segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Lula critica debate na Band: ”eu me senti muito incomodado de debater com miliciano”


Brasil 247 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez duras críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após o debate presidencial realizado pela TV Bandeirantes no domingo (18). 

Em vídeo divulgado nesta segunda-feira (19) em seu canal no WhatsApp, Lula afirmou ter se sentido incomodado ao enfrentar o adversário, a quem chamou de “miliciano” e acusou de recorrer a mentiras durante o confronto eleitoral.

“Eu me senti muito incomodado em participar de um debate com o miliciano, uma pessoa desqualificada, e que não é possível tirar dele uma única meia verdade, porque ele foi preparado para mentir, foi preparado para desrespeitar a sabedoria do povo brasileiro. O povo brasileiro não merece isso”, declarou o presidente.

Antes de criticar Flávio Bolsonaro, Lula ressaltou sua experiência em negociações e debates com lideranças políticas nacionais e internacionais. O presidente citou encontros com dirigentes como Donald Trump, George W. Bush, Bill Clinton, Barack Obama, Vladimir Putin e Emmanuel Macron para contrastar sua trajetória com a experiência do adversário.

“Eu já conversei com muita gente, já negociei com muita gente, já debati com muita gente”, afirmou.

Pagamentos de outubro do Bolsa Família começaram nesta segunda e seguem na terça


Os pagamentos do Bolsa Família, referentes ao mês de outubro, começaram a ser feitos nesta segunda-feira (19), quando recebem os beneficiários com NIS terminado em 1. Na terça-feira (20), será a vez de quem tem NIS terminado em 2.

De acordo com a Secretaria de Comunicação Social (Secom), os demais pagamentos do mês serão unificados a partir de quarta-feira (21) como medida preventiva para mitigar os efeitos do super El Niño sobre as famílias classificadas como mais vulneráveis.

Com isso, o calendário será unificado na próxima quarta-feira, quando ocorrem os pagamentos de beneficiários com NIS terminado em 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 0.

Em nota, a pasta reforçou que o formato de pagamento unificado valerá também para os meses de novembro e dezembro, considerados períodos críticos do El Niño.

Dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome indicam que, nos meses de agosto e setembro de 2026, foram registrados 518 reconhecimentos federais de situação de emergência e estado de calamidade pública – mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano passado (253).

A alta, segundo a Secom, foi causada, sobretudo, pelas tempestades no Sul: chuva, granizo, vendaval e inundações foram responsáveis por 272 reconhecimentos este ano, contra 81 em 2025. O aumento também foi percebido no semiárido, onde reconhecimentos por estiagem e seca saltaram de 172 para 239.

A unificação de pagamentos do Bolsa Família já ocorreu em outros momentos emergenciais, como nas enchentes registradas no Rio Grande do Sul em 2024. À época, o pagamento foi unificado para 497 municípios gaúchos, que puderam acessar o benefício no primeiro dia do calendário.

“A unificação do calendário amplia a capacidade das famílias beneficiárias de se prepararem para os efeitos da seca, da escassez hídrica, das inundações e das interrupções no abastecimento”, avaliou a Secom no comunicado, citando a medida como “instrumento de proteção social adaptativa”.

Situação de emergência

Beneficiários que vivem em municípios que já estão em situação de emergência ou em estado de calamidade pública reconhecidos pelo governo federal vão receber o pagamento de forma unificada já nesta segunda-feira, primeiro dia do calendário.

Para receber o benefício, as famílias devem manter o Cadastro Único (CadÚnico) atualizado, atender aos critérios do programa e cumprir condicionalidades de saúde e de educação, como frequência escolar de crianças e adolescentes, vacinação em dia e acompanhamento pré-natal das gestantes.

Da Agência Brasil

Fim da 6x1: Flávio justifica mudança e Lula diz que rival nunca trabalhou


O senador Flávio Bolsonaro (PL) justificou sua mudança de posicionamento sobre o fim da escala 6x1 durante o debate presidencial da Band, neste domingo (18). O candidato afirmou que passou a apoiar a redução da jornada de trabalho após ouvir trabalhadores em viagens pelo país. 

Em resposta, o presidente Lula (PT) acusou o adversário de desconhecer a realidade da população e afirmou que ele "nunca trabalhou".

Flávio havia criticado anteriormente a proposta de acabar com a escala de seis dias de trabalho para um de descanso, classificando a medida como eleitoreira. Na quarta-feira (14), porém, votou favoravelmente à proposta de emenda à Constituição (PEC) no Senado.

Durante o debate, o senador afirmou que mudou de opinião depois de conversar com trabalhadores favoráveis à ampliação do descanso semanal.

"Eu sou uma pessoa que, se for convencida, posso melhorar a minha opinião, se isso for melhor também para os cidadãos brasileiros."

Lula reagiu às declarações do adversário e questionou sua experiência com a realidade dos trabalhadores brasileiros.

"Ele conhece ônibus por literatura, porque ele nunca entrou no ônibus. Ele conhece trabalhador por literatura, porque ele nunca conversou com trabalhador. Aliás, ele nunca trabalhou."

Com informações do Congresso em Foco 

Eleições: quem não votou no primeiro turno pode participar do segundo


O eleitor que não votou no primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, em 4 de outubro, pode participar normalmente do segundo turno, marcado para o próximo domingo, 25 de outubro.

A ausência na primeira etapa não impede a participação na segunda fase, desde que a situação eleitoral esteja regular. Isto porque cada turno é considerado uma eleição independente.

O eleitor tem até 60 dias, após cada turno, para apresentar a justificativa de ausência no dia de cada pleito. Clique aqui e saiba como justificar.

O primeiro turno das Eleições de 2026 registrou um recorde de 33,4 milhões de eleitores ausentes, o que representa 21,08% do eleitorado.

Cargos em disputa

Os eleitores de todo o país escolherão o próximo presidente da República e os governadores de cinco estados, mais o Distrito Federal, onde também haverá segundo turno, pois nenhum dos candidatos obteve 50% dos votos mais 1. Haverá segundo turno no Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins.

Vale lembrar que o trabalhador que deixou de votar porque está escalado ou cumprirá expediente não pode ser impedido de exercer seu direito ao voto no próximo domingo (25).

O empregador deverá organizar a jornada para permitir que o trabalhador tenha tempo para o deslocamento até a seção eleitoral, entre 8h e 17h, no horário de Brasília.

Voto em trânsito

Mais de 314,5 mil pessoas solicitaram à Justiça Eleitoral para votar no segundo turno das eleições, ou seja, poderão votar fora do domicílio eleitoral em locais definidos pelos tribunais regionais eleitorais (TREs).

A modalidade estará disponível nas capitais e nos municípios com eleitorado superior a 100 mil pessoas, em seções destinadas para esse fim.  

Quem estiver em trânsito dentro da mesma unidade da Federação do domicílio eleitoral poderá votar para os dois cargos (presidente e governador).

A consulta ao local de votação deve ser feita pelo aplicativo e-Título ou pela internet, via Autoatendimento Eleitoral.

Ausência justificada 

Nas eleições de 2026, o prazo para justificar a ausência no primeiro turno termina no dia 3 de dezembro. Se o eleitor não votar no 2º turno, terá até 8 de janeiro de 2027 para apresentar a justificativa.

O procedimento pode ser feito pelo aplicativo e-Título, disponível para smartphone e tablets, pelo Autoatendimento Eleitoral, disponível nos portais da Justiça Eleitoral, ou presencialmente, em um cartório eleitoral.

Após a eleição, o requerimento deve ser acompanhado de documentos que comprovem o motivo da ausência, para análise da justiça eleitoral.

Com informações da Agência Brasil

Eleição entre Lula e Flávio Bolsonaro segue indefinida e pode ser decidida por 7% dos eleitores, diz Datafolha


Brasil 247 – A eleição entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) permanece indefinida a menos de dez dias do segundo turno, marcado para 25 de outubro. A decisão poderá ficar nas mãos de uma parcela de apenas 7% do eleitorado, formada por brasileiros que ainda admitem mudar de voto. 

A avaliação é de Luciana Chong, diretora do Datafolha, em entrevista publicada pelo jornal Valor Econômico, na qual analisa as tendências da disputa, os efeitos da polarização e as possibilidades de crescimento dos dois candidatos.

Com mais de 30 anos de experiência no instituto, Chong afirma que a eleição deverá ser apertada e ressalta que os indicadores tradicionais de aprovação e rejeição já não são suficientes para determinar o comportamento dos eleitores. 

A pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (15) mostrou Flávio Bolsonaro com 47% das intenções de voto totais, contra 45% de Lula, configurando empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

A composição desse grupo indica que fatores econômicos, propostas sociais, debates e mobilização política podem ter relevância para a decisão final.

A diretora do Datafolha também destaca que a presença dos candidatos nas ruas e seu desempenho nos debates da Band e da Globo podem influenciar os eleitores que ainda não consolidaram suas preferências.

Lula cobra e Flávio Bolsonaro foge de perguntas sobre Vorcaro, patrimônio e pandemia em debate


Do ICL Notícias

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrou explicações de Flávio Bolsonaro (PL) sobre diferentes temas durante o debate presidencial da Band, neste domingo (18), mas o senador desviou de questionamentos sobre os R$ 134 milhões que teria solicitado ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre o pai, Jair Bolsonaro (PL), sobre seu patrimônio e sobre a condução da pandemia de Covid-19 pelo governo anterior.

Ao longo do debate, Flávio também recorreu a provocações e interrupções durante as falas de Lula. O senador circulou atrás do presidente diante das câmeras e fez gestos e expressões enquanto o adversário falava. A movimentação se repetiu durante o encontro. Nas considerações finais, a jornalista Adriana Araújo precisou intervir diante das interferências de Flávio e das reações da plateia.

Lula também cobrou explicações sobre direitos das mulheres, condições de trabalho e segurança pública, além de defender propostas para a economia e para o Sistema Único de Saúde (SUS). Flávio, por sua vez, concentrou parte de suas intervenções em ataques ao presidente e a integrantes de sua família.

Licença-maternidade

Logo no início do debate, Lula cobrou explicações de Flávio sobre seu voto contrário à ampliação da licença-maternidade das servidoras públicas estaduais do Rio de Janeiro, em 2009, quando o senador era deputado estadual.

A proposta, apresentada pelo então deputado Marcelo Freixo (PSOL), previa ampliar de quatro para seis meses o período de afastamento das servidoras após o nascimento dos filhos. Na primeira votação, em 31 de março daquele ano, a proposta recebeu 45 votos favoráveis e um contrário, de Flávio Bolsonaro.

Durante o debate na Band, Lula lembrou o episódio e questionou a posição do adversário em relação aos direitos das mulheres.

“O que que você tem contra as mulheres?”, perguntou o presidente, ao cobrar explicações sobre o voto contrário à ampliação da licença.

Flávio não apresentou uma justificativa específica para o voto. Em vez disso, afirmou que era casado e pai de duas meninas e passou a questionar Lula sobre a empresária Roberta Luchsinger, citada em investigações relacionadas ao filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva.

Lula cobra explicações sobre Vorcaro e patrimônio

Lula também questionou Flávio sobre os R$ 134 milhões que Flávio solicitou ao banqueiro Daniel Vorcaro financiar a produção de Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro. Em vez de esclarecer diretamente a cobrança, o candidato do PL atacou Lula e voltou a levantar suspeitas sobre o presidente e sua família.

O assunto voltou à discussão quando Lula questionou o patrimônio do senador, em especial a compra de uma mansão avaliada em R$ 10 milhões. O presidente cobrou explicações sobre a aquisição e sobre a origem dos recursos usados na compra.

“Você contou 43 mentiras a respeito disso [sobre o filme Dark Horse]. Pelo amor de Deus, a chance de você aqui na Bandeirantes contar uma verdade. Só diga: ‘eu peguei o dinheiro pra sustentar meu irmão [Eduardo Bolsonaro], coloquei numa conta para mim, comprei uma casa de R$ 10 milhões’. Ah, me explica como é que você comprou uma mansão de R$ 10 milhões com salário do senador?”

Flávio não esclareceu diretamente, durante o confronto, os pontos levantados por Lula sobre a solicitação de recursos a Vorcaro e a compra da mansão. O senador, por sua vez, acusou o presidente de corrupção e insistiu em questionamentos sobre ‘Lulinha’.

Caos na gestão da pandemia

A gestão da pandemia de Covid-19 durante o governo Jair Bolsonaro também foi tema das cobranças do presidente. Lula criticou a condução da crise sanitária e responsabilizou a administração anterior pelas decisões tomadas naquele período, incluindo a resistência à vacinação e o incentivo ao uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra a doença.

Flávio reconheceu que a saúde não teve os melhores resultados durante o governo do pai e fez um mea-culpa. A declaração, porém, não respondeu diretamente às críticas específicas de Lula sobre a condução da pandemia e as decisões tomadas pelo governo federal naquele período.

Direitos trabalhistas

Em outro momento, Lula afirmou que Flávio não conhece a realidade dos trabalhadores e disse que o senador nunca trabalhou. O presidente relacionou a crítica à experiência cotidiana de quem depende do salário para viver, paga as contas e enfrenta o aumento do custo de vida.

Ao criticar a falta de experiência do adversário com a rotina dos trabalhadores, Lula ironizou a relação de Flávio com o transporte público. “Conhece ônibus por literatura”, disse o presidente.

O debate também passou pelo fim da escala de trabalho 6×1 e por propostas relacionadas às condições de emprego.

Flávio promete Ministério da “Prosperidade”

Flávio Bolsonaro prometeu criar um “Ministério da Prosperidade”, pasta que, segundo o candidato, teria como objetivo ajudar a população a sair do sufoco financeiro. Entre as medidas anunciadas estão a renegociação de dívidas e a oferta de crédito facilitado.

O senador também prometeu reduzir os juros, mas não detalhou como a medida seria implementada nem como funcionaria a estrutura do novo ministério.

Segurança pública

A segurança pública foi outro ponto importante do debate. Lula começou cobrando do adversário o voto contrário à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, enviada pelo governo federal ao Congresso em março de 2025. A proposta busca ampliar a atuação da União e integrar o trabalho das forças de segurança.

O presidente afirmou que os estados não conseguiram enfrentar a criminalidade de forma suficiente e defendeu que o governo federal tenha condições de participar mais diretamente da coordenação das políticas de segurança. Também anunciou a intenção de criar um Ministério da Segurança Pública para articular ações com governos estaduais e municipais.

Flávio, por sua vez, prometeu declarar guerra ao que chamou de “narcoterrorismo” e classificar facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), além de milícias, como organizações terroristas.

Enquanto Lula defendeu maior coordenação nacional das políticas de segurança, Flávio apostou no endurecimento penal. Entre as propostas do candidato do PL está a castração química de condenados por estupro.

Lula desafia Flávio a abrir sigilos bancários

Em meio às acusações, Lula desafiou Flávio a abrir informações bancárias e registros telefônicos antes do segundo turno. O senador não aceitou o desafio nos termos propostos pelo presidente e rebateu a cobrança com acusações contra Lula.

Nas considerações finais, a tensão voltou a aparecer. Flávio circulou atrás do presidente enquanto Lula se dirigia ao público, provocando reações na plateia. A jornalista Adriana Araújo interveio e pediu que o candidato do PL parasse de interferir na fala do adversário.

O debate terminou marcado por cobranças sobre temas concretos, como o patrimônio de Flávio, a gestão da pandemia e os direitos trabalhistas, mas também por acusações mútuas. Em questões centrais levantadas por Lula, o candidato do PL desviou o foco para críticas ao presidente e a seus familiares, sem esclarecer diretamente os pontos cobrados.

domingo, 18 de outubro de 2026

Estudantes retomam protagonismo em momento decisivo no país, diz UNE

 

A preocupação com os rumos do país e com os riscos para as instituições democráticas e para a educação, às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, impulsionou a retomada das ruas pelo movimento estudantil. Milhares de estudantes têm promovido atos em diversas cidades para defender a democracia e a educação pública, além de se posicionar sobre os candidatos e suas propostas.

Em entrevista à Agência Brasil, a presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Bianca Borges (foto), destaca o protagonismo de universitários e secundaristas nos atos realizados pelo país e recupera a trajetória histórica dos estudantes brasileiros em momentos decisivos da política nacional. Ela menciona a luta contra a ditadura militar, as mobilizações por eleições diretas, depois pelo impeachment de Fernando Collor e contra o governo de Jair Bolsonaro.

“Neste momento, nós vemos não só uma eleição em jogo, mas verdadeiramente o futuro do nosso país em risco”, disse Bianca, citando a possibilidade da ascensão de um governo autoritário, contrário à educação e que representa retrocesso na avaliação da entidade.

A dirigente também aponta os desafios concretos enfrentados pelas universidades públicas, como o subfinanciamento, a necessidade de ampliar a assistência estudantil e garantir condições para que alunos de baixa renda permaneçam nos cursos.

Na entrevista, a presidente da UNE relaciona a defesa da democracia à valorização da universidade pública e à melhoria das condições de vida da juventude e da classe trabalhadora. Ela destaca ainda a importância de manter a organização estudantil para além do período eleitoral e defende que a participação coletiva é fundamental para transformar reivindicações em direitos.

“Os estudantes se levantam pelos direitos, pela educação, pela soberania e pela democracia brasileira diante dessa ameaça. Isso é da própria vocação dos estudantes brasileiros, desde a fundação da UNE tem sido assim”, ressaltou.

Na última sexta-feira, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou pedido da campanha do candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) para barrar publicações nas redes socais de 54 dirigentes de sindicatos, movimento sociais e entidades estudantis, entre elas a UNE. 

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Cortes em auxílios sociais podem gerar retração em cidades do interior


A estagnação ou cortes no valor dos benefícios sociais e previdenciários poderão causar uma retração severa à atividade econômica em municípios do interior do Brasil, mostra levantamento do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made), da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP), lançado nesta semana.

Segundo o estudo, as aposentadorias, o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) têm peso significativo na economia dessas cidades e chegam a representar quase metade do orçamento das famílias mais pobres.

“Como o valor recebido por essas famílias é usado quase integralmente para a aquisição de itens de primeira necessidade, o dinheiro circula imediatamente no comércio local, garante empregos e mantém a arrecadação municipal ativa”, destaca a economista, professora da Unicamp e pesquisadora do Made, Luiza Nassif.

De acordo com o levantamento, dos 5.569 municípios brasileiros, cerca de 4 mil estão fora das regiões metropolitanas. Nessas cidades, segundo o estudo, o peso das transferências públicas chega a ser o dobro em relação aos dos grandes centros urbanos. No Ceará, por exemplo, os benefícios sociais e previdenciários respondem por 22% da renda agregada da capital e região metropolitana. Já nas cidades do interior, esse número é de 40%.

Corte amplo de gastos públicos afetaria área social, dizem economistas

Impactos 

O estudo do Made/USP projetou os efeitos econômicos da evolução da renda dos benefícios sociais e previdenciários nas cidades do interior para os próximos três anos. O estudo tomou como base os anos de 2022 a 2025, em que houve um crescimento real para BPC e aposentadorias, e comparou esse cenário ao contexto de reajustes utilizados entre 2019 e 2022, sem ganhos reais do salário mínimo e congelamento total.

O levantamento mostra que, sem os reajustes, a renda agregada do interior do país sofreria uma retração severa, ficando entre 6,8% e 10,8% abaixo do patamar com a valorização real dos benefícios sociais e previdenciários. 

“Isso geraria uma reação em cadeia na atividade econômica que atinge inclusive as famílias que não dependem do socorro público”, avalia Nassif. 

O estudo mostra que os cenários mais críticos ocorreriam no interior do Rio Grande do Norte, Amapá e Piauí, em que a renda total cairia entre 17% a 18%, sem o ritmo atual de aumento dos benefícios sociais. No Amazonas, Sergipe e Pernambuco, a perda seria na casa dos 15%. No Ceará, Maranhão, em Alagoas e Bahia, a queda ficaria entre 10% e 13%, enquanto no Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, o prejuízo chegaria a 6,5%.  

Efeitos na pobreza

O levantamento destaca que, além dos efeitos sobre a renda e a atividade econômica dos municípios do interior, os benefícios desempenham um papel decisivo no combate à pobreza.

“Para quem vive no limite, qualquer reajuste abaixo da inflação empurra a família diretamente para a pobreza”, afirma Nassif. Segundo ela, para famílias com rendimento de até 1,5 salário mínimo per capita, os benefícios podem chegar a 50% do rendimento. 

Simulações realizadas pelo levantamento indicam que a ausência de ganhos reais nos benefícios, entre 2022 e 2025, teria empurrado aproximadamente 2,7 milhões de pessoas para a pobreza nos municípios fora das regiões metropolitanas, 2,4 milhões delas para extrema pobreza.

Em números absolutos, as maiores altas na pobreza ocorreriam na Bahia (até 336 mil pessoas a mais), São Paulo (até 263 mil) e Minas Gerais (até 251 mil), seguidos por Maranhão, Pará e Ceará (com mais de 200 mil pessoas cada).

“Olhando para o impacto que a queda de renda provoca, fica nítido o estrago que uma trava no crescimento dos benefícios pode fazer nas economias locais”, observa Nassif. “Manter a valorização real da previdência, do BPC e dos programas de transferência de renda é a garantia mínima de dignidade para as famílias e de sobrevivência para o comércio local no Brasil profundo", acrescenta.

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Da Agência Brasil

Campanha de Lula aciona TSE por mudanças em locais de votação


Por Cleber Lourenço/ Do ICL Notícias

A coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste sábado (17) para cobrar medidas urgentes que garantam o acesso dos eleitores às urnas no segundo turno, marcado para 25 de outubro. 

A representação pede que a Justiça Eleitoral comunique individualmente as mudanças nos locais de votação, divulgue os endereços antigos e novos em até 48 horas e assegure alternativas de transporte para os cidadãos afetados.

A iniciativa ocorre após o primeiro turno registrar 33,4 milhões de abstenções, equivalentes a 21,08% do eleitorado nacional. A campanha argumenta que a divulgação insuficiente das alterações pode dificultar o exercício do direito ao voto, sobretudo entre idosos, moradores de comunidades periféricas e pessoas com acesso limitado à internet.

Na petição, a coligação Brasil Pronto pra Mais sustenta que a Justiça Eleitoral não pode transferir integralmente aos cidadãos a responsabilidade de descobrir se houve mudança no endereço em que votam.

“A informação existe, ocorre que ela não está disponível de forma efetiva ao eleitor”, afirma o documento.

A representação, distribuída à ministra Estela Aranha, não questiona a legalidade das transferências. O objetivo é exigir providências para que as alterações não impeçam eleitores de comparecer às urnas.

Mudanças afetaram milhares de eleitores no Rio de Janeiro
O Rio de Janeiro é apontado como um dos principais exemplos dos problemas enfrentados no primeiro turno. Segundo dados do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) citados na representação, 277 locais de votação foram modificados em relação às eleições de 2024, afetando aproximadamente 670 mil eleitores.

Desse total, 72 locais foram transferidos por razões de segurança, incluindo medidas destinadas a proteger a liberdade do voto diante da atuação de facções criminosas e milícias.

A campanha de Lula ressalta que não contesta essas providências, mas a maneira como foram comunicadas à população.

“O problema, todavia, está na forma como essas mudanças foram comunicadas ao eleitorado”, afirma a petição.

No Complexo da Maré, 52% dos eleitores tiveram de votar fora das comunidades onde residem. A abstenção chegou a 28,46%, acima da média nacional de 21,08%. Em 2022, o índice de ausência na região havia sido de 24,62%.

A representação também relata casos de eleitores que descobriram a mudança apenas no dia da votação, enfrentando deslocamentos para endereços distantes e filas que duraram horas.

Embora a coligação associe essas dificuldades ao risco de aumento da abstenção, o documento reconhece que não é possível estabelecer uma relação direta entre todas as ausências e as alterações dos locais de votação.

Lula tem 51% dos votos válidos contra 49% de Flávio Bolsonaro, aponta Vox Brasil


Brasil 247 – A uma semana do segundo turno das eleições presidenciais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece numericamente à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com 51% dos votos válidos, contra 49% do adversário. A diferença de dois pontos percentuais configura um empate técnico, considerando a margem de erro de 2,15 pontos percentuais para mais ou para menos.

Os números são da pesquisa Vox Brasil divulgada neste domingo (18), conforme informações publicadas pelo Poder360. O levantamento ouviu 2.100 eleitores em todo o país entre os dias 15 e 17 de outubro e apresenta nível de confiança de 95%.

Lula lidera percepção de vitória no segundo turno

Além de medir a intenção de voto, a Vox Brasil perguntou aos entrevistados qual candidato consideram mais provável vencedor da eleição presidencial de 25 de outubro.

Nesse indicador, Lula aparece com 46,9%, enquanto 41,6% dos eleitores acreditam que Flávio Bolsonaro vencerá a disputa. A diferença é de 5,3 pontos percentuais a favor do atual presidente.

Rejeição de Lula e Flávio Bolsonaro é idêntica

Outro dado do levantamento mostra que os dois candidatos enfrentam o mesmo índice de rejeição. Tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro registram 45,3% de entrevistados que afirmam não votar neles de jeito nenhum.

O empate nesse indicador revela que ambos chegam à última semana da campanha com níveis elevados de resistência entre os eleitores. A pesquisa, no entanto, não detalha no material divulgado como essa rejeição se distribui entre os diferentes segmentos do eleitorado.

Pesquisa ouviu 2.100 eleitores e está registrada no TSE

O levantamento da Vox Brasil foi realizado entre 15 e 17 de outubro, com entrevistas em todo o território nacional. A margem de erro informada é de 2,15 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04332/2026. Segundo os dados divulgados, o estudo custou R$ 50 mil e foi financiado com recursos próprios.

O segundo turno da eleição presidencial está marcado para o próximo domingo, 25 de outubro, quando Lula e Flávio Bolsonaro disputarão a Presidência da República.

TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp 48h antes da eleição

Uma minuta de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê que canais de WhatsApp com teor político e mais de 200 mil seguidores sej...