quinta-feira, 25 de setembro de 2014

"Quem se incomoda de ser chamado de comunista, não é comunista", diz candidato do PCB

Candidato do PCB, Josivaldo Corrêa
O candidato do PCB ao governo do Maranhão, professor Josivaldo Corrêa, disse que o seu partido entende que a forma de participação em uma eleição não pode ser considerado o fim, mas sim o meio de um propósito de ruptura com os padrões burgueses de gerenciar um estado e uma nação.

Josivaldo foi, nesta quinta-feira (25), o terceiro candidato ao Palácio dos Leões entrevistado na sabatina promovida pela Rádio Mirante AM. Ele destacou que o PCB vem fazendo uma campanha educativa para o povo do Maranhão, sempre ressaltando a existência de uma forma diferente de propor ideias, se contrapondo um modelo que prioriza o embate plebiscitário entre dois candidatos, Lobão Filho (PMDB) e Flávio Dino (PCdoB).

O candidato comunista disse que ter abordado temas polêmicos como aborto e uso da maconha geraram certa inquietação no eleitorado. "Estamos explicando isso nas escolas, mas ainda assim, tivemos certa rejeição. Mas entendemos que se trata de um assunto real e que é uma questão de saúde pública", declarou Josivaldo.

Ele criticou o modelo das pesquisas de intenções de voto que estão sendo divulgadas na mídia com enorme frequência e sem escrúpulos. "Entendo que essa é uma proposta burguesa, pois não reflete o nosso eleitorado. Acho que existe uma manipulação de dados e isso só reflete o senso comum das pessoas que se prendem à questão do voto útil", justificou.

Apesar da disparidade econômica, o candidato do PCB acredita que a legenda conseguiu avançar bastante nestas eleições. "O nosso discurso ideológico é o mesmo no país todo, pregando sempre a instituição do socilaismo. Sou resultado de uma discussão interna do partido e nós temos uma militância que atende ao nosso chamado", frisou.

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