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terça-feira, 7 de junho de 2016

Pegou muito mal desembargador


O presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, desembargador Cleones Cunha, derrubou liminar de magistrado
O povo maranhense repudiou duramente a decisão do presidente do Tribunal de Justiça (TJ), desembargador Cleones Cunha, que derrubou, na sexta-feira passada, 3, uma liminar concedida pelo juiz Douglas de Melo Martins, titular da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, que obrigava o Tribunal de Contas do Estado (TCE) a promover um amplo recadastramento de funcionários, para saber se existem servidores "fantasmas" no órgão ou nepotismo cruzado.

A decisão tomada pelo presidente do TJ acolhe o entendimento da administração do TCE, que alegou que a liminar concedida pelo juiz Douglas Martins figura como uma clara interferência direta do Poder Judiciário em matéria interna corporis de outro órgão.

Para a grande maioria da população, a decisão do presidente do TJ visa apenas passar uma pá de cal na polêmica nacional envolvendo o TCE, depois de confirmada denúncia que o órgão mantinha em seu quadro de pessoal o médico Thiago Augusto Maranhão, que mora e trabalha em São Paulo, mas que vinha recebendo R$ 7,5 mil mensais da Corte de Contas sem nunca ter pisado no TCE para prestar expediente. 

As denúncias contra o o filho do presidente interino da Câmara Federal, deputado Waldir Maranhão (PP), vieram à tona em rede nacional de rádio e TV, revelando que ao longo de três anos Thiago Maranhão recebeu mais de R$ 235 mil dos cofres do TCE, na condição de assessor no gabinete do ex-presidente da Corte, conselheiro Edmar Cutrim. Após o vazamento da denúncia o servidor "fantasma" foi exonerado.

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