Brasil 247 – A eleição entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) permanece indefinida a menos de dez dias do segundo turno, marcado para 25 de outubro. A decisão poderá ficar nas mãos de uma parcela de apenas 7% do eleitorado, formada por brasileiros que ainda admitem mudar de voto.
A avaliação é de Luciana Chong, diretora do Datafolha, em entrevista publicada pelo jornal Valor Econômico, na qual analisa as tendências da disputa, os efeitos da polarização e as possibilidades de crescimento dos dois candidatos.
Com mais de 30 anos de experiência no instituto, Chong afirma que a eleição deverá ser apertada e ressalta que os indicadores tradicionais de aprovação e rejeição já não são suficientes para determinar o comportamento dos eleitores.
A pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (15) mostrou Flávio Bolsonaro com 47% das intenções de voto totais, contra 45% de Lula, configurando empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
A composição desse grupo indica que fatores econômicos, propostas sociais, debates e mobilização política podem ter relevância para a decisão final.
A diretora do Datafolha também destaca que a presença dos candidatos nas ruas e seu desempenho nos debates da Band e da Globo podem influenciar os eleitores que ainda não consolidaram suas preferências.

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