quarta-feira, 28 de outubro de 2026

TSE contabiliza 34,3 mil votos após as 17h no 2º turno das eleições


Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que as urnas eletrônicas registraram 34.393 votos após as 17h neste domingo (25), o que equivale a 0.027% do total de votos depositados durante todo o dia de segundo turno das eleições.. A previsão era de que a votação seria encerrada às 17h, porém, decisão judicial estendeu o prazo até as 19h onde as urnas ainda não tinha sido encerradas.

De acordo com a Corte, 32.399 votos foram computados entre 17h e 18h, enquanto foram 1.981 entre 18h e 19h e 13 após as 19h. Os dados mostram que das mais de 473 mil urnas distribuídas por todo o Brasil, 24.268 permaneceram abertas após as 17h10. 

O horário leva em conta que as seções demoram cerca de 10 minutos para emitir o boletim de urna caso o último voto ocorra exatamente às 17h. Além disso, algumas seções ficam abertas enquanto houver fila com eleitores que chegaram dentro do prazo

São Paulo foi o estado que teve a maior quantidade de seções eleitorais abertas após às 17h10 e maior número de votos registrados: 2.496. Em seguida, aparece o Rio de Janeiro, que teve 2.349 votos, a Bahia, com 1.656 votos e Pernambuco, que teve 577 votos registrados após às 17h.

Ampliação do horário de votação

O ministro do Supremo Tribunal Federal ampliou o horário de votação após pedidos feitos pelas campanhas dos candidatos a presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão contemplava apenas as urnas que não tivessem sido encerradas, já que saiu poucos minutos após as 17h. 

A campanha de Lula pediu o adiamento da votação em todo o País com base em relatos de problemas de mobilidade urbana em diversas cidades do Brasil, especialmente em Salvador, na Bahia, e em São Paulo. 

Já a campanha de Flávio Bolsonaro pediu mais tempo de votação em municípios de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul por causa das fortes chuvas que atingiram as cidades no domingo, com potencial para impedir que eleitores chegassem até às urnas. 

Resultado

Usando como argumento a prorrogação do prazo de votação, Flávio Bolsonaro disse que não reconhece o resultado das urnas, apesar da diferença de mais de 4,4 milhões de votos a favor de Lula. 

Da Agência Brasil

Investigações contra Flávio Bolsonaro continuam no STF mesmo após fuga

 

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vai continuar respondendo a dois processos criminais no Supremo Tribunal Federal (STF) mesmo após deixar o Brasil e fugir para os Estados Unidos (EUA).

Por ter foro privilegiado na Corte, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar, é alvo de duas investigações criminais que tramitam no STF.

O parlamentar é alvo do processo que investiga o advogado Willer Tomaz, acusado de lavagem de dinheiro relacionado a negócios envolvendo bets.

De acordo com as investigações, o nome do senador foi citado por uma secretária de Willer, que teria informado ao advogado sobre o cancelamento de uma conta ligada à Alcazar Holdings, empresa sediada na Ilha da Madeira, em Portugal, e investigada pela Polícia Federal (PF).

Na semana passada, o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões de Willer Tomaz.

As medidas foram tomadas após a PF descobrir que o advogado viajou para Miami, nos Estados Unidos, após ser alvo, em agosto, de busca e apreensão na Operação Sem Desconto, que apura descontos ilegais em aposentadorias.

Dark Horse

O senador também é alvo de um inquérito que investiga os pagamentos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o filme Dark Horse, a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O filme que retrata a vida política de Bolsonaro veio à torna após o site The Intercept revelar que Flávio pediu dinheiro a Vorcaro para financiar as gravações.

Após a divulgação da conversa entre Flávio e Vorcaro, ocorrida em novembro do ano passado, o senador negou ter combinado qualquer vantagem indevida com o banqueiro e disse que os recursos eram privados.

Em julho deste ano, Flávio Bolsonaro foi incluído no inquérito e também passou a ser investigado.

Foro privilegiado

Apesar de não ter sido eleito para o cargo de presidente da República, Flávio manterá mandato de senador até o dia 1° de fevereiro.

A tendência é que as duas investigações continuem em tramitação no Supremo após o fim do mandato.

De acordo com a atual jurisprudência da Corte, a competência do STF para julgar ex-parlamentares continua após o encerramento do mandato nos casos em que os crimes estiverem ligados à função pública.

Fuga

Nesta terça-feira (27), o investidor e ex-secretário de Turismo do México, Simón Levy, publicou uma postagem nas redes sociais relatando que Flávio Bolsonaro teria chegado aos Estados Unidos, em uma articulação liderada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. A possível fuga de Flávio, menos de 48 horas após perder as eleições presidenciais, também foi confirmada pela agência de notícias Reuters.

Ontem (26), um dia após a derrota na disputa presidencial, o senador foi proibido de deixar o Brasil e intimado pela PF a entregar todos seus passaportes em 24 horas. O prazo terminou na manhã de hoje, e os documentos não foram entregues, por isso foram cancelados.

Da Agência Brasil

“Ato vergonhoso”, diz Lula sobre fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, nesta terça-feira (27), que a fuga de Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos é “um ato vergonhoso”. Para o presidente reeleito no último domingo (25), o seu adversário nas urnas está em débito com a Justiça.

“O cidadão que sai escondido do seu país é porque deve alguma coisa”, disse Lula.

“Esse ato de sair do Brasil é vergonhoso. Ele deveria ter entregue o passaporte. A Polícia Federal já devia suspeitar que ele sairia do Brasil, ele tem inquérito”, acrescentou.

Lula recebeu apoiadores que foram celebrar seu aniversário de 81 anos na frente do Palácio da Alvorada. Lá, cortou bolo e discursou.

O presidente lembrou de quando foi preso, em abril de 2018, e entregou o passaporte e se entregou à Polícia Federal.

“Resolvi me entregar na Polícia Federal porque queria desmascarar meus acusadores e provar minha inocência”, disse. Na ocasião, Lula passou 580 dias preso e, em 8 de novembro de 2019, foi libertado.

“E estou aqui sendo reeleito para mais um mandato por conta de vocês. Por isso eu digo a vocês, quem não deve, não teme”, acrescentou Lula.

Em 2021, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou os processos conduzidos pelo ex-juiz Sergio Moro, reconhecendo que ele foi parcial no inquérito envolvendo Lula. Hoje, Moro é o governador eleito pelo PL, partido de Flávio Bolsonaro, de quem é aliado.

Fuga

O investidor e ex-secretário de Turismo do México, Simón Levy, publicou uma postagem nas redes sociais nesta terça-feira (27) relatando que Flávio Bolsonaro teria chegado aos Estados Unidos, em uma articulação liderada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

A possível fuga de Flávio, menos de 48 horas após perder as eleições presidenciais, também foi confirmada pela agência de notícias Reuters. 

O senador não chegou a entregar seus passaportes à Polícia Federal (PF) após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Bolsonaro e seu amigo, o advogado Willer Tomaz, são investigados por suspeita de lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas online, as bets. Ele também é alvo de outro inquérito, que investiga o financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória de seu pai.

Da Agência Brasil

terça-feira, 27 de outubro de 2026

Posse de Lula será em 5 de janeiro


A posse para o quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice Geraldo Alckmin (PSB) ocorrerá no dia 5 de janeiro de 2027, e não mais no primeiro dia do ano. Os governadores e vices vão assumir o mandato no dia seguinte.

Essa mudança de datas foi estabelecida pela Emenda Constitucional nº 111, de 28 de setembro de 2021. Trata-se de uma novidade na rotina da democracia brasileira. Desde a promulgação da Constituição de 1988, a data de posse ocorria sempre no dia 1º de janeiro. Antes de 1988, os chefes do Executivo tinham o evento de início de mandato no dia 15 de março.

Agenda

Com a mudança, os governadores eleitos conseguem participar da posse do presidente em Brasília. Antes, as cerimônias aconteciam no mesmo dia. O evento de posse do presidente tem a tradição de anteceder o desfile em carro aberto e a recepção na rampa do Congresso pelos chefes do Senado e da Câmara.

Legislativo

Na Câmara e no Senado, a data de posse dos novos senadores e deputados permanece inalterada: 1º de fevereiro. Na ocasião, os parlamentares eleitos prestam o compromisso regimental, sem discurso dos presentes. Neste mesmo dia, acontece a eleição das Mesas de cada Casa para mandato de dois anos.

Da Agência Brasil

Dino manda PF investigar campanha de Flávio Bolsonaro por suspeita de financiamento estrangeiro


Por Cleber Lourenço/ ICL Notícias

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (27) que a Polícia Federal investigue suspeitas de financiamento estrangeiro da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições. 

A apuração também deverá esclarecer se houve alguma relação entre o apoio político ao senador e interesses de grupos estrangeiros na exploração de terras raras e minerais estratégicos brasileiros.

A decisão, de 38 páginas, foi proferida na ADPF 1178, originalmente apresentada pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). Dino determinou a abertura de um inquérito sob supervisão do STF, diante da possível participação de integrantes do Congresso Nacional nos fatos investigados.

O principal foco são as negociações envolvendo a Rockbridge Network, organização norte-americana fundada com participação do vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, e os empresários brasileiros Tallis Gomes e Pedro Sang. A PF deverá identificar se as tratativas envolveram recursos financeiros, prestação de serviços ou outras vantagens econômicas destinadas a beneficiar a candidatura de Flávio.

A investigação também deverá identificar os participantes e a finalidade dos contatos mantidos entre representantes da organização norte-americana e empresários brasileiros.

Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro. (Foto: Vittor Sales)

PF investigará possível ligação entre apoio eleitoral e terras raras

Um dos pontos mais relevantes da decisão é a suspeita de que as articulações para financiar atividades políticas possam estar relacionadas a interesses econômicos estrangeiros em recursos minerais brasileiros.

Dino determina expressamente que a Polícia Federal investigue a existência de “elementos concretos que relacionem as tratativas sobre financiamento político aos interesses econômicos noticiados em terras raras e minerais críticos brasileiros”.

O ministro também quer esclarecer quem teria apresentado eventuais propostas, a quem foram dirigidas e quais contrapartidas poderiam estar envolvidas.

A preocupação envolve recursos estratégicos para setores como tecnologia, energia e defesa. Na decisão, Dino lembra que os minerais pertencem à União e que sua exploração depende de autorização ou concessão do poder público, conforme determina a Constituição.

Caso sejam identificados indícios de negociações envolvendo propriedades rurais, a PF também deverá verificar se houve tentativa de contornar as restrições legais à aquisição de terras brasileiras por estrangeiros, inclusive mediante a utilização de terceiros.

As suspeitas sobre a Rockbridge chegaram inicialmente à Justiça Eleitoral por meio de uma representação apresentada pelo então candidato à Presidência Renan Santos, do Partido Missão. Posteriormente, o PT levou ao Supremo informações sobre possíveis operações de financiamento estrangeiro.

Dino registra que há convergência entre os argumentos apresentados pelas duas legendas.

Propaganda clandestina e favorecimento nas redes sociais

Outra frente da investigação envolve a divulgação remunerada de conteúdos favoráveis a Flávio Bolsonaro por perfis sediados no exterior, especialmente publicações que utilizavam projeções da Polymarket, plataforma estrangeira de mercados de previsão proibida de operar no Brasil.

Segundo a representação apresentada pelo Partido Missão, perfis estrangeiros que normalmente não abordavam a política brasileira passaram a divulgar, em períodos próximos, publicações remuneradas sobre a candidatura de Flávio, utilizando estimativas da mesma plataforma.

A PF deverá identificar quem contratou e pagou por esses conteúdos, a origem do dinheiro e a eventual participação de intermediários brasileiros.

A decisão também alcança a atuação das empresas de tecnologia durante a campanha. Dino determinou a apuração de “assimetrias dolosas e manipulações algorítmicas” destinadas a favorecer ou prejudicar candidaturas.

Para fundamentar a medida, o ministro reuniu documentos do Conselho de Supervisão da Meta, manifestações de especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) e uma carta de parlamentares norte-americanos que apontaram possíveis desigualdades no tratamento dispensado às campanhas de Lula e Flávio.

Entre os episódios mencionados estão restrições ao impulsionamento de publicações de Lula no Instagram e recomendações indevidas de conteúdos associados a Flávio Bolsonaro.

Dino também cita parecer da Procuradoria-Geral Eleitoral, de 21 de outubro, que identificou descumprimentos de determinações judiciais pela Meta, incluindo obrigações relacionadas à transparência de anúncios eleitorais e ao funcionamento de ferramentas de inteligência artificial.

A decisão ainda reproduz reportagem do Intercept Brasil sobre pagamentos da campanha de Flávio à Elytron, empresa que ofereceu no exterior um sistema de inteligência artificial para operações de influência política. Segundo a publicação, a campanha registrou pagamentos de R$ 600 mil à companhia, enquanto o PL declarou outros R$ 131,9 mil.

Ao avaliar o conjunto das informações, Dino afirma que os acontecimentos apontam para a “intensificação dos indícios de ingerência estrangeira no processo eleitoral”.

Investigação será acompanhada pelo STF

Além de determinar a abertura do inquérito, Dino comunicou a decisão a dez órgãos federais, entre eles Abin, Coaf, Banco Central, Receita Federal, Agência Nacional de Mineração e Ministério das Relações Exteriores, para que avaliem providências dentro de suas competências.

O ministro também recorreu a um relatório da Abin que identifica o financiamento oculto de grupos políticos, campanhas de desinformação e ataques cibernéticos como possíveis instrumentos de interferência estrangeira nas eleições brasileiras.

Para Dino, a questão ultrapassa a manifestação de opiniões políticas por cidadãos estrangeiros, protegida pela liberdade de expressão. O problema surge quando representantes de organizações internacionais atuam para promover interesses econômicos ou institucionais por meio de práticas destinadas a interferir na disputa eleitoral.

Nessas circunstâncias, afirma o ministro, pode haver uma “instrumentalização da atividade político-partidária em favor de interesses estrangeiros”.

Embora tenha rejeitado o pedido do PT para ingressar como participante da ADPF, Dino reconheceu a relevância dos indícios apresentados e considerou mais adequado investigá-los em um procedimento separado.

A Polícia Federal deverá informar ao Supremo o número do inquérito instaurado. A investigação começa dois dias depois da derrota de Flávio Bolsonaro e buscará esclarecer se as articulações com empresários e organizações estrangeiras se limitaram a contatos políticos e comerciais ou envolveram financiamento irregular, propaganda clandestina e interesses econômicos em recursos estratégicos brasileiros.

Até o momento, não há comprovação de que a Rockbridge tenha financiado ilegalmente a campanha ou de que tenha existido compromisso de concessão de recursos minerais em troca de apoio eleitoral.

Braide parabeniza Lula pela vitória nas urnas e garante estar aberto ao diálogo com o Governo Federal


Para quem pensava que o ex-prefeito de São Luís e atual governador eleito do Maranhão, Eduardo Braide (PSD), mostrasse ser um desvaraido "bolsonarista de carteirinha", enganou-se. 

O mais novo chefe do Palácio dos Leões mostrou atitude diplomática e política ao parabenizar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela sua quarta vitória nas eleições presidenciais do domingo (25), defendendo a manutenção do diálogo com o Governo Federal. 

Em recente publicação nas redes sociais, Braide afirmou que pretende estabelecer uma relação de cooperação com Brasília, priorizando os interesses da população maranhense.

Na oportunidade, o governador eleito desejou sucesso a Lula e destacou que pretende conduzir a relação institucional com responsabilidade.

“Cumprimento o presidente Lula pela vitória e desejo sucesso em seu novo governo. Como governador eleito, seguirei com diálogo e responsabilidade, buscando uma relação produtiva com o Governo Federal, sempre colocando em primeiro lugar os interesses do Maranhão e da nossa população”, disse Braide.

Lula cresceu em número de votos em todos os estados; Flávio recuou em seis unidades da federação


Fabíola Sinimbú - da Agência Brasil

Entre os brasileiros que compareceram no domingo (25) às urnas no segundo turno das Eleições de 2026, 64.256.232 escolheram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O total representa 10,3 milhões de votos a mais que os que Lula recebeu no primeiro turno, quando foram registrados quase 53,9 milhões. O crescimento de votos se deu em todos os 26 estados e no Distrito Federal, com destaque para Minas Gerais. 

Flávio Bolsonaro também cresceu na maior parte dos estados, mas com menor diferença entre os dois turnos. Em seis estados, o candidato recuou mais de 52,3 mil votos. São eles: Maranhão, Acre, Amapá, Roraima, Amazonas e Tocantins. 

Em termos absolutos, São Paulo foi o estado onde Lula abriu a maior margem de diferença entre os dois turnos, com crescimento de 2,6 milhões de votos.

O segundo foi Minas Gerais, com mais de 1,1 milhão conquistados em menos de um mês. Minas também foi o único estado em que Lula virou o resultado, uma vez que Flávio Bolsonaro tinha terminado o primeiro turno à frente, com 5,7 milhões de votos contra 5,1 milhões de votos para o petista. No segundo turno, Lula avançou para 6,3 milhões de votos no estado, contra 6,2 milhões de votos de Flávio. 

O crescimento de Lula no Rio de Janeiro, reduto político de Flávio Bolsonaro, também chama a atenção. Entre os dois turnos, o candidato do PT cresceu mais de 872 mil votos, enquanto Flávio Bolsonaro avançou pouco mais de 202 mil votos.

Os estados onde o petista cresceu menos, em números absolutos, foram Roraima, Acre e Amapá, onde o presidente somou, respectivamente, pouco mais de 9 mil votos, 9,7 mil e 10,4 mil.

Até o PL, partido de Flávio Bolsonaro, reconhece vitória esmagadora de Lula nas eleições


O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, publicou nota oficial, nesta segunda-feira (26), em que reconhece a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições deste ano. No entanto, ele cobrou esclarecimentos sobre o que chamou de medidas “eleitoreiras”, com “ampliação de gastos públicos”.

““Reconhecemos o resultado presidencial, proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas entendemos que os questionamentos levantados precisam ser devidamente esclarecidos”, afirmou a nota.

Argumentos

Após a divulgação da vitória do atual presidente, o candidato derrotado, o senador Flávio Bolsonaro, disse que não reconheceria o resultado. A justificativa do candidato seria a prorrogação do horário de votação eleitoral, decidida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, que atendeu um pedido de ambas as candidaturas, incluindo a da campanha de Flávio.

Na nota, o presidente do PL não traz o mesmo argumento. Para Costa Neto, houve ampliação dos gastos públicos com benefícios sociais “às vésperas da votação”, o que levantaria questionamentos sobre os “efeitos dessas medidas em um processo eleitoral justo”.

Ao pedir “esclarecimentos”, o presidente da legenda disse que o partido vai acompanhar os fatos e buscar “respostas com responsabilidade, transparência e respeito à instituições”. 

Na eleição de domingo, Flávio Bolsonaro teve 59,8 milhões de votos (48,2%), enquanto que o presidente Lula chegou a 64,2 milhões (51,7%).

Da Agência Brasil

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Nas redes sociais, líderes latino-americanos saúdam Lula pela vitória

Momentos após a confirmação oficial da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais do Brasil, líderes de países vizinhos foram às redes sociais cumprimentar o presidente reeleito.

Um deles foi o presidente do Uruguai, Yamandu Orsi, que disse ter se comunicado com Lula para felicitá-lo. "Eu o cumprimentei pelo triunfo e pela festa democrática que representa o processo eleitoral", afirmou.

"Viva a democracia, ganhou o povo do Brasil. Felicidades presidente Lula", escreveu a presidente do México, Claudia Sheinbaum.

Outro líder que se manifestou foi o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz. "Bolívia e Brasil somos países vizinhos e irmãos, unidos por uma história e desafios comuns. Seguiremos trabalhando juntos para fortalecer nossa relação e gerar mais oportunidades para nossas nações", escreveu o mandatário.

O presidente do Panamá, José Raul Mulino, também foi às redes sociais saudar Lula. "Felicito o povo brasileiro por esta jornada democrática e especialmente ao presidente Lula por sua vitória. Seguiremos trabalhando juntos por nossos países", postou.

Na mesma linha, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, foi outro que saudou Lula e o povo brasileiro pela jornada democrática.

Da Agência Brasil

Fachin diz que vontade dos eleitores deve ser respeitada


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, declarou neste domingo (25) que a vontade manifestada pelos eleitores nas urnas deve ser respeitada. 

A manifestação de Fachin foi divulgada após a confirmação de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito para o quarto mandato. 

“É tempo de reafirmar o respeito à vontade soberana do povo brasileiro, livremente manifestada nas urnas. A república se fortalece quando reconhece e respeita a soberania popular, fundamento da legitimidade democrática e expressão da cidadania”, afirmou. 

Fachin também defendeu o fortalecimento da democracia e a harmonia dos Três Poderes. 

“Mesmo diante de divergências, é nos limites da Constituição que devem buscar as respostas, preservando o equilíbrio entre os poderes e a integridade do Estado Democrático de Direito”, completou. 

Após o anúncio do resultado das eleições, o candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL) declarou que não reconhece o resultado do pleito e que vai pedir a anulação do segundo turno. 

Da Agência Brasil

Após reeleição, PT mira jovens para se renovar e preparar o pós-Lula

A Comissão Executiva Nacional do PT defendeu uma agenda de reformas para o quarto mandato do presidente Lula e manifestou preocupação com...