sábado, 10 de outubro de 2026

Veja tenta se defender, mas confirma que sua denúncia é uma fake news para eleger Flávio Bolsonaro e soltar Vorcaro

 


Brasil 247 – A revista Veja publicou neste sábado (10) uma resposta à repercussão de sua capa sobre supostos pagamentos de Daniel Vorcaro relacionados a um documentário sobre o presidente Lula (PT). No esclarecimento sobre a fake news, a revista admite que suprimiu a voz do interlocutor do áudio divulgado e afirma que documentos e provas seriam entregues caso a colaboração premiada fosse aceita.

Esses esclarecimentos deixam uma questão central: a existência de uma declaração atribuída ao banqueiro não comprova, por si só, que os pagamentos tenham ocorrido. Ao que tudo indica, Vorcaro foi gravado por seu próprio advogado, para eleger Flávio Bolsonaro (PL) e conseguir ser libertado num eventual futuro governo.

Áudio foi editado

Veja justifica a retirada da voz do interlocutor como uma medida para preservar sua fonte. A publicação também afirma, citando uma nota da defesa, que a voz na gravação é de Vorcaro. Essa afirmação sobre a identidade de quem fala não equivale à comprovação das acusações.

Provas prometidas em troca da aceitação da colaboração

Ao responder aos questionamentos sobre a PGR, a revista sustenta que os advogados apresentaram o relato do banqueiro e que ele prometeu entregar documentos e provas se a delação fosse aceita. Segundo Veja, a proposta não foi acolhida pela Procuradoria. A revista também diz que não afirmou que o áudio integrava a delação.

A distinção é relevante: uma promessa de apresentação de provas não pode ser tratada como demonstração de que o suposto financiamento aconteceu.

PF nega depoimento e entrega de material

Na nota divulgada na sexta-feira (9), a Polícia Federal esclareceu que Vorcaro não prestou depoimento com o teor relatado na reportagem e tampouco entregou à instituição anexos, documentos ou informações com o conteúdo descrito.

A PF informou ainda que as propostas de colaboração apresentadas pela defesa foram rejeitadas por não atenderem aos requisitos legais, conforme decisão fundamentada de conhecimento dos advogados.

O comunicado também confirmou o recebimento de uma notícia-crime com pedido de providências urgentes sobre a publicação. O expediente foi encaminhado à área técnica para adoção das medidas de polícia judiciária.

Suspeita de operação eleitoral exige apuração

A campanha do presidente Lula nega as acusações e anunciou medidas judiciais contra a revista e Vorcaro. O senador Camilo Santana classificou a reportagem como “mentirosa”.

Segundo reportagem da CBN, o grupo Prerrogativas pediu uma investigação sobre a suspeita de que o banqueiro tenha sido incentivado a apresentar informações falsas em troca de benefícios judiciais. A história é simples. Basicamente, Vorcaro quer eleger Flávio Bolsonaro, com uma acusação falsa, para sair da cadeia.

Mais de 33 milhões não votaram, abstenção é a maior desde 1998; veja motivos


Mais de 33 milhões de brasileiros não compareceram às urnas no primeiro turno das eleições de 2026. A abstenção chegou a 21,08% do eleitorado, o maior percentual registrado em uma primeira votação presidencial desde 1998, quando 21,49% dos eleitores deixaram de votar.

O número representa um desafio para o segundo turno, marcado para 25 de outubro, quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) voltam a disputar a Presidência. A ausência de eleitores pode ter diferentes explicações, desde a insatisfação com os candidatos até dificuldades de deslocamento e problemas de acessibilidade.

Entre os motivos relatados por eleitores ouvidos pelo g1 estão a descrença na política, a burocracia para transferir o título eleitoral, viagens e obstáculos para chegar às seções de votação. O cenário também é marcado pela polarização e pelos índices de rejeição dos candidatos, fatores apontados por especialistas como possíveis causas do afastamento de parte do eleitorado.

Sudeste concentra maior número de ausentes

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que o Sudeste registrou aproximadamente 15 milhões de ausências, o equivalente a 22,7% dos eleitores da região.

No Centro-Oeste, a abstenção atingiu 21,7%, com cerca de 2,6 milhões de pessoas que não votaram. Já no Nordeste, aproximadamente 8 milhões de eleitores ficaram fora das urnas, representando 18,4% do eleitorado regional.

A abstenção voltou a ultrapassar 20% nas eleições presidenciais de 2018 e manteve uma trajetória de crescimento nos pleitos seguintes.

Quem faltou ao primeiro turno pode votar no segundo

A ausência na primeira votação não impede o eleitor de participar do segundo turno. Segundo a Justiça Eleitoral, cada turno é considerado uma eleição independente.

No Brasil, o voto é obrigatório para pessoas alfabetizadas entre 18 e 70 anos. Já para jovens de 16 e 17 anos, pessoas com mais de 70 anos e cidadãos não alfabetizados, o comparecimento é facultativo.

Com grande parte das disputas estaduais já decididas, o segundo turno terá apenas a eleição presidencial em boa parte do país. O cenário pode dificultar a mobilização de eleitores, especialmente onde não haverá uma nova votação para governador.

Apesar disso, o aumento do comparecimento não beneficia automaticamente um candidato específico. O efeito eleitoral depende das preferências de quem deixou de votar no primeiro turno.

Mobilização online pró-Lula avança e liga alerta na campanha de Flávio Bolsonaro


Por Thaísa Oliveira

(Folhapress) – A mobilização na internet pela reeleição do presidente Lula (PT) ligou o alerta na campanha do adversário, Flávio Bolsonaro (PL), e levou aliados a lançarem contraofensivas no WhatsApp.

Uma das principais preocupações no entorno de Flávio é com um possível efeito silencioso na distribuição de conteúdos pelo mensageiro. Desde o resultado do primeiro turno, em que Flávio saiu na dianteira, eleitores de Lula reforçam a estratégia digital para expor o rival, incentivar as pessoas a votarem no segundo turno e convencer o eleitorado que está indeciso ou votou nos candidatos derrotados.

O deputado federal André Janones (Rede-MG) criou, por exemplo, um canal no aplicativo de mensagens chamado “Exército do Lula” para mobilizar a militância e distribuir conteúdos a favor do petista. O canal saltou de 50 mil seguidores para 3 milhões desde o primeiro turno.

Dois integrantes da campanha de Flávio admitem sob reserva que a preocupação com o WhatsApp é maior do que com outras redes sociais porque é mais difícil descobrir o que e em que volume conteúdos são veiculados.

Enquanto no Instagram e no X (ex-Twitter) é possível identificar e rebater praticamente em tempo real as narrativas (sejam falsas ou verdadeiras), o ambiente no WhatsApp é quase incontrolável. Segundo um deles, o canal de Janones é só a “ponta do iceberg”. O espalhamento de conteúdos por mensagens também faz parte da estratégia da direita.

Flávio passou boa parte da transmissão ao vivo pelas redes sociais desta quinta-feira (8) dizendo estar sendo vítima de montagens e informações falsas. O candidato também convocou a militância a entrar no grupo dele de WhatsApp, o “Tropa do Flávio”.

Na quinta, o deputado federal e senador eleito Gustavo Gayer (PL-GO), um dos nomes mais estridentes da direita, chamou a iniciativa de Janones de “milícia digital”, acusou o PT de propagar fake news e cobrou uma reação do bolsonarismo.

A mudança no tom do lado petista foi um dos principais assuntos no encontro organizado pelo PL na quarta-feira (7) com governadores e parlamentares eleitos. Tanto o marqueteiro, Duda Lima, como o coordenador político da campanha de Flávio, Rogério Marinho (PL-RN), afirmaram haver uma “fábrica de fake news”.

“Vocês sabem por que eles estão fazendo isso, gente? É uma estratégia que se usa para implementar medo. ‘Ah, mas se o Flávio for eleito vai tirar o Bolsa Família.’ Que bobagem, é lógico que não vai tirar”, disse Duda.

Como a Folha de S. Paulo mostrou, a equipe responsável pelo programa econômico de Flávio estuda um pacote de medidas fiscais para um corte de 2% do PIB, o equivalente a cerca de R$ 250 bilhões.

Campanha de Flávio quer reagir

A campanha do PL também decidiu colocar no ar um site com propostas de Flávio sobre alguns dos principais temas que circulam na Internet, como o fim dos programas Farmácia Popular, Pé-de-Meia e do próprio Bolsa Família.

Em outra frente, a equipe jurídica do candidato acionou o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) dizendo que o senador é vítima de 16 grupos organizados “para espalhar conteúdo falso e descontextualizado”. Os advogados afirmam haver um “desespero pós-primeiro turno”, “derrame de desinformação nas redes” e “necessidade de punição exemplar e de contenção da máquina de ódio”.

Ainda nesta quinta, o ministro André Mendonça determinou a remoção de postagens de Janones e do deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) em que diziam que Flávio prepara três bombas: aumentar a idade mínima para aposentadoria, aumentar a jornada de trabalho e implementar a escala “7×0”.

Mendonça e o ministro Kassio Nunes Marques também ordenaram a remoção de publicações do próprio Lula e da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, em uma série de decisões.

Parte da mobilização em defesa de Lula se dá em torno de planos do adversário que ainda não foram explicados. Ao mesmo tempo em que promete um “tesouraço” de até R$ 250 bilhões, Flávio diz que não fará “economia em cima dos mais pobres e dos aposentados”.

Integrantes do governo e da campanha de Lula, como mostrou a Folha, tentam fazer um enfrentamento mais duro nas redes sociais para expor o que consideram inconsistências nas sinalizações de Flávio sobre a questão fiscal.

“Anunciar o tamanho da tesoura é fácil. O que precisa ser explicado é onde a tesoura vai passar e o que vai mudar na vida das brasileiras e dos brasileiros, na vida de quem depende de serviços públicos. Cadê a lista da tesoura?”, disse a ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck.

A campanha petista também denuncia ser vítima dos bolsonaristas nas redes. A deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) publicou um vídeo em que diz que vai acionar a Justiça contra o deputado federal reeleito Nikolas Ferreira (PT-MG) por espalhar uma fake news contra ela sobre o fechamento de igrejas.

“E o garotão de Brasília já começou a se incomodar com o fato do crescimento da campanha do presidente Lula. Já pensou se nós não estivéssemos trabalhando?”, afirmou Ana Elisa.

Renan Santos sofre pressão para apoiar Flávio bolsonaro: "nós temos dignidade"


O ex-candidato à presidência da República, Renan Santos (Missão), reagiu nesta sexta-feira (9) à pressão para declarar apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

Em vídeo publicado nas redes sociais, denunciou tentativas de dividir o Movimento Brasil Livre (MBL) e o partido Missão para forçar a adesão à candidatura do senador, após o anúncio do apoio de Augusto Cury (Avante).

"Ninguém vai vir empurrar a mim e ninguém vai vir empurrar o nosso grupo. Nós temos dignidade. Nós não somos iguais aos demais candidatos. (...) Ninguém me conduz e ninguém conduz o nosso grupo. Eu criei o nosso grupo pra ser independente", disse.

Segundo Renan, pessoas procuraram integrantes do MBL e do Missão para convencê-los a apoiar Flávio, sob o argumento de que a resistência à candidatura seria motivada pelo ego do ex-presidenciável. 

O dirigente rejeitou a acusação de personalismo e lembrou que passou a maior parte de sua trajetória política trabalhando nos bastidores para eleger outros integrantes do movimento.

Renan também criticou a postura de apoiadores de Flávio Bolsonaro, que passaram a cobrar alinhamento político dos integrantes do Missão após uma campanha marcada por ataques à legenda. 

Para o ex-candidato, a exigência de unidade da direita desconsidera as divergências que mantêm seu grupo afastado do bolsonarismo.

"Quer dizer, me chamaram de esquerdista e comunista a campanha toda. Aí chega o segundo turno, agora eu sou direitista, agora eu tenho obrigações com a direita?", questionou.

O ex-presidenciável avaliou que a influência da família Bolsonaro dificulta o crescimento eleitoral de outras lideranças conservadoras. Renan também sustentou que suas propostas eram mais à direita que as apresentadas por Flávio, mas que essa identificação ideológica não o obriga a seguir a orientação dos demais candidatos derrotados.

Com informações do Congresso em Foco

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Ex-presidente Sarney é submetido a operação após sentir dor abdominal


O ex-presidente José Sarney foi submetido a uma cirurgia nesta sexta-feira (9), no UDI Hospital – Rede D'Or, em São Luís, após apresentar um quadro de dor abdominal. De acordo com a nota divulgada pelo hospital, o procedimento foi um sucesso e não teve intercorrências.

José Sarney apresenta quadro estável e está em acompanhamento pós-operatório na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde está sob cuidados da equipe multidisciplinar, sem previsão de alta hospitalar até o momento. 

A operação ocorre poucos dias depois de Sarney concluir um tratamento contra pneumonia. No último dia 30 de setembro, ele recebeu alta do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde permaneceu internado desde o dia 25 daquele mês.

Durante o período de hospitalização na capital paulista, Sarney ficou na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por precaução e recebeu tratamento com antibióticos. Na ocasião, a assessoria de comunicação informou que o ex-presidente estava bem e havia retornado para casa, na capital maranhense.

Com informações do Imirante

Fachin manda PF investigar ameaças contra Flávio Dino


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, pediu nesta sexta-feira (9) que a Polícia Federal (PF) investigue ameaças contra o ministro do Supremo, Flávio Dino.

A medida foi tomada após Dino postar em suas redes sociais mensagens nas quais foi ameaçado de morte. As ameaças também foram direcionadas a outros ministros do STF.

O tribunal está “atento à segurança de seus ministros” e manterá a articulação com os órgãos competentes para garantir a proteção dos membros da Corte, informou o STF.

Na postagem publicada nas redes sociais, Flávio Dino disse que não vai alterar sua atuação profissional diante das ameaças.

“Se um juiz passar a ter medo de decidir um processo, à vista do suposto risco de sofrer perseguições pessoais, não existe mais Poder Judiciário. Nem Constituição”, afirmou.

Com informações da Agência Brasil

TSE aciona PF após servidores receberem ameaças pelas redes sociais


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acionou a Polícia Federal (PF) após identificar ameaças recebidas por servidores da Justiça Eleitoral nas redes sociais.

O tribunal é o órgão responsável pela organização das eleições. 

De acordo com o TSE, cerca de 30 mil manifestações nas redes foram registradas contra servidores até o início da tarde de quinta-feira (8).

As postagens incluem exposição de dados pessoais, ameaças contra familiares, além de desinformação e discurso de ódio.

Diante das ameaças, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, determinou que os servidores e seus familiares contem com efeito de segurança e apoio psicológico.

O tribunal também acionou o Ministério Público e informou às plataformas que operam as redes sociais sobre a proliferação das postagens irregulares.

Com informações da Agência Brasil

PGR e PF suspeitam de adulteração ou gravação ilegal de áudio de Vorcaro para uso eleitoral contra Lula


Por Cleber Lourenço/ ICL Notícias

Procuradores da Procuradoria-Geral da República (PGR) familiarizados com as investigações do Banco Master suspeitam que o áudio atribuído ao banqueiro Daniel Vorcaro, divulgado pela revista Veja com acusações contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tenha sido gravado ilegalmente na prisão para utilização durante a campanha eleitoral. 

A informação foi revelada em primeira mão pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, e confirmada pelo ICL Notícias.

As suspeitas também existem dentro da Polícia Federal. Segundo fontes ouvidas pelo ICL Notícias, há dúvidas sobre a origem e a autenticidade do áudio, incluindo a possibilidade de que tenha sido produzido com o uso de inteligência artificial. Caso a gravação seja verdadeira, uma das hipóteses é de que tenha sido realizada clandestinamente e divulgada com finalidade eleitoral.

Questionada sobre essas possibilidades, uma fonte da cúpula da Polícia Federal afirmou que “só uma perícia poderá dizer”.

Em nenhuma das hipóteses é descartada a possibilidade de que o próprio Vorcaro tenha participado da articulação ou autorizado a divulgação do material. Não há, porém, comprovação de adulteração, gravação clandestina ou envolvimento deliberado do banqueiro.

PF avalia perícia sobre gravação

A Polícia Federal avalia a possibilidade de instaurar um inquérito para investigar a gravação atribuída a Vorcaro. Conforme revelado pelo ICL Notícias, a abertura da investigação permitiria à corporação realizar uma perícia no material e apurar as circunstâncias em que foi produzido.

A avaliação ocorre após os advogados Marco Aurélio de Carvalho e Reinaldo Santos de Almeida, ligados ao grupo Prerrogativas, apresentarem, nesta sexta-feira (9), uma notícia de fato à Polícia Federal solicitando perícia urgente no áudio divulgado pela Veja.

Conforme noticiado pelo ICL Notícias, os advogados apontaram suspeitas de manipulação do material e pediram providências para esclarecer sua autenticidade e eventual utilização para interferir no processo eleitoral.

A Polícia Federal confirmou oficialmente o recebimento de uma notícia-crime relacionada à publicação e informou que encaminhou o expediente à área técnica responsável pelas providências de polícia judiciária.

Em nota oficial, a corporação também esclareceu que Vorcaro não prestou depoimento à instituição com o conteúdo divulgado pela revista.

Uma eventual perícia poderá verificar se o áudio corresponde a uma gravação real, se sofreu alterações ou se foi produzido artificialmente. Também poderá fornecer elementos para identificar sua origem e as circunstâncias em que foi obtido. Até o momento, a PF não anunciou uma conclusão técnica sobre o material.

"Brasil não será governado por sócios do Banco Master", diz Lula em ato de segundo turno


Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), voltou a defender a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a jornada de trabalho de seis dia para um dia de folga (6x1), em discussão no Senado Federal.

“Essa é a passeata que quer reduzir a jornada de trabalho, para as pessoas trabalharem cinco dias e descansarem dois. Fim da escala 6x1.”

O presidente participou de ato de campanha para o segundo turno das eleições em Ceilândia, região administrativa do Distrito Federal, a cerca de 30 quilômetros de distância do centro de Brasília.

Ao confirmar presença em novo ato neste sábado (10), em Natal, o candidato prometeu ainda muito debate na televisão e na internet: “Agora, estou virando rei da selfie!”

“Podem ficar certos de que esse país não voltará a ser governado pelo fascismo. Não voltará a ser governado por aqueles assassinos de milhares de pessoas com covid-19. Esse país não será governado pelos sócios do Banco Master, pelos parentes do [ex-banqueiro Daniel] Vorcaro.”

Defesa do Brasil

Acompanhado da primeira-dama Janja Lula da Silva; do candidato ao governo do Distrito Federal, Leandro Grass (PT); e da vice na chapa de Grass, Dora Gomes; Lula também defendeu a soberania do país e disse estar ao lado “dos que amam a bandeira verde e amarela do Brasil”.

“Do outro lado, estão aqueles que amam a bandeira americana. Essa [bandeira verde e amarela] é a bandeira daqueles que querem o Brasil soberano. Do lado de lá estão aqueles que querem que os americanos venham explorar as nossas riquezas aqui. Nós queremos dizer em alto e bom som: o Brasil e a riqueza do Brasil são do povo brasileiro.”

Flávio Dino expõe relatório com ameaça de assassinato contra ministros do STF


Felipe Pontes - Repórter da Agência Brasil

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), expôs nesta sexta-feira (9) um relatório de segurança contendo milhares de mensagens publicadas na internet com ameaças de agressões físicas e assassinato contra ministros da Corte. 

As imagens das mensagens, extraídas de um relatório produzido pelo próprio STF, foram publicadas por Dino em seu perfil verificado na rede social Instagram.

“Recebi hoje trechos de um relatório de Segurança do STF mostrando milhares de mensagens no mesmo sentido: ameaças de assassinato e agressões diversas”, escreveu o ministro. 

Uma das mensagens, que teve o autor ocultado por uma tarja preta, diz que Dino será “o primeiro a ser fuzilado”, em razão de “ter proibido o acesso às armas”. 

“Invadir o STF e fazer com Moraes, Dino e Zanin (sic) igual fizeram com Tiradentes, cabecinha em praça pública”, diz outra publicação, de acordo com a postagem do ministro. 

Para Dino, “o ódio exposto nas mensagens deriva da repetição de mentiras, visando causar violência”. Na legenda da imagem do relatório, o ministro acrescentou que “se as pessoas não concordam com decisões judiciais, elas podem recorrer aos colegiados competentes. Não precisa matar o juiz que tomou a decisão, nem fazer discursos raivosos incitando perseguições e agressões”. 

Dino afirmou ainda que tais ameaças não afetam seu trabalho como ministro do STF. “Em nada alterarei a minha atuação profissional, pois nunca minha perna ou minha mão tremeram, nem minha voz se alterou”, afirmou. 

“Mas fica uma reflexão essencial: se um juiz passar a ter medo de decidir um processo, à vista do suposto risco de sofrer perseguições pessoais, não existe mais Poder Judiciário. Nem Constituição”, completou o ministro. 

Ao menos desde 2019, os ministros do STF têm sido alvo de ameaças de agressões físicas e assassinatos, incluindo de familiares, em razão de decisões judiciais. Naquele ano, o então presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, determinou a abertura, de ofício, de uma investigação para apurar tais ameaças. Esse processo ficou conhecido como o Inquérito das Fake News e segue em andamento. 

Recebi hoje trechos de um relatório de Segurança do STF mostrando milhares de mensagens no mesmo sentido: ameaças de assassinato e agressões diversas. 
Em 37 anos como servidor público nunca respondi a um único processo criminal. 
O ódio exposto nas mensagens deriva da repetição de mentiras, visando causar violência. 
Se as pessoas não concordam com decisões judiciais, elas podem recorrer aos Colegiados competentes. Não precisa matar o juiz que tomou a decisão, nem fazer discursos raivosos incitando perseguições e agressões. 
Em nada alterarei a minha atuação profissional, pois nunca minha perna ou minha mão tremeram, nem minha voz se alterou. 
Mas fica uma reflexão essencial: se um juiz passar a ter medo de decidir um processo, à vista do suposto risco de sofrer perseguições pessoais, não existe mais Poder Judiciário. Nem Constituição.  Foto: flaviodino/ Instagram
Recebi hoje trechos de um relatório de Segurança do STF mostrando milhares de mensagens no mesmo sentido: ameaças de assassinato e agressões diversas. Em 37 anos como servidor público nunca respondi a um único processo criminal. O ódio exposto nas mensagens deriva da repetição de mentiras, visando causar violência. Se as pessoas não concordam com decisões judiciais, elas podem recorrer aos Colegiados competentes. Não precisa matar o juiz que tomou a decisão, nem fazer discursos raivosos incitando perseguições e agressões. Em nada alterarei a minha atuação profissional, pois nunca minha perna ou minha mão tremeram, nem minha voz se alterou. Mas fica uma reflexão essencial: se um juiz passar a ter medo de decidir um processo, à vista do suposto risco de sofrer perseguições pessoais, não existe mais Poder Judiciário. Nem Constituição. Foto: flaviodino/ Instagram - flaviodino/ Instagram

Veja tenta se defender, mas confirma que sua denúncia é uma fake news para eleger Flávio Bolsonaro e soltar Vorcaro

  Brasil 247 – A revista Veja publicou neste sábado (10) uma resposta à repercussão de sua capa sobre supostos pagamentos de Daniel Vorcar...