sábado, 7 de novembro de 2026

Maranhão entra na lista dos moradores do campo que receberão moradias do Minha Casa, Minha Vida


O governo federal autorizou a contratação de 716 unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida Rural, que beneficiará agricultores familiares, trabalhadores rurais e famílias quilombolas de 12 municípios brasileiros.

As moradias integram o eixo Cidades Sustentáveis e Resilientes do Novo PAC [Programa de Aceleração do Crescimento], que reúne investimentos em habitação, saneamento, drenagem e mobilidade para melhorar a qualidade de vida da população. O programa amplia a presença em comunidades rurais, em que o acesso a uma moradia adequada se soma à permanência das famílias no território e à continuidade da produção agrícola. 

As 15 propostas contempladas estão distribuídas em três estados. O Maranhão concentra a maior parte dos atendimentos, com 620 moradias, seguido pelo Piauí, com 50 unidades, e pelo Rio Grande do Sul, com 46 unidades habitacionais. 

No Maranhão, serão beneficiados os municípios de Aldeias Altas, Caxias, Colinas, Dom Pedro, Matões, Mirador, Olho d’Água das Cunhas, Olinda Nova do Maranhão, Penalva e São João do Soter. No Piauí, a cidade contemplada é Coivaras e, no Rio Grande do Sul, Formigueiro. 

O perfil das entidades responsáveis pelas propostas mostra o alcance social dos investimentos. As associações quilombolas de Caxias (MA), Colinas (MA) e Formigueiro (RS) respondem por 146 das moradias autorizadas. Sindicatos de trabalhadores e trabalhadoras na agricultura familiar de Aldeias Altas, Dom Pedro, Penalva e Coivaras somam outras 300 unidades.

As propostas são apresentadas por entidades públicas ou por organizações privadas sem fins lucrativos. A Caixa Econômica Federal é responsável pela análise e pela operacionalização das contratações. Em todo o país, o Minha Casa, Minha Vida já ultrapassou 2,7 milhões de moradias entregues.

Da Agência Brasil

sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Prefeito culpa eleitores do município de Campestre do Maranhão pelo caos administrativo na cidade


O prefeito de Campestre do Maranhão, Fernando Bermuda, afirmou que o município poderá deixar de realizar o show de aniversário da cidade e a festa de Réveillon. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o gestor atribuiu a possível falta de recursos à derrota de deputados que classificou como seus principais apoiadores nas eleições.

Durante a gravação, o prefeito também alertou que serviços públicos poderiam ser interrompidos ou reduzidos. Ele mencionou possíveis dificuldades na oferta de medicamentos, atendimento médico e manutenção da infraestrutura urbana, associando eventuais problemas ao voto dos eleitores que escolheram outros candidatos.

“Show de aniversário da cidade já não terá mais. Praticamente, show da virada do ano também não, porque não temos recurso, porque os nossos deputados principais perderam”, declarou.

Na sequência, Fernando Bermuda citou situações que poderiam ocorrer no município, como falta de remédios, médicos e problemas nas ruas. Ao comentar essas possibilidades, responsabilizou os eleitores que votaram em outros candidatos.

“Quando chegar no hospital, lembre-se: se faltar algum recurso, faltar remédio, faltar médico, algum buraco na rua, o que faltar de saber sobre esse povo, foi o seu voto que contribuiu pra isso”, afirmou.

Na mesma fala, o gestor pediu que a população reflita sobre as escolhas políticas nas próximas eleições e alertou para a circulação de notícias falsas. Ele também mencionou a formação de grupos que, segundo sua avaliação, teriam interesse em assumir a administração municipal.

“Repense nas próximas para poder não cair em fake news, pois outros grupos estão aí se formando apenas para meter a mão na prefeitura e no seu bolso”, disse.

A declaração repercutiu pelo teor político e pela associação feita pelo prefeito entre o resultado das eleições e a possibilidade de cancelamento de eventos municipais e de dificuldades na prestação de serviços públicos.

Lula quer levar Brasil à condição de país desenvolvido em quatro anos



Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que tem pressa para, nos próximos quatro anos, transformar o Brasil em um país desenvolvido.

Na avaliação do presidente, as perspectivas do país são “extraordinárias”, especialmente nas áreas de energia renovável, minerais críticos e terras raras – potenciais que, segundo ele, representam fatores de atração para investimentos produtivos.

As declarações foram dadas nesta sexta-feira (6) durante reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), quando defendeu que o país aproveite as vantagens competitivas brasileiras para acelerar o desenvolvimento econômico e social do país.

“Eu quero, em apenas quatro anos, tirar o Brasil do estágio de país em desenvolvimento e colocá-lo no estágio de país desenvolvido”, afirmou.

Segundo Lula, o avanço do chamado Mapa do Caminho para a transição energética demonstra que metas inicialmente tratadas como inviáveis podem ser alcançadas quando há decisão política e capacidade de articulação.

“Vocês sabem que na minha vida não existe a palavra impossível”, disse o presidente ao lembrar que a proposta enfrentou resistência de países produtores de petróleo durante a COP30, mas acabou avançando a partir da atuação brasileira.

O documento ao qual o presidente se referiu orienta a implementação de compromissos climáticos para transição dos combustíveis fósseis e para reversão do desmatamento e da degradação florestal.

Energia limpa

Lula destacou também as oportunidades ligadas à geração de energia limpa. Ao mencionar o interesse internacional por data centers, afirmou que o governo quer atrair investimentos, mas exigirá que os empreendimentos produzam a própria energia consumida.

Esses contextos, segundo ele, mostram que o Brasil vive um momento excepcional e que “poucos países têm as perspectivas de futuro, no curto, médio e longo prazo, que o Brasil tem”.

Lula associou o futuro econômico do país à produção de energia limpa, atração de data centers e agregação de valor aos recursos naturais.

“Quem vier investir construa a sua própria energia. Não vai ser a energia do povo que vai ser utilizada para data center”, afirmou.

Congresso

Lula atribuiu parte dos resultados de seu governo à capacidade de articulação política. Segundo ele, avanços importantes foram obtidos mesmo sem que o governo tivesse maioria no Congresso Nacional.

“Conseguimos esse sucesso todo num Congresso teoricamente adverso”, disse ao afirmar que a aprovação de medidas econômicas e estruturais decorreu de “competência de negociação, capacidade de persuasão e capacidade de fazer entendimento”.

Responsabilidade fiscal

Ao abordar a situação das contas públicas, Lula disse que assumiu o governo com déficit fiscal de 2,8% e disse que sua gestão apresenta agora um orçamento superavitário.

Ele garantiu que manterá uma política de responsabilidade fiscal combinada com responsabilidade social, sem reduzir investimentos voltados à população mais pobre.

Lula ressaltou que o ajuste fiscal não será feito às custas da população de menor renda.

“A única coisa que ele [o mercado] tem que saber é que o pobre não pagará a conta. Não levaremos o povo pobre a nenhum sacrifício”, disse.

Na avaliação do presidente, a responsabilidade fiscal não impede a contratação de financiamentos para investimentos estruturantes.

“Ninguém pode gastar mais do que tem. Agora, se a gente quiser construir um ativo novo, você pode fazer dívida, mas para construir um patrimônio para esse país. Uma ferrovia, uma estrada, uma ponte, um aeroporto. Você pode fazer uma dívida desde que você possa pagar”, argumentou.

Para o presidente, a combinação entre responsabilidade fiscal, investimentos produtivos, transição energética e política social cria uma oportunidade histórica para acelerar o desenvolvimento brasileiro.

Alunos da Creche-Escola Sementinha apresentam trabalhos sobre “Curiosidades que mudaram a história”


A Creche-Escola Sementinha realizou, nesta sexta-feira (6), a 19ª edição da Mostra Cultural, com o tema “Curiosidades que mudaram a história”. A programação teve início às 8h, no Ginásio da instituição, e contou com a participação do Grupo de Esposas de Deputados do Estado do Maranhão (Gedema) e da Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema).

O evento reuniu alunos do maternal ao 5º ano, que apresentaram trabalhos sobre descobertas e invenções que transformaram a humanidade e contribuíram para mudar a maneira como as pessoas vivem, se comunicam, se alimentam e compreendem o mundo.

A iniciativa proporcionou aos estudantes a oportunidade de compartilhar os conhecimentos adquiridos em sala de aula, por meio de atividades e apresentações que estimularam a criatividade, a pesquisa e a troca de experiências entre os alunos, professores e familiares.

A diretora pedagógica da Creche-Escola Sementinha, Cynthia Vieira, destacou a importância da Mostra Cultural para o desenvolvimento dos estudantes e ressaltou o empenho de toda a equipe na preparação do evento.

“Esse é um momento muito especial, porque permite que nossos alunos apresentem o que aprenderam, compartilhem seus conhecimentos com os colegas e mostrem às suas famílias o resultado de todo esse processo. É uma atividade que exige dedicação e envolvimento de todo o corpo pedagógico, que trabalha com muito carinho para proporcionar essa experiência às crianças”, destacou.

Aprendizado e conscientização

Além das apresentações, os alunos receberam a visita do Zé Gotinha, personagem símbolo das campanhas de vacinação no Brasil. Durante a participação, ele transmitiu uma mensagem sobre a importância da imunização, especialmente na infância, reforçando a necessidade de manter a vacinação em dia como forma de prevenir doenças e proteger a saúde.

Para a aluna Anita, do 5º ano, a Mostra Cultural representa uma oportunidade de mostrar, na prática, o que é desenvolvido na escola. “É muito importante participar desse momento, porque podemos apresentar aos nossos colegas e às nossas famílias tudo o que aprendemos em sala de aula. É uma experiência muito legal poder compartilhar nossos trabalhos”, afirmou.

A 19ª Mostra Cultural reafirma o compromisso da Creche-Escola Sementinha com uma educação que valoriza o conhecimento, a criatividade e a participação dos estudantes, incentivando o aprendizado por meio de experiências que aproximam a escola das famílias.

Ministério da Saúde vai comprar até 20 mil doses da vacina contra mpox


O Ministério da Saúde vai adquirir até 20 mil doses da vacina contra a mpox para reforçar o estoque do imunizante no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a pasta, a compra tem caráter preventivo e estratégico.

A mpox é uma doença viral zoonótica anteriormente conhecida como varíola dos macacos. Os sintomas costumam durar de duas a quatro semanas e incluem erupções cutâneas, febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios e fraqueza.

As erupções na pele começam como manchas, viram bolhas e formam crostas, frequentemente no rosto, mãos, pés, boca e região genital.

Segundo o Ministério da Saúde, a maioria dos casos apresenta evolução leve a moderada.

Cenário epidemiológico

Em 2026, o Brasil confirmou 665 casos de mpox, número 94% inferior ao registrado em 2022, quando houve mais de 10 mil ocorrências.

Mesmo com essa redução, o número de casos mantém a necessidade de vigilância e de disponibilidade de imunizantes para atender às demandas identificadas nos estados.

A estratégia nacional de vacinação prioriza pessoas vivendo com HIV/aids com contagem de linfócitos CD4 inferior a 100 células/mm³, grupo com maior risco de desenvolver formas graves da doença. 

A orientação é que essas pessoas procurem os centros de referência onde já realizam acompanhamento para cadastro e posterior agendamento da vacinação.

Também podem receber doses remanescentes pessoas vivendo com HIV/aids com CD4 inferior a 200 células/mm³, usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) e profissionais de laboratório que manipulam amostras de mpox.  

O esquema vacinal é de duas doses, com intervalo de 28 dias. 

Transmissão

O vírus causador da doença pode ser transmitido principalmente por contato direto com:

  • Lesões ou erupções na pele de pessoa infectada;
  • Secreções corporais (pus, sangue das lesões, saliva);
  • Objetos contaminados (roupas, toalhas, lençóis, utensílios).

Também é possível contrair a mpox por meio do contato próximo e prolongado com secreções respiratórias de uma pessoa infectada.

Vigilância

O monitoramento epidemiológico é realizado em parceria com as secretarias estaduais e municipais de saúde.

As medidas incluem identificação e notificação de casos suspeitos, investigação epidemiológica, diagnóstico laboratorial, isolamento das pessoas infectadas e identificação e orientação de contatos. 

Pessoas com sintomas compatíveis com mpox, como lesões ou erupções na pele, devem procurar um serviço de saúde para avaliação.

Durante o atendimento, os profissionais investigam possíveis exposições, orientam sobre os cuidados necessários e, quando indicado, realizam a coleta de amostras para diagnóstico laboratorial. 

Quem teve contato próximo com pessoas com suspeita ou confirmação da doença também deve procurar um serviço de saúde para avaliação do risco de exposição. 

É recomendada vacinação pós-exposição preferencialmente nos primeiros quatro dias após o contato, mas a aplicação também pode ser realizada em até 14 dias. Nesse intervalo, a efetividade para evitar a infecção é menor, mas a imunização pode contribuir para reduzir o risco de evolução para formas graves. 

Da Agência Brasil

Lula vai criar Ministério da Segurança Pública com Medida Provisória


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (5), que vai criar o Ministério da Segurança Pública por meio de uma Medida Provisória (MP). Lula defende essa ideia desde fevereiro, e ganhou força durante a campanha eleitoral. A criação do ministério é para ampliar o combate às ações das organizações criminosas.

A afirmação de Lula foi feita durante uma live com o deputado federal André Janones (Rede-MG). Lula celebrou a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, ocorrida na última terça-feira (3), no Senado, e afirmou que a MP do novo ministério será o próximo passo.

“Alcolumbre cumpriu com a palavra dele e botou para votar a PEC da Segurança Pública. E foi aprovada por 73 votos. Agora, amanhã já vamos fazer a primeira discussão porque eu vou mandar a Medida Provisória criando o Ministério da Segurança Pública, discutindo dinheiro para a gente investir”.

A proposta para o setor visa o fortalecimento do Programa Brasil contra o Crime Organizado, lançado em maio deste ano. No âmbito do programa, Lula pretende avançar no enfrentamento ao tráfico de armas, munições, acessórios e explosivos; asfixiar financeiramente o crime organizado e as milícias, fortalecer a segurança nos presídios, entre outras providências.

A ideia de Lula ao criar o ministério é colocar a nova pasta para coordenar, em articulação com estados e municípios, a execução das políticas nacionais de segurança pública. Além disso, fortaleceria a integração entre União, estados e municípios no enfrentamento às organizações criminosas.

Medida Provisória

As MPs são normas com força de lei, enviadas pelo presidente da República para análise do Congresso Nacional. A regra é que a MP seja editada em situações de relevância e urgência.

Assim que é editada, a MP já produz efeito jurídico imediato. Ou seja, o ministério passa a existir oficialmente assim que a MP é assinada. Mas, para se converter em lei e se tornar permanente precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.

O prazo de vigência da MP é de 60 dias, prorrogados automaticamente por igual período se a votação no Congresso não tiver sido concluída.

Da Agência Brasil

Comissão de Saúde da Alema analisa relatórios quadrimestrais da Secretaria de Saúde


A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Maranhão se reuniu, na última quarta-feira (4), na Sala das Comissões, para analisar o relatório detalhado dos dois quadrimestres anteriores do exercício de 2026, apresentado pela secretária de Estado da Saúde, Liliane Neves Carvalho, acompanhada de secretários-adjuntos da pasta.

A audiência, presidida pelo deputado Arnaldo Melo (MDB), contou com a presença dos parlamentares Adelmo Soares (Republicanos) e Júlio Mendonça (PSB), e de servidores estaduais. O encontro foi uma oportunidade para que os deputados conhecessem e avaliassem os dados apresentados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), incluindo informações sobre ações desenvolvidas, serviços ofertados, investimentos realizados e resultados alcançados pela gestão estadual.

“Foi uma oportunidade de vermos que os números da saúde no Maranhão melhoraram e que o governo investiu nessa área para melhorar os indicadores. Vimos que o governador Carlos Brandão investiu, principalmente, em setores críticos da saúde, como nos centros de hemodiálise, oftalmologia e muitas outras áreas. Nós temos a certeza de que o Maranhão teve ganhos na assistência à saúde e na assistência hospitalar”, disse Arnaldo Melo.

Durante a apresentação, a secretária destacou avanços em diferentes áreas, entre eles os serviços de transplantes de órgãos e tecidos, além do volume de atendimentos, procedimentos, exames e demais ações efetivamente realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Maranhão.

Ela também falou sobre investimentos feitos em mutirões e programas sociais, bem como sobre o esforço do governo estadual na implantação de centros de hemodiálise.

Entre as ações destacadas estão a entrega de 35 ambulâncias, a inauguração da Policlínica de Coelho Neto, os centros de hemodiálise de Paço do Lumiar e Barra do Corda e a Oficina Ortopédica do Maranhão.

Liliane Neves Carvalho também chamou a atenção para a redução da taxa de mortalidade materna, que chegou a aproximadamente 43,5% no período compreendido entre 2021 e 2026. A gestora ainda detalhou iniciativas como a entrega de ambulâncias e a realização de congressos voltados à área da saúde.

“O balanço é muito positivo. Foram muitas entregas durante o ano de 2026 e temos a certeza de que a população teve uma boa assistência em saúde. Destaco a expansão da rede de hemodiálise, assim como o trabalho realizado na área de transplantes. Aliás, esta semana, fixemos uma captação de múltiplos órgãos no interior do Estado, os quais salvarão vidas de quem está na fila aguardando transplantes”, finalizou a secretária Liliane Neves Carvalho.

Dino marca audiência de conciliação sobre fim da escala 6x1


O ministro Flávio Dino, Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira (5) convocar uma audiência de conciliação para tratar das ações que contestam o fim da escala de trabalho 6x1.

A audiência foi marcada para 10 de novembro, às 14h, na Primeira Turma do Supremo.

Dino também determinou que entidades que representam empregadores e empregados sejam intimadas para participar da reunião. 

Também foi concedido prazo de cinco dias para a Advocacia-Geral da União (AGU), a Procuradoria-Geral da República (PGR), a Câmara dos Deputados e o Senado se manifestarem sobre o tema.

Flávio Dino é relator das ações em que a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) acionaram o Supremo para suspender o fim da escala 6x1.

A CNC pretende adiar o início da redução das horas de trabalho para outubro de 2027. Já a CNI, pede a prorrogação do prazo por um ano. A nova jornada entra em vigor em 15 de dezembro deste ano. 

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Fim da escala 6x1

Em uma decisão histórica, o Senado Federal aprovou no mês passado o fim da escala 6x1 de trabalho. Com isso, o trabalhador passa a ter dois dias por semana de descanso remunerado, em jornada máxima de 5x2, sem redução salarial. Além disso, a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais terá uma regra de transição de 14 meses.

A medida foi aprovada, na ocasião, com votos da base governista e da oposição. O texto já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados.

O fim da escala foi celebrado por entidades representativas dos trabalhadores. Para a categoria, a nova jornada permitirá ao trabalhador ter maior contato com a família e poder se dedicar a outras atividades e estudo.

Uma pesquisa realizada em fevereiro deste ano pela Nexus mostrou que 73% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6x1. 

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, informou que um decreto para regulamentar o funcionamento da escala deve sair na próxima segunda-feira (9). O texto estabelecerá diretrizes para a organização das jornadas e garantir pelo menos oito folgas por mês aos trabalhadores. 

Segundo Marinho, o decreto terá como objetivo coordenar a adoção das diferentes escalas de trabalho nos setores econômicos, sem comprometer os direitos dos empregados nem o funcionamento das empresas.

Da Agência Brasil

Lula quer “economia arrumada” para atrair investimentos


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quinta-feira (5), que o Brasil precisa ter uma “economia arrumada” para atrair novos investimentos. Durante a reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, o presidente reeleito no dia 25 de outubro reforçou que o Brasil precisa ter responsabilidade jurídica e fiscal.

Lula discorreu sobre como manter a economia previsível para os mercados, para que outros países se sintam seguros de investir no Brasil. 

“Para a gente atrair [investidores], temos que ter uma economia arrumada. Ninguém vai fazer investimento numa economia desordenada. As pessoas querem saber se nós estamos falando sério”, disse.

O presidente afirmou que não deseja que o Estado “seja o senhor supremo da exploração, da transformação, da industrialização”, referindo-se às terras raras e minerais críticos.

“Nós queremos construir parceria, precisamos aprender. Precisamos construir com outros países que queiram participar conosco do processo de transformação e exploração dessa riqueza. Se a gente quiser atrair capital, temos que ter seriedade”, disse.

Ao mesmo tempo que fez um aceno ao mercado financeiro, indicando uma política econômica austera e com equilíbrio nas contas públicas, também fez uma reverência aos mais de 64 milhões de eleitores que garantiram seu quarto mandato, lembrando da mobilização da população nas urnas e nas ruas para reelegê-lo.

“Quem ganhou essa eleição não foi um partido nem um candidato. Quem ganhou essa eleição foi o povo brasileiro que acordou para não permitir que o país caísse num abismo de incerteza”, disse o presidente, lembrando dos jovens que foram às ruas para uma série de atos de apoio à sua reeleição e do esforço dos idosos para votar, mesmo doentes ou com dificuldade de locomoção.

“Precisamos provar ao voto do dia 25 de outubro que valeu a pena o povo brasileiro fazer o que fez nas ruas, nas redes, e os nossos velhinhos que fizeram o sacrifício que fizeram para votar num projeto que pode dar dignidade de decência a esse país chamado Brasil”.

Da Agência Brasil

quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Entenda a diferença entre o voto proporcional e o voto distrital misto


Lucas Pordeus León - repórter da Agência Brasil

Três dias após o segundo turno das eleições, lideranças de partidos do chamado Centrão na Câmara dos Deputados apresentaram uma proposta para a adoção do voto distrital misto na escolha de membros das casas legislativas, com exceção do Senado.

A mudança faria com que a eleição de deputados e vereadores no Brasil deixasse de ser feita pelo sistema proporcional de votação.

Atualmente, os brasileiros elegem os deputados da Câmara federal, das Assembleias Legislativas estaduais e distrital e os vereadores das Câmaras Municipais por meio do sistema proporcional.

A exceção no Poder Legislativo é o Senado, que adota o sistema majoritário de votação, semelhante ao usado para escolher prefeitos, governadores e presidente.

Proposta de Emenda à Constituição

Liderados pelo presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), partidos como PP, PSD, União Brasil, Podemos e PSB querem aprovar a alteração em uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) ainda neste ano.

O novo sistema contaria com uma regra de transição para as eleições de 2030 e seria plenamente implementado na eleição de 2034.

Hugo Motta afirmou que buscaria a federação do PT, PCdoB e Rede, além do PL e do Novo, para discutir o tema.

Sistema proporcional

No sistema usado hoje, o eleitor pode votar no partido ou no candidato nas eleições para deputado estadual, distrital, federal e vereador.

São eleitos os mais votados por legenda ou federação, quando os partidos se reúnem dessa forma, de acordo com o chamado quociente eleitoral.

Esse quociente é definido após o fechamento das urnas, com a divisão do número de votos válidos pela quantidade de vagas disputadas.

Ou seja, se determinada Assembleia Legislativa tem 100 vagas e foram computados 1 milhão de votos válidos, o quociente eleitoral será de 10 mil votos naquela eleição.

Em seguida, verifica-se quantos votos cada partido ou federação conquistou. Se determinado partido X teve 50 mil votos, ele terá direito a cinco cadeiras, porque somou votos equivalentes a cinco quocientes eleitorais.

Portanto, os cinco candidatos mais bem votados dentro da legenda X são eleitos, ainda que o quinto mais votado tenha, individualmente, menos votos que outros candidatos.

Entenda na prática

Por exemplo, o candidato fictício João teve 5 mil votos pelo partido X, que ficou com cinco cadeiras. João foi eleito porque foi o quinto mais votado na legenda.

Por outro lado, o candidato fictício José teve 6 mil votos no partido Y, que conquistou apenas duas cadeiras, uma vez que a legenda recebeu 20 mil votos no total, ou seja, somou dois quocientes eleitorais de 10 mil cada.

Como José foi o terceiro mais votado do partido Y, ele fica de fora da Assembleia, ainda que tenha tido mais votos que o candidato João do partido X.

O sistema proporcional foi concebido para privilegiar os programas partidários, e não apenas as candidaturas individuais. Ou seja, quando um eleitor escolhe um candidato que não teve votos suficientes para se eleger, seu voto será usado para atingir o quociente eleitoral do partido.

Assim, o voto não é “desperdiçado” e serve para ajudar a eleger outro candidato da mesma sigla ou federação que, em tese, defende propostas semelhantes.

'Puxadores de voto'

Outra regra importante do sistema eleitoral atual é que só podem ser eleitos os candidatos com, no mínimo, 10% do quociente eleitoral. Essa regra foi criada em 2015, para evitar que candidatos com poucos votos fossem eleitos pegando carona nos “puxadores” de votos.

A principal crítica ao sistema proporcional é que ele permite que pessoas com menos votos sejam eleitas no lugar de candidatos com mais votos, mas que estão em partidos ou federações com votação menos expressiva.

Outra crítica é que poucos candidatos muito bem votados conseguem “puxar” outros menos expressivos, ainda que esse efeito tenha sido minimizado com a adoção da regra que exige, no mínimo, 10% do quociente eleitoral para um candidato assumir uma vaga no Parlamento.



Sistema distrital misto

No sistema distrital misto proposto pelos partidos do Centrão da Câmara, as vagas de determinada Câmara ou Assembleia Legislativa serão divididas em dois modelos distintos, por isso o termo “misto”.

No caso hipotético de uma Assembleia com 100 cadeiras, 50 deputados seriam escolhidos pelo modelo distrital, e os outros 50, pelo modelo de lista partidária fechada.

Cada eleitor teria direito a dois votos, um depositado no modelo distrital e outro no modelo de lista partidária.

Voto distrital

No distrital, a unidade da federação seria dividida em distritos, e, em cada um deles, seria eleito apenas o mais votado. No exemplo hipotético em que há 50 vagas distritais, haveria 50 distritos, e quem obtivesse a maioria dos votos em cada território seria eleito.

Nesse caso, os votos dos demais eleitores, concedidos aos candidatos derrotados, não poderiam ser aproveitados pela legenda ou federação para calcular o quociente eleitoral.

Uma das principais críticas ao sistema distrital é que ele prejudica votos de minorias. Por exemplo, se o eleitor vive em um distrito majoritariamente conservador, o voto dessa pessoa não poderia ser usado para ajudar a eleger um candidato progressista e vice e versa.

Outra crítica ao distrital é em relação aos limites dos distritos. Não está claro ainda como serão desenhados esses distritos, ou quais serão seus limites territoriais de cada área usada para eleger um parlamentar.

Nos Estados Unidos (EUA), é comum o partido no poder em determinado estado mudar os limites dos distritos para favorecer seus candidatos, prática conhecida como gerrymandering ou “manipulação eleitoral”.

Uma das vantagens apontadas para esse modelo é que as campanhas seriam mais baratas, já que os candidatos atuariam apenas no distrito e não no estado inteiro. Além disso, os defensores afirmam que o modelo aproxima mais o político das populações que o elegeram.  

 

Lista partidária

Além do voto distrital, o modelo proposto inclui o voto partidário em lista fechada, em que o eleitor vota em determinado partido ou federação e não em um candidato.

Nesse caso, os partidos elaboram a lista de candidatos de acordo com prioridades definidas internamente.

Por exemplo, o partido X elabora sua lista com 10 candidatos e recebe votos suficientes para eleger cinco candidatos. Serão eleitos, então, os cinco primeiros da lista, e não os mais votados individualmente, como é atualmente pelo sistema proporcional em lista aberta.

O modelo de lista fechada é defendido por fortalecer o partido e, em tese, o programa partidário, em detrimento dos indivíduos.

A principal crítica é que o modelo fortalece as lideranças que controlam a máquina do partido e poderão definir os primeiros colocados da lista que vai a votação. 

Regras podem mudar

Foram considerados para essa reportagem o Projeto de Lei (PL) nº 86 de 2017, do então senador José Serra (PSDB-SP), e o PL 345 de 2017, do senador Eunício Oliveira (MDB-CE).  

Aprovados no Senado em 2017, ambos podem servir de base para a proposta costurada pelo Centrão na Câmara dos Deputados neste final de 2026.

Apesar disso, pode haver mudanças, uma vez que o parecer do projeto ainda não foi divulgado.

Alcolumbre retira maioridade penal da pauta do Senado e vai aguardar Câmara


O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), retirou da pauta desta quarta-feira (4) a proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 anos para 16 anos.

Alcolumbre disse que atendeu a um pedido do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Agora, caberá à Câmara dos Deputados debater o tema em uma comissão especial.

"Vou aguardar a Câmara dos Deputados", disse Alcolumbre, ao ressaltar que o compromisso é de que o texto seja votado na Casa ainda em novembro. "Quando chegar aqui, nós vamos votar", completou.

A articulação envolveu a retirada da discussão sobre a redução da maioridade penal do texto da PEC da Segurança Pública (PEC18/2025), que foi aprovada ontem (3). A oposição queria incluir a questão da redução da maioridade na PEC, mas o presidente do Senado decidiu separar o tema, abordado em duas emendas dos senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Camilo Santana (PT-CE).

"Na condição de presidente do Senado, preciso compreender que a ponderação [de Motta] foi razoável. Eu preciso tentar, da melhor maneira possível, manter uma relação pacífica, cuidadosa e atenciosa a uma demanda do presidente da Câmara dos Deputados", reiterou.

Propostas

O tema agora está em discussão em três propostas. Na proposta do senador Camilo Santana (PEC 20/2026), a maioridade penal passaria para os 16 anos nos casos de crimes hediondos. Para os demais crimes, continuaria aos 18 anos.

A proposta de autoria do senador Rogério Marinho (PEC 19/2026) defende reduzir a maioridade penal para 16 anos, como regra geral, e para 14 anos nos casos de crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e participação em organizações criminosas.

Já a o texto em discussão na Comissão Especial da Câmara dos Deputados (PEC 32/2015) estabelece a maioridade penal e civil aos 16 anos de idade. A proposta está sendo analisada pela comissão junto com outras PECs sobre o mesma tema.

Da Agência Brasil

quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Assédio eleitoral supera 7 mil denúncias, aponta Ministério do Trabalho


O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) já recebeu mais de 7 mil denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho. Diante do aumento dos relatos, o ministro Luiz Marinho fez um apelo nesta quarta-feira (4) a empresários que tenham ameaçado ou demitido funcionários por razões políticas, que recuem e se retratem publicamente.

“Aproveito para me dirigir a todos que ainda pensam em fazer esse tipo de bobagem, recuem”, afirmou o ministro em entrevista coletiva para explicar os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Marinho reiterou que a intenção do governo não é punir empregadores preventivamente, mas assegurar que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados. 

Para empresários que cogitaram dispensar funcionários em razão do resultado eleitoral, ele sugeriu uma retratação nas redes sociais.

“Para quem eventualmente pensou em demitir alguém por causa do resultado eleitoral, faça o seu recuo tático e se desculpe nas redes. Está tudo certo. Não precisaremos punir ninguém por isso. Mas a punição será, se demitiu por questões políticas, será severamente punido”, declarou.

Denúncias

O volume de denúncias de assédio eleitoral quase dobrou na semana seguinte ao segundo turno das eleições presidenciais. Depois da divulgação do resultado, circularam nas redes sociais listas de boicote a estabelecimentos comerciais e publicações que incentivaram a demissão de trabalhadores por suas preferências políticas.

Até 31 de outubro, o Ministério do Trabalho havia formalizado 4.305 denúncias. Nesta quarta-feira, Marinho informou que o total ultrapassa 7 mil notificações.

O ministro, no entanto, ponderou que nem todos os relatos correspondem necessariamente a situações concretas de assédio.

“Evidentemente, tem que separar o que é denúncia e o que é encher linguiça. É quase como chamar o bombeiro quando não se tem incêndio. Das 7 mil, não sei qual é a proporção de denúncias que são reais e concretas”, esclareceu.

As ocorrências são analisadas pela Auditoria Fiscal do Trabalho. O número de notificações, portanto, não significa que todos os casos tenham sido comprovados.

Punições

A legislação brasileira proíbe a discriminação de trabalhadores por convicções políticas. Empregadores que adotem práticas desse tipo podem ser responsabilizados.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) pode recomendar que o responsável interrompa a conduta ilícita e se retrate publicamente em até 24 horas. Também pode exigir o pagamento de indenizações por danos morais individuais ou coletivos.

Em casos de demissão discriminatória, o trabalhador pode optar pela reintegração ao emprego, com pagamento dos salários referentes ao período de afastamento, ou pelo recebimento em dobro da remuneração correspondente ao intervalo.

A empresa também pode ficar sujeita a multa equivalente a dez vezes o maior salário pago, com acréscimo de 50% em caso de reincidência. Além disso, pode ser proibida de obter empréstimos e financiamentos em instituições financeiras oficiais.

Da Agência Brasil

Progressistas e minorias renovam democratas em vitória sobre Trump



Lucas Pordeus León - repórter da Agência Brasil

A vitória democrata nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, as Midterms, foi marcada por lideranças jovens, de minorias étnicas ou religiosas e com discurso progressista.

Esse retrato renova a imagem que saiu desgastada da derrota para Donald Trump em 2024, quando o partido estava fortemente associado às elites econômicas e era criticado por um suposto abandono das pautas dos trabalhadores norte-americanos.

Em entrevista à Agência Brasil, o doutor em ciência política Juliano Machado Pires atribuiu a avaliação ruim que o Partido Democrata tinha, em 2024, à decepção com o governo de Barack Obama (2009-2017).

“A população tinha muitas expectativas com o governo Obama. Com a crise dos bancos, em 2008, Obama salvou os bancos, mas não salvou a hipoteca da população. Uma parcela das pessoas se sentiu traída e ficou com a sensação de que os dois partidos davam no mesmo na hora de proteger os direitos econômicos das pessoas”, explicou.

A professora de relações internacionais Camila Vidal, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), destacou que o pleito de 2026 elegeu um número expressivo de democratas que são de fora da “elite” da legenda.

“São indivíduos que têm uma agenda muito mais progressista, em alguns casos até socialista, enfatizando melhores condições de vida para a classe trabalhadora, saúde universal e gratuita para todos”, comentou à Agência Brasil.

O resultado fez o Partido Democrata eleger senadores e deputados em estados e distritos onde perdeu sucessivas eleições nos últimos anos, como o Texas. Com isso, tanto o Senado quanto a Câmara passaram a ser majoritariamente ocupados pela oposição à Donald Trump, do Partido Republicano.

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