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quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Dark Horse: PGR fecha delação com empresário ligado a Vorcaro


A Procuradoria-Geral da República (PGR) fechou acordo de colaboração premiada com o empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, o Mineiro, dono da Entre Investimentos e Participações. A empresa é apontada pela Polícia Federal como intermediária de repasses de Daniel Vorcaro destinados ao financiamento de Dark Horse, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a investigação, a Entre funcionava como um braço operacional de Vorcaro e transferia recursos para o Havengate Development Fund, nos Estados Unidos. O fundo administrava dinheiro destinado ao filme e repassava valores à Go Up Entertainment, responsável pela produção.

O Havengate é administrado por Paulo Calixto, advogado ligado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro. As autoridades investigam o destino dos recursos e suspeitam que parte do dinheiro possa ter beneficiado Eduardo. 

O acordo de Freixo foi enviado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso Master e do inquérito sobre o financiamento de Dark Horse. Cabe ao ministro decidir se homologa a colaboração.

Freixo é próximo de Vorcaro e foi alvo, em janeiro, da segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga frauds envolvendo o Banco Master.

Segunda delação

A colaboração de Freixo é a segunda fechada pela PGR nas investigações relacionadas ao Banco Master. João Carlos Mansur, ex-dono da gestora Reag, também firmou acordo, já encaminhado a Mendonça.

O financiamento de Dark Horse ganhou relevância nas investigações após a revelação das negociações entre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Vorcaro para obter recursos para o filme.

Flávio negociou com Vorcaro um financiamento de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões, para o Dark Horse. Documentos indicavam inicialmente repasses de ao menos US$ 10,6 milhões, cerca de R$ 61 milhões, entre fevereiro e maio de 2025.

O senador afirmou ter buscado patrocínio privado para um filme sobre o próprio pai, sem dinheiro público ou recursos da Lei Rouanet, e negou ter recebido vantagem pessoal ou oferecido contrapartidas a Vorcaro.

A revelação de um novo repasse, de US$ 1,6 milhão em setembro de 2025, elevou os aportes conhecidos para US$ 12,3 milhões e contrariou a versão de Flávio de que os pagamentos haviam terminado em maio. Questionado nesta semana, ele direcionou as explicações sobre a transferência à produtora do filme.

Com informações do Congresso em Foco

Lula levará mote “ninguém está acima da lei” ao horário eleitoral


A campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende levar ao horário eleitoral o mote de que “ninguém está acima da lei”, em uma estratégia para tentar se afastar da crise que atingiu o Supremo Tribunal Federal (STF) após a divulgação de mensagens envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. As informações são do jornal O Globo.

Lideranças petistas veem o episódio como um fator de risco para a campanha e encomendaram pesquisas qualitativas para medir a percepção do eleitorado sobre o caso e orientar o discurso de Lula e as peças eleitorais.

A preocupação central no entorno do presidente é evitar que a crise envolvendo Moraes respingue na candidatura petista. Aliados reconhecem que, para parte da população, o ministro do STF está associado ao campo político de Lula, sobretudo por sua atuação no julgamento da tentativa de golpe de 2023, que resultou na condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão.

Em uma tentativa de descolar a imagem do presidente da do magistrado, a campanha deve adotar no horário eleitoral uma defesa mais ampla de mudanças no sistema político e judicial brasileiro. Por enquanto, Lula não deve aparecer pessoalmente falando sobre as suspeitas contra o Supremo. Essa abordagem ficará a cargo de locutores.

Lula avaliou que Moraes teve papel de destaque no julgamento da trama golpista, alcançou uma projeção inédita para um integrante da Corte e agora estaria desperdiçando o prestígio conquistado. O presidente, no entanto, deve evitar comentários diretos até que surjam informações consideradas suficientes para um diagnóstico mais definitivo sobre a relação entre Vorcaro e Moraes.

A linha pública da campanha foi sinalizada em vídeo divulgado pelo presidente do PT e coordenador da campanha de Lula, Edinho Silva. Ele defendeu mudanças no Judiciário e no sistema político, associando o tema ao combate a privilégios.

“A campanha do presidente Lula defende que é urgente mudar o sistema político e judicial do Brasil, que vive uma profunda crise, que protege poderosos, perpetua privilégios e a corrupção. O sistema apodreceu”, afirmou Edinho.

Veja mais no link do Brasil 247

Senado: oposição obstrui e fim da escala 6x1 não vai a plenário


Sem ter segurança sobre os votos necessários para aprovar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do fim da escala 6x1 e da redução da jornada de trabalho, a base do governo no Senado Federal decidiu não arriscar uma apreciação em plenário nesta quarta-feira (2). Com isso, a proposta só deve ser votada após o 1º turno das eleições, em outubro.

"Hoje, houve um movimento bem sucedido da oposição", afirmou o líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (PT-AC), referindo-se ao esvaziamento do plenário e à consequente impossibilidade de votação.  

Em entrevista à imprensa, Randolfe atribuiu a uma "ação coordenada" de oposicionistas - com participação direta dos senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato a presidente da República, e do líder da oposição, o também senador Rogério Marinho (PL-RN) - para desmobilizar a presença dos parlamentares para uma possível votação. “A oposição ao nosso governo é contra o fim da escala 6x1. Ponto”, disse.

O líder do governo afirmou que a oposição já havia demonstrado resistência na CCJ, onde houve quatro votos contrários à proposta.

Dos 27 senadores presentes na comissão, quatro registraram votos contrários: Rogério Marinho (PL-RN), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Tereza Cristina (PP-MS) e Jaime Bagattoli (PL-RO).

Apesar do registro dos votos, a aprovação da PEC no colegiado se deu de forma simbólica. A última etapa para a aprovação da matéria é justamente a votação no plenário do Senado, em dois turnos, com o mínimo de 49 votos favoráveis, o que corresponde a 60% do apoio dos 81 senadores.

A PEC 221/2019 prevê a obrigatoriedade de descanso remunerado de dois dias por semana, sem redução salarial, e reduz a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com uma regra de transição de 14 meses.  

A CCJ chegou a aprovar um calendário especial para acelerar a tramitação da proposta, eliminando intervalos regimentais (chamados de interstícios) e permitindo que a matéria pudesse ser votada ainda nesta semana no plenário, em regime de urgência. A inclusão na pauta do plenário depende do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).  

Ao ser perguntado sobre isso, o líder do governo explicou que Alcolumbre questionou os governistas se havia segurança quanto ao número de votos. Diante da resposta negativa, governo e presidente do Senado consideraram mais prudente não submeter a PEC, que poderia ser derrotada, principalmente por uma provável ausência de senadores para votá-la, o que impediria o alcance do piso mínimo de apoio.

Randolfe Rodrigues afirmou que o governo estimava ter 53 ou 54 votos favoráveis, mas que essa margem não oferecia segurança suficiente para colocar a PEC em votação. O próximo esforço concentrado de votações no Congresso Nacional está previsto para a segunda semana de outubro. 

A Agência Brasil entrou em contato com o senador Rogério Marinho, líder da oposição, para obter uma posição sobre o fato de a PEC não ter sido incluída na votação, mas ainda não teve retorno. Contrário à PEC, Marinho apresentou uma proposta alternativa que mantém a escala 6x1 e a jornada semanal máxima de 44 horas, com a possibilidade de diferentes jornadas de trabalho em negociação direta entre trabalhadores e empregadores. A iniciativa prevê que a remuneração seja calculada de acordo com as horas trabalhadas.

A reportagem também procurou Flávio Bolsonaro para comentar as declarações de Randolfe. Integrante da CCJ, ele estava ausente quando a PEC foi aprovada no colegiado. Nos últimos dias, ele também defendeu a proposta de pagamento por hora trabalhada e evitou dizer como votaria no texto que prevê o fim da escala 6x1. O espaço para manifestação segue aberto. 

Com informações da Agência Brasil

Flamengo vence e fica a um ponto do Palmeiras, líder do Brasileirão


O Flamengo depende apenas de si para assumir a liderança do Campeonato Brasileiro. Nesta quarta-feira (2), o Rubro-Negro encarou o Mirassol no Maracanã e venceu por 2 a 0, em jogo atrasado da quarta rodada da competição.

A partida, inicialmente agendada para 26 de fevereiro, teve que ser remarcada devido ao jogo de volta contra o Lanús, no Rio de Janeiro, pela Recopa Sul-Americana. Na ocasião, os cariocas perderam dos argentinos por 3 a 2, na prorrogação, ficando com o vice.

O resultado desta quarta levou o Flamengo aos 51 pontos, apenas um a menos que o Palmeiras - a diferença, em agosto, chegou a estar em nove pontos.

Neste domingo (6), o Rubro-Negro pega o Remo no Mangueirão, às 16h (horário de Brasília) - a Rádio Nacional transmite ao vivo. Se pontuar em Belém, assume a liderança provisória e pressiona o Verdão, que vai ao Rio encarar o Botafogo às 18h30, no Nilton Santos.

Os cariocas ainda terão o jogo contra o próprio time alviverde. O jogo pela 36ª rodada será em novembro, com mando dos paulistas, em data e horário a serem anunciados pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

O Mirassol, estacionado nos 25 pontos, perdeu a oportunidade de se afastar da zona de rebaixamento, que engloba as quatro piores campanhas do Brasileirão (o chamado Z-4).

Em 16º lugar, o Leão Caipira soma os mesmos 25 pontos de Vasco (17º) e Internacional (18º), mas supera o Cruzmaltino no confronto direto e o Colorado pelo número de vitórias (seis a cinco).

A rede do Maracanã precisou de 13 minutos para balançar. Em contra-ataque iniciado pelo volante Erick Pulgar, Samuel Lino recebeu pela esquerda, entrou na área e rolou para o também atacante Pedro, que abriu na direita para o meia Jorge Carrascal bater forte e abrir o marcador.

O Flamengo ampliou pouco antes do intervalo. Aos 42, Carrascal recebeu pela direita e cruzou para o meia Lucas Paquetá, de cabeça, mandar para o gol.

Na segunda etapa, o Mirassol teve que trocar os goleiros, Walter, lesionado, dando lugar a Alex Muralha, que reencontrou o Flamengo pela primeira vez no Maracanã desde que deixou o clube, em 2017. O time paulista equilibrou as ações e pressionou o Rubro-Negro na reta final da partida, mas sem conseguir mudar a história da partida.

Com informações da Agência Brasil/Esportes

TSE manda Eduardo Bolsonaro retirar posts de desinformação sobre urnas

 

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, determinou que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro retire de suas redes sociais postagens com desinformação sobre as urnas eletrônicas. A decisão foi assinada na última segunda-feira (31) e divulgada nesta quarta-feira (2). 

O ministro atendeu ao pedido de retirada feito pela Federação Brasil da Esperança, formada pelo PT, PCdoB e PV, após perfis de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro replicarem uma postagem que relaciona indevidamente a empresa venezuelana Starmatic com as urnas eletrônicas brasileiras.

A desinformação circula desde 2020 e já foi diversas vezes desmentida pela Justiça Eleitoral. A Starmatic não forneceu urnas para o Brasil.

Na decisão, Kassio deu prazo de 24 horas para Eduardo retirar os posts e proibiu o ex-deputado de fazer novas postagens de desinformação contra as urnas eletrônicas.

“A permanência do conteúdo impugnado, às vésperas do início da propaganda eleitoral, é apta a consolidar no eleitorado percepção de insegurança quanto ao sistema eletrônico de votação, fundada em alegação já conclusivamente afastada por esta Justiça Especializada, o que recomenda a atuação cautelar imediata”, decidiu o ministro.

Em junho deste ano, o STF condenou Eduardo Bolsonaro a 4 anos e dois meses de prisão em regime semiaberto pelo crime de coação no curso do processo, na ação sobre o tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras.

No ano passado, ele deixou o Brasil, foi morar nos Estados Unidos e perdeu o mandato de deputado por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

Com informações da Agência Brasil

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

CCJ do Senado aprova PEC que acaba com jornada 6x1


A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (2), por votação simbólica, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que põe fim à jornada de seis dias de trabalho por um de descanso (6x1). A matéria ainda precisa passar pelo plenário da Casa, em dois turnos de votação. 

A PEC 221 de 2019 prevê a obrigatoriedade de descanso remunerado de dois dias por semana, sem redução salarial, e reduz a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com uma regra de transição de 14 meses.  

Dos 27 senadores presentes na comissão, apenas quatro registraram votos contrários: o líder da oposição Rogério Marinho (PL-RN), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Tereza Cristina (PP-MS) e Jaime Bagattoli (PL-RO).

O relator Omar Aziz (PSD-AM) rejeitou todas as 36 emendas apresentadas à PEC, incluindo propostas para manter a possibilidade de escalas de 6x1 ou jornadas superiores a 40 horas.  

“Até porque todas as emendas que foram apresentadas, as 36 emendas, nenhuma pede mais benefício para o trabalhador”, justificou o relator.

A PEC foi criticada pelo líder da oposição Rogério Marinho, que reclamou do pouco tempo para debater o tema e destacou que a proposta traria inflação para a economia.

“Nós vamos gerar, sem dúvida nenhuma, inflação, desemprego e informalidade em nome da perpetuação do projeto de poder”, disse o parlamentar potiguar.

Estudos sobre o fim da 6x1 divergem sobre os impactos para a inflação e o Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país).  

Rogério Marinho defendeu uma outra PEC, a que cria um regime trabalhista por hora trabalhada, e defendeu as negociações individuais entre patrões e empregados para definição da escala de trabalho.

“Esse projeto vai na contramão da necessidade de darmos competitividade à população, ao país e à sociedade brasileira”, criticou.

O líder da oposição ainda apresentou um destaque para limitar o descanso remunerado dos trabalhados à apenas um dia na semana. Porém, o destaque foi rejeitado pela CCJ.

A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) rebateu os argumentos de Rogério Marinho e citou a pressão de empresários contra a PEC por aumentar direitos dos trabalhadores.

“Toda vez que o Congresso Nacional busca assegurar direitos trabalhistas, o discurso é o mesmo, a economia vai quebrar, o desemprego vai imperar, a inflação vai ocorrer. Isso é um discurso simplesmente para atender os grandes empresários deste país”, afirmou.

A senadora defendeu que a PEC assegura mais dignidade à vida dos trabalhadores, “sobretudo às mulheres brasileiras, que têm dupla ou tripla jornada de trabalho, e hoje, com a aprovação do fim da escala 6x1, nós vamos dar dignidade, saúde mental e vamos melhorar a produtividade no Brasil”.

O senador Jaime Bagattoli (PL-RO) reclamou da “falta de mão de obra” no Brasil e defendeu a jornada flexível por hora trabalhada.

“Está difícil a contratação de funcionário. Nós, patrões, queremos que os nossos funcionários estejam com a melhor qualidade de vida”, disse, acrescentando que não tinha como apoiar a PEC.  

“Como é que nós vamos reduzir de 44 horas para 40 horas e essa empresa vai ter a mesma produção? Claro que não. Não adianta nós dizermos que não vai aumentar os custos”, completou o senador por Rondônia.

Críticas

O relator da proposta, senador Omar Aziz, lembrou que mesmo o PL, partido da oposição, votou majoritariamente a favor da PEC na Câmara dos Deputados e rejeitou a tese de que a redução da jornada vai “quebrar” a economia.  

“Quando se criou o 13º salário, diziam que o Brasil ia quebrar, ia ter problema. Depois que se reduziu de 48 horas para 44 horas, também [apontaram] os mesmos problemas. O Brasil é muito forte e tem uma massa trabalhadora que nos dá muito orgulho”, disse Aziz.

O relator da PEC do fim da 6x1 ainda criticou os acordos individuais entre patrão e trabalhador, argumentando que não há igualdade de condições nessa relação.

“O assédio ao trabalhador é quando você faz o contato individual. Ou é desse jeito ou ele tá fora. Aí uma pessoa que tá precisando desesperadamente daquele trabalho, vai aceitar. Acordo individual é assédio ao trabalhador, sim! Acordo coletivo, não!”, acrescentou.  

O relator também rejeitou a emenda que aumentava a regra de transição da PEC de 14 meses para até quatro anos. Foram rejeitadas ainda as sugestões de parlamentares para adiar a implementação da regra para uma lei complementar posterior e para compensações fiscais às empresas. 

Com informação da Agência Brasil

Concita Pinto cobra execução de emenda de R$ 500 mil para Hospital Veterinário de São Luís


A vereadora Concita Pinto (PSB) cobrou, durante pronunciamento na Câmara Municipal de São Luís, a execução de uma emenda parlamentar impositiva no valor de R$ 500 mil destinada ao Hospital Veterinário Municipal, localizado na região do Itaqui-Bacanga. 

O recurso foi indicado diretamente para a Secretaria Municipal de Saúde (SEMUS) com o objetivo de reforçar o atendimento no Hospital Veterinário que, segundo a parlamentar, enfrenta dificuldades, como a falta de insumos, medicamentos e até para o pagamento dos funcionários.

A emenda foi formalizada por meio de ofício emitido no dia 7 de agosto e prevê que os recursos sejam aplicados, prioritariamente, na aquisição de medicamentos veterinários, insumos médicosveterinários, materiais de consumo e itens necessários para procedimentos clínicos e cirúrgicos. O recurso também deverá contribuir para a manutenção dos atendimentos eletivos, de urgência, ambulatoriais e hospitalares realizados pelo Hospital Veterinário Municipal.

Concita Pinto afirmou que recebeu diversos contatos de pessoas pelas redes sociais questionando a situação da emenda e reforçou que, por se tratar de uma emenda impositiva, a Prefeitura deve garantir sua execução. De acordo com a vereadora, o processo está parado no gabinete da Secretaria Municipal de Assuntos Políticos (SEMAP) desde o dia 10 de agosto.

A parlamentar pediu que a prefeita Esmênia Miranda (PSD) tome providências para que o recurso seja efetivamente destinado à unidade. Ela também solicitou que a Comissão de Saúde da Câmara Municipal realize uma visita ao Hospital Veterinário para verificar de perto as condições de funcionamento do equipamento público.

A vereadora destacou ainda a importância do atendimento veterinário para famílias que não possuem condições financeiras de arcar com consultas, medicamentos e procedimentos particulares. Para ela, a aplicação dos R$ 500 mil poderá contribuir diretamente para ampliar e melhorar os serviços oferecidos à população.

Ao finalizar o pronunciamento, a vereadora Concita Pinto reforçou a cobrança à gestão municipal para que os recursos previstos nas emendas parlamentares sejam destinados às finalidades estabelecidas. “Não é para a vereadora, é para os animais que estão precisando”, afirmou.

Mendonça quer levar ao plenário diálogos atribuídos a Vorcaro e Moraes


O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu nesta terça-feira (1°) que as novas conversas atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes sejam analisadas pelo plenário da Corte.

A sinalização do ministro ocorreu no despacho no qual Mendonça retirou o sigilo de diálogos inéditos até então. 

As conversas mostram citações aos nomes de Moraes e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e foram extraídas a partir da quebra de sigilo do celular do ex-banqueiro, que é alvo das investigações da Operação Compliance Zero. A apuração investiga fraudes financeiras no Banco Master.

Segundo Mendonça, que é relator do caso, o plenário da Corte é a "instância soberana" para analisar o caso.

"O caminho inevitável dos presentes autos leva ao plenário deste Supremo Tribunal Federal, instância soberana para analisar, de modo técnico estritamente jurídico, os novos elementos trazidos pela autoridade policial", afirmou o ministro.

O ministro também defendeu que sessão ocorra de forma "pública e transparente".

"A aludida deliberação, pelo plenário da Corte, deverá ocorrer de forma pública e transparente, em sessão presencial do colegiado", completou.

A decisão de colocar a questão em pauta cabe ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, responsável regimentalmente pela organização da pauta.

Com a eventual deliberação, a Corte poderá analisar se Moraes pode ser investigado a partir das conversas.  No início deste ano, surgiram as primeiras mensagens que teriam sido trocadas entre Vorcaro e Moraes. O escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes, mantinha contratos com o Banco Master. 

Na ocasião, o ministro negou ter mantido conversas com o ex-banqueiro. 

Com informações da Agência Brasil

PGR pede anulação de investigação sobre conversas de Moraes e Vorcaro

 

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu na noite desta terça-feira (1º) a nulidade da investigação da Polícia Federal (PF) que encontrou as mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF)

Na manifestação enviada à Corte, Gonet disse que o relator do caso, ministro André Mendonça, investigou Moraes ilegalmente ao determinar o aprofundamento da investigação sobre o caso Master para esmiuçar as conversas envolvendo Moraes e o ex-banqueiro. 

No entendimento do procurador, o aprofundamento da apuração só poderia ocorrer após autorização do plenário da Corte. 

No entendimento do procurador, eventual investigação contra Moraes deveria ser direcionada o presidente da Corte, Edson Fachin, que levaria do caso ao plenário, e não diretamente para execução da PF. 

“A ordem dada à autoridade policial para investigar pessoas específicas, sem pedido do Ministério Público e sem iniciativa da autoridade policial, é nula, por exceder os limites de competência do magistrado na fase pré-processual”, afirmou Gonet. 

O parecer enviado após Mendonça pedir que a PGR se manifestasse sobre o relatório da PF que faz menções ao ministro Alexandre de Moraes e o próprio procurador-geral. 

As citações aos nomes de Moraes e Gonet foram captadas pela PF a partir da quebra de sigilo do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, alvo das investigações da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras no Banco Master. O sigilo do relatório de investigação foi retirado nesta terça-feira (1°).

Com informações da Agência Brasil 

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Economia brasileira cresce 0,5% no segundo trimestre, mostra IBGE


A economia brasileira cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026 na comparação com o primeiro trimestre. Em relação ao segundo trimestre de 2025, o Produto Interno Bruto (PIB), conjunto dos bens e serviços produzidos no país, apresenta alta de 2%.

No acumulado de quatro trimestres, o PIB teve expansão de 1,9%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).    

De acordo com o instituto, o PIB chegou a R$ 3,4 trilhões no segundo trimestre. 

O boletim Focus, sondagem do Banco Central (BC) com instituições do mercado financeiro, divulgado nesta segunda-feira (31), projeta que 2026 deve terminar com crescimento do PIB de 1,92%. 

 O que é o PIB

O PIB é o conjunto de todos os bens e serviços produzidos em uma localidade em determinado período. Com o dado, é possível traçar o comportamento da economia do país, estado ou cidade, assim como fazer comparações internacionais.    

O PIB é calculado com o auxílio de diversas pesquisas setoriais, como comércio, serviços e indústria.  

Durante o cálculo, há cuidados para não haver dupla contagem. Um exemplo: se um país produz R$ 100 de trigo, R$ 200 de farinha de trigo e R$ 300 de pão, o PIB será de R$ 300, pois os valores da farinha e do trigo já estão embutidos no valor do pão.    

Os bens e serviços finais que compõem o PIB são medidos no preço em que chegam ao consumidor. Dessa forma, levam em consideração também os impostos cobrados.   

O PIB ajuda a compreender a realidade de um país, mas não expressa fatores como distribuição de renda e condição de vida. É possível, por exemplo, um país ter PIB alto e padrão de vida relativamente baixo, assim como pode haver nação com PIB baixo e altíssima qualidade de vida.

Com informações da Agência Brasil

Sindicatos prometem pressionar Senado para votar escala 6x1 antes da eleição

As principais centrais sindicais do Brasil articulam pressionar os senadores em cada unidade da federação (UF) para antecipar a votação da p...