados de ala oposta à de Kassio contabilizam pelo menos quatro ocasiões em que o presidente do TSE interrompeu — com pedidos de destaque, por exemplo — julgamentos virtuais com maioria já formada a favor de Lula (PT).

Esses ministros entendem ser uma manobra para que liminares contrárias à campanha do petista fiquem válidas por mais tempo. O grupo tem discutido sobre esse desconforto e avalia uma reação institucional. O presidente do TSE nega agir com parcialidade.

Com a censura ao canal “Exército do Lula”, a leitura de uma ala do TSE é a de que Kassio “atropelou” a decisão de Cueva, que relatou a auxiliares uma “quebra de confiança” dentro do TSE e horas depois determinou que o canal voltasse a funcionar. Segundo ele, a campanha de Flávio não apresentou provas suficientes para justificar a suspensão integral.

O corregedor e outros dois ministros entendem, segundo auxiliares, que Kassio “tratorou” a competência do corregedor-geral eleitoral para beneficiar Flávio. Eles classificam isso como abuso do poder de polícia do TSE.

Essa ala diz que, ao decidir em um processo administrativo, Kassio contorna a obrigatoriedade de levar o caso ao plenário do TSE, uma vez que as resoluções da corte só preveem essa necessidade em ações judiciais. O ministro, entretanto, sinalizou a um auxiliar que pretende submetê-la ao colegiado na próxima semana.

Kassio foi indicado ao Supremo por Jair Bolsonaro (PL). Desde o início da corrida eleitoral a campanha do PT temia a atuação dele à frente do TSE.

Em relação aos julgamentos interrompidos, um deles diz respeito a vídeos em que Flávio ou seus apoiadores retratavam Lula como “defensor de bandidos”. O ministro André Mendonça rejeitou o pedido do presidente para a remoção do conteúdo, mas no plenário houve maioria a favor do petista.

Kassio, então, pediu destaque — ou seja, a suspensão do julgamento virtual para que o processo fosse decidido na sessão presencial do TSE. O mesmo roteiro se repetiu em outro caso semelhante, em que Lula pedia a exclusão de um perfil que o acusava de ser “amigo” de organizações criminosas.

A interlocutores o presidente do TSE negou agir em benefício de qualquer candidatura e disse que as críticas são tentativas de intimidação. Ele também afirma que suas deliberações seguem padrão decisório e que pede destaque quando entende que a jurisprudência da corte está sendo desrespeitada.

Um integrante da equipe de Kassio afirmou que os pedidos da campanha de Flávio têm funções distintas: a que está sob relatoria de Cueva busca a inelegibilidade de Lula, enquanto a conduzida pelo presidente do TSE foca a atuação das plataformas. Ponderou, porém, que haverá busca por uma atuação coordenada.

O advogado eleitoralista e professor da FGV (Fundação Getulio Vargas) Fernando Neisser disse que a derrubada do canal no WhatsApp é inconstitucional. Para ele, o processo teve atropelos e a decisão de Kassio poderia ser revertida no STF –ele falou à Folha antes de Cueva derrubá-la.

“É uma decisão muito perigosa e juridicamente equivocada. Na minha visão, configura censura prévia”, disse. O professor afirma que a campanha de Flávio “construiu um atalho absolutamente artificial” para que o assunto chegasse às mãos de Kassio.

“A decisão traz sérias dúvidas quanto à isenção do presidente para conduzir o processo eleitoral, especialmente vista ao lado de uma gestão da pauta do tribunal que tem sido, no mínimo, sujeita a críticas”, declarou Neisser.

Rodrigo Pedreira, advogado e membro fundador da Abradep (Academia Brasileira de Direito Público e Eleitoral), disse desconhecer um precedente que tenha impedido o funcionamento de um grupo de WhatsApp. “O WhatsApp, na minha visão, não é um terreno para limitação a priori, sob pena de caracterizar censura prévia.”

Também advogada e vice-presidente da Abradep, Anne Cabral afirmou que uma ação como a movida pela campanha de Flávio contra o canal de apoio a Lula é de competência privativa do corregedor. “O pedido de suspensão requerido à presidência do TSE não merce guarida”, declarou ela, também antes da nova decisão de Cueva.

A advogada afirmou que o procedimento em caso de desinformação é a remoção de conteúdo, não a remoção de um perfil. Ela mencionou que o WhatsApp, por se tratar de mensageria privada, pode ter tratamento diferente de outras redes sociais abertas, como Instagram e X. Mas, mesmo que o tratamento seja igual, a derrubada do canal deveria ser a última medida.

“Derrubar post, se o post tem indícios de desinformação, ele pode desequilibrar o pleito. Então a medida é a derrubada do post. Para derrubar o perfil, teria que ter uma conduta reiterada. Teria que ter uma instrução probatória que eu não vejo, do ponto de vista processual, como ter tido no processo que se deu diretamente ao ministro Nunes Marques”, declarou ela.

Outros casos com Kassio

 

Pesquisa Atlas/Intel
Decisão censura pesquisa Atlas/Intel que mostrou queda de 6% nas intenções de voto a Flávio após caso “Dark Horse”

“Dupla dos Escândalos”
Liminar para retirar do ar propaganda de Lula que classificaca Flávio e seu vice, Alfredo Gaspar, como “dupla dos escândalos”

Pedidos de destaque
Interrupção de julgamentos após maioria formada contra Lula, em casos de posts que associavam o petista à defesa do crime organizado

Janja
Ordem para derrubar post de Janja em que ela afirmava que Flávio iria “destruir” direitos trabalhistas e das mulheres

“Exército do Lula”
Censura a canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones

sábado, 10 de outubro de 2026

Veja tenta se defender, mas confirma que sua denúncia é uma fake news para eleger Flávio Bolsonaro e soltar Vorcaro

 


Brasil 247 – A revista Veja publicou neste sábado (10) uma resposta à repercussão de sua capa sobre supostos pagamentos de Daniel Vorcaro relacionados a um documentário sobre o presidente Lula (PT). No esclarecimento sobre a fake news, a revista admite que suprimiu a voz do interlocutor do áudio divulgado e afirma que documentos e provas seriam entregues caso a colaboração premiada fosse aceita.

Esses esclarecimentos deixam uma questão central: a existência de uma declaração atribuída ao banqueiro não comprova, por si só, que os pagamentos tenham ocorrido. Ao que tudo indica, Vorcaro foi gravado por seu próprio advogado, para eleger Flávio Bolsonaro (PL) e conseguir ser libertado num eventual futuro governo.

Áudio foi editado

Veja justifica a retirada da voz do interlocutor como uma medida para preservar sua fonte. A publicação também afirma, citando uma nota da defesa, que a voz na gravação é de Vorcaro. Essa afirmação sobre a identidade de quem fala não equivale à comprovação das acusações.

Provas prometidas em troca da aceitação da colaboração

Ao responder aos questionamentos sobre a PGR, a revista sustenta que os advogados apresentaram o relato do banqueiro e que ele prometeu entregar documentos e provas se a delação fosse aceita. Segundo Veja, a proposta não foi acolhida pela Procuradoria. A revista também diz que não afirmou que o áudio integrava a delação.

A distinção é relevante: uma promessa de apresentação de provas não pode ser tratada como demonstração de que o suposto financiamento aconteceu.

PF nega depoimento e entrega de material

Na nota divulgada na sexta-feira (9), a Polícia Federal esclareceu que Vorcaro não prestou depoimento com o teor relatado na reportagem e tampouco entregou à instituição anexos, documentos ou informações com o conteúdo descrito.

A PF informou ainda que as propostas de colaboração apresentadas pela defesa foram rejeitadas por não atenderem aos requisitos legais, conforme decisão fundamentada de conhecimento dos advogados.

O comunicado também confirmou o recebimento de uma notícia-crime com pedido de providências urgentes sobre a publicação. O expediente foi encaminhado à área técnica para adoção das medidas de polícia judiciária.

Suspeita de operação eleitoral exige apuração

A campanha do presidente Lula nega as acusações e anunciou medidas judiciais contra a revista e Vorcaro. O senador Camilo Santana classificou a reportagem como “mentirosa”.

Segundo reportagem da CBN, o grupo Prerrogativas pediu uma investigação sobre a suspeita de que o banqueiro tenha sido incentivado a apresentar informações falsas em troca de benefícios judiciais. A história é simples. Basicamente, Vorcaro quer eleger Flávio Bolsonaro, com uma acusação falsa, para sair da cadeia.

Mais de 33 milhões não votaram, abstenção é a maior desde 1998; veja motivos


Mais de 33 milhões de brasileiros não compareceram às urnas no primeiro turno das eleições de 2026. A abstenção chegou a 21,08% do eleitorado, o maior percentual registrado em uma primeira votação presidencial desde 1998, quando 21,49% dos eleitores deixaram de votar.

O número representa um desafio para o segundo turno, marcado para 25 de outubro, quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) voltam a disputar a Presidência. A ausência de eleitores pode ter diferentes explicações, desde a insatisfação com os candidatos até dificuldades de deslocamento e problemas de acessibilidade.

Entre os motivos relatados por eleitores ouvidos pelo g1 estão a descrença na política, a burocracia para transferir o título eleitoral, viagens e obstáculos para chegar às seções de votação. O cenário também é marcado pela polarização e pelos índices de rejeição dos candidatos, fatores apontados por especialistas como possíveis causas do afastamento de parte do eleitorado.

Sudeste concentra maior número de ausentes

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que o Sudeste registrou aproximadamente 15 milhões de ausências, o equivalente a 22,7% dos eleitores da região.

No Centro-Oeste, a abstenção atingiu 21,7%, com cerca de 2,6 milhões de pessoas que não votaram. Já no Nordeste, aproximadamente 8 milhões de eleitores ficaram fora das urnas, representando 18,4% do eleitorado regional.

A abstenção voltou a ultrapassar 20% nas eleições presidenciais de 2018 e manteve uma trajetória de crescimento nos pleitos seguintes.

Quem faltou ao primeiro turno pode votar no segundo

A ausência na primeira votação não impede o eleitor de participar do segundo turno. Segundo a Justiça Eleitoral, cada turno é considerado uma eleição independente.

No Brasil, o voto é obrigatório para pessoas alfabetizadas entre 18 e 70 anos. Já para jovens de 16 e 17 anos, pessoas com mais de 70 anos e cidadãos não alfabetizados, o comparecimento é facultativo.

Com grande parte das disputas estaduais já decididas, o segundo turno terá apenas a eleição presidencial em boa parte do país. O cenário pode dificultar a mobilização de eleitores, especialmente onde não haverá uma nova votação para governador.

Apesar disso, o aumento do comparecimento não beneficia automaticamente um candidato específico. O efeito eleitoral depende das preferências de quem deixou de votar no primeiro turno.

Mobilização online pró-Lula avança e liga alerta na campanha de Flávio Bolsonaro


Por Thaísa Oliveira

(Folhapress) – A mobilização na internet pela reeleição do presidente Lula (PT) ligou o alerta na campanha do adversário, Flávio Bolsonaro (PL), e levou aliados a lançarem contraofensivas no WhatsApp.

Uma das principais preocupações no entorno de Flávio é com um possível efeito silencioso na distribuição de conteúdos pelo mensageiro. Desde o resultado do primeiro turno, em que Flávio saiu na dianteira, eleitores de Lula reforçam a estratégia digital para expor o rival, incentivar as pessoas a votarem no segundo turno e convencer o eleitorado que está indeciso ou votou nos candidatos derrotados.

O deputado federal André Janones (Rede-MG) criou, por exemplo, um canal no aplicativo de mensagens chamado “Exército do Lula” para mobilizar a militância e distribuir conteúdos a favor do petista. O canal saltou de 50 mil seguidores para 3 milhões desde o primeiro turno.

Dois integrantes da campanha de Flávio admitem sob reserva que a preocupação com o WhatsApp é maior do que com outras redes sociais porque é mais difícil descobrir o que e em que volume conteúdos são veiculados.

Enquanto no Instagram e no X (ex-Twitter) é possível identificar e rebater praticamente em tempo real as narrativas (sejam falsas ou verdadeiras), o ambiente no WhatsApp é quase incontrolável. Segundo um deles, o canal de Janones é só a “ponta do iceberg”. O espalhamento de conteúdos por mensagens também faz parte da estratégia da direita.

Flávio passou boa parte da transmissão ao vivo pelas redes sociais desta quinta-feira (8) dizendo estar sendo vítima de montagens e informações falsas. O candidato também convocou a militância a entrar no grupo dele de WhatsApp, o “Tropa do Flávio”.

Na quinta, o deputado federal e senador eleito Gustavo Gayer (PL-GO), um dos nomes mais estridentes da direita, chamou a iniciativa de Janones de “milícia digital”, acusou o PT de propagar fake news e cobrou uma reação do bolsonarismo.

A mudança no tom do lado petista foi um dos principais assuntos no encontro organizado pelo PL na quarta-feira (7) com governadores e parlamentares eleitos. Tanto o marqueteiro, Duda Lima, como o coordenador político da campanha de Flávio, Rogério Marinho (PL-RN), afirmaram haver uma “fábrica de fake news”.

“Vocês sabem por que eles estão fazendo isso, gente? É uma estratégia que se usa para implementar medo. ‘Ah, mas se o Flávio for eleito vai tirar o Bolsa Família.’ Que bobagem, é lógico que não vai tirar”, disse Duda.

Como a Folha de S. Paulo mostrou, a equipe responsável pelo programa econômico de Flávio estuda um pacote de medidas fiscais para um corte de 2% do PIB, o equivalente a cerca de R$ 250 bilhões.

Campanha de Flávio quer reagir

A campanha do PL também decidiu colocar no ar um site com propostas de Flávio sobre alguns dos principais temas que circulam na Internet, como o fim dos programas Farmácia Popular, Pé-de-Meia e do próprio Bolsa Família.

Em outra frente, a equipe jurídica do candidato acionou o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) dizendo que o senador é vítima de 16 grupos organizados “para espalhar conteúdo falso e descontextualizado”. Os advogados afirmam haver um “desespero pós-primeiro turno”, “derrame de desinformação nas redes” e “necessidade de punição exemplar e de contenção da máquina de ódio”.

Ainda nesta quinta, o ministro André Mendonça determinou a remoção de postagens de Janones e do deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) em que diziam que Flávio prepara três bombas: aumentar a idade mínima para aposentadoria, aumentar a jornada de trabalho e implementar a escala “7×0”.

Mendonça e o ministro Kassio Nunes Marques também ordenaram a remoção de publicações do próprio Lula e da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, em uma série de decisões.

Parte da mobilização em defesa de Lula se dá em torno de planos do adversário que ainda não foram explicados. Ao mesmo tempo em que promete um “tesouraço” de até R$ 250 bilhões, Flávio diz que não fará “economia em cima dos mais pobres e dos aposentados”.

Integrantes do governo e da campanha de Lula, como mostrou a Folha, tentam fazer um enfrentamento mais duro nas redes sociais para expor o que consideram inconsistências nas sinalizações de Flávio sobre a questão fiscal.

“Anunciar o tamanho da tesoura é fácil. O que precisa ser explicado é onde a tesoura vai passar e o que vai mudar na vida das brasileiras e dos brasileiros, na vida de quem depende de serviços públicos. Cadê a lista da tesoura?”, disse a ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck.

A campanha petista também denuncia ser vítima dos bolsonaristas nas redes. A deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) publicou um vídeo em que diz que vai acionar a Justiça contra o deputado federal reeleito Nikolas Ferreira (PT-MG) por espalhar uma fake news contra ela sobre o fechamento de igrejas.

“E o garotão de Brasília já começou a se incomodar com o fato do crescimento da campanha do presidente Lula. Já pensou se nós não estivéssemos trabalhando?”, afirmou Ana Elisa.

Renan Santos sofre pressão para apoiar Flávio bolsonaro: "nós temos dignidade"


O ex-candidato à presidência da República, Renan Santos (Missão), reagiu nesta sexta-feira (9) à pressão para declarar apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

Em vídeo publicado nas redes sociais, denunciou tentativas de dividir o Movimento Brasil Livre (MBL) e o partido Missão para forçar a adesão à candidatura do senador, após o anúncio do apoio de Augusto Cury (Avante).

"Ninguém vai vir empurrar a mim e ninguém vai vir empurrar o nosso grupo. Nós temos dignidade. Nós não somos iguais aos demais candidatos. (...) Ninguém me conduz e ninguém conduz o nosso grupo. Eu criei o nosso grupo pra ser independente", disse.

Segundo Renan, pessoas procuraram integrantes do MBL e do Missão para convencê-los a apoiar Flávio, sob o argumento de que a resistência à candidatura seria motivada pelo ego do ex-presidenciável. 

O dirigente rejeitou a acusação de personalismo e lembrou que passou a maior parte de sua trajetória política trabalhando nos bastidores para eleger outros integrantes do movimento.

Renan também criticou a postura de apoiadores de Flávio Bolsonaro, que passaram a cobrar alinhamento político dos integrantes do Missão após uma campanha marcada por ataques à legenda. 

Para o ex-candidato, a exigência de unidade da direita desconsidera as divergências que mantêm seu grupo afastado do bolsonarismo.

"Quer dizer, me chamaram de esquerdista e comunista a campanha toda. Aí chega o segundo turno, agora eu sou direitista, agora eu tenho obrigações com a direita?", questionou.

O ex-presidenciável avaliou que a influência da família Bolsonaro dificulta o crescimento eleitoral de outras lideranças conservadoras. Renan também sustentou que suas propostas eram mais à direita que as apresentadas por Flávio, mas que essa identificação ideológica não o obriga a seguir a orientação dos demais candidatos derrotados.

Com informações do Congresso em Foco

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Ex-presidente Sarney é submetido a operação após sentir dor abdominal


O ex-presidente José Sarney foi submetido a uma cirurgia nesta sexta-feira (9), no UDI Hospital – Rede D'Or, em São Luís, após apresentar um quadro de dor abdominal. De acordo com a nota divulgada pelo hospital, o procedimento foi um sucesso e não teve intercorrências.

José Sarney apresenta quadro estável e está em acompanhamento pós-operatório na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde está sob cuidados da equipe multidisciplinar, sem previsão de alta hospitalar até o momento. 

A operação ocorre poucos dias depois de Sarney concluir um tratamento contra pneumonia. No último dia 30 de setembro, ele recebeu alta do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde permaneceu internado desde o dia 25 daquele mês.

Durante o período de hospitalização na capital paulista, Sarney ficou na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por precaução e recebeu tratamento com antibióticos. Na ocasião, a assessoria de comunicação informou que o ex-presidente estava bem e havia retornado para casa, na capital maranhense.

Com informações do Imirante

TSE não encontra fake news em canal do ‘Exército do Lula’ que Kassio mandou derrubar

Por Cleber Lourenço/ICL Notícias  A área técnica do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não encontrou novas publicações que reproduzissem as ...